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2.  Apresentação

………………………………………………………………………………………………….

5

3. A Reconstrução da Torre de Babel

……………………………………………………………………..

6
1
http://www.idph.com.br

Sumário

1. Sobre os Autores
……………………………………………………………………………………………..
4

4. Aprendendo inglês com séries de TV – Parte 1

…………………………………………………..

18

5. Aprendendo Inglês com Séries de TV – Parte 2

…………………………………………………..

24

6. Como estudar a Gramática da Língua Inglesa

…………………………………………………….

28

7. Conversação em inglês

……………………………………………………………………………………

32

8. Como desenvolver a compreensão do inglês falado

…………………………………………..

36

9. Como aprender inglês com recursos da Internet

………………………………………………..

41

10. Como Ler

……………………………………………………………………………………………………..

46

11. O Prazer da Leitura

……………………………………………………………………………………….

50

12. O Óbvio

……………………………………………………………………………………………………….

55

13. Fácil e Difícil

…………………………………………………………………………………………………

60

14. Enxergando o Invisível

…………………………………………………………………………………..

64

15. Você é mais inteligente do que pensa

…………………………………………………………….

69

16. Palavras mais comuns em inglês

…………………………………………………………………….

76

17. A Curva do Esquecimento

……………………………………………………………………………..

80

18. Como passar em concursos e vestibulares

………………………………………………………

83

19. Mapas mentais, uma brincadeira de criança

……………………………………………………

88

20. Mapas Mentais

…………………………………………………………………………………………..

100

21. Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras I

…………………………………………

109

22. Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras II

Hipnose Aplicada à Educação

…………………………………………………………………………….

114

23. Contradições do Aprendizado Tradicional de Idiomas

…………………………………….

118

24. Sugestões para Escolher o Próximo Curso de Idiomas

…………………………………….

123

2

http://www.idph.com.br

25. Um Salto à Frente no Aprendizado de Línguas

……………………………………………….

126

26. Permissão e disponibilidade interior para o estudo

………………………………………..

152

27. Seu filho vai bem na escola?

…………………………………………………………………………

159

28. Focalizando sua mente – Autocinética

…………………………………………………………..

169

29. Referências Adicionais

…………………………………………………………………………………

180

30. Leitura Recomendada

…………………………………………………………………………………

182

3

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1.

1.

S

S

OBRE

OBRE

OS

OS

 A

 A

UTORES

UTORES

Walther Hermann Kerth Junior

Arquiteto do Aprendizado e Designer de programas de treinamentos

comportamentais, conferencista, escritor, coach e consultor

especialista em aprendizagem de adultos; co-criador do “Curso de

Inglês ONLINE” do IDPH e mantenedor do site www.idph.com.br;

autor e editor dos livros “

MAPAS MENTAIS – Enriquecendo

Inteligências”

 (2005), “

DOMESTICANDO O DRAGÃO –

Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras”

 (1999),

O SALTO DESCONTÍNUO”

 (1996) e “

HISTÓRIAS QUE

LIBERTAM”

 (2000) e de várias palestras gravadas em DVD e CD

de áudio. Criador do

Sistema de Aberto de Aprendizagem de

Línguas

(OLeLaS)

Viviani Bovo

Palestrante, Coach membro da ICF (International Coaching

Federation), da ICI (International Coaching Institutes), da ECA

(European Coaching Association), Facilitadora Licenciada pela

“Corporate Coach U” para o treinamento com certificação

internacional “The Coaching Clinic”, estudiosa e pesquisadora de

ciências do comportamento, ‘Green Belt’ em Six Sigma,

consteladora, co-autora e co-editora do livro ‘MAPAS MENTAIS”,

ex-profissional e líder de área financeira com experiência de mais de

20 anos em multinacional de grande porte.

Rubens Queiroz de Almeida

Engenheiro eletricista, analista de sistemas especialista em Linux,

Unix e derivados, professor de inglês certificado pela Cambridge

University, escritor, palestrante e conferencista, criador do método

de Língua Instrumental que foi oferecido para 1.800 funcionários da

UNICAMP nos anos de 1996, 1997 e 2001.

Alberto Dell’Isola

Bacharel em psicologia pela UFMG e membro do LADI, laboratorio de

pesquisa em psicologia da UFMG. É mais conhecido por ser recordista

latino americano de memorização, tendo participado de diversos

programas de TV, como Faustao, Fantástico e Caldeirão do Huck.

Detentor de um recorde latino americano de memorização: a

sequência de 280 cartas de baralho, previamente embaralhadas em

apenas 1 hora. Membro do laboratório da avaliação das diferenças

individuais (LADI), do departamento de psicologia da UFMG. Sua

coluna ensinará os segredos utilizados nos campeonatos de memória e

sua aplicaçao no dia a dia.

Blog:

http://memorizacao.blogspot.com

4

http://www.idph.com.br

2.

2.

 A

 A

PRESENTAÇÃO

PRESENTAÇÃO

ste ebook contém diversos artigos publicados na colu

na 10 anos do sítio Dicas-L

1

 e na coluna Nova Educa

ção, do sítio do Instituto de Desenvolvimento do Po

tencial Humano

2

. São artigos relacionados com aprendizagem e

são baseados na experiência pessoal dos autores com o desen

volvimento pessoal e aprendizado.

E

Infelizmente, muito da forma como hoje se aprende nas

escolas, se prende a métodos, elaborados por pessoas que não

vivem o dia a dia das escolas, que prescrevem a mesma receita

para milhares de alunos diferentes.

Estes textos possuem uma abordagem reversa, com o

foco no aprendiz e nas maravilhosas diferenças individuais.

Visam demonstrar que cada um de nós aprende de forma dife

rente, e isto não é um problema, mas sim o que nos torna es

peciais.

Boa leitura!

1

http://www.Dicas-L.com.br/10anos

 

2

http://www.idph.com.br/novaeducacao

 

5

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3.

3.

A R

A R

ECONSTRUÇÃO

ECONSTRUÇÃO

DA

DA

 T

 T

ORRE

ORRE

DE

DE

 B

 B

ABEL

ABEL

Por Rubens Queiroz de Almeida

iz a Bíblia que muitos anos atrás todos os habitantes

da Terra se uniram para construir uma torre que

chegasse até o céu, para tornar seu nome célebre e

impedir que fossem espalhados pelo mundo. Para punir os ho

mens por sua ambição demasiada, Deus confundiu sua lingua

gem e depois os dispersou pelo mundo.

D

Ainda hoje os povos da Terra falam uma imensidão de

línguas diferentes. Na Internet entretanto, apesar dos muitos

povos que a utilizam, existe um meio de comunicação comum.

Da mesma forma que os computadores se comunicam inde

pendentemente de cor e raça, ou melhor, de fabricante e pro

tocolo de comunicação, também os internautas possuem uma

linguagem comum: a língua inglesa. Será a Internet uma nova

Torre de Babel, construída para reunificar eletronicamente os

habitantes deste lindo mundo azul?

É claro que nem todos que utilizam a Internet compreen

dem a língua inglesa. Porém mais de 80% dos documentos e

das comunicações feitas através da Internet encontram-se em

6

http://www.idph.com.br

inglês. Apenas 0,7 % do oceano de informação que é a Inter

net está em português. É perfeitamente possível usar a Inter

net e se divertir muito navegando apenas por sites escritos em

português. Fazer isto entretanto é o equivalente a ir à praia,

não entrar na água e ficar se molhando com um baldinho de

água que alguém encher para você. O que fazer? Aprender in

glês é difícil e demora muitos anos. Como então adquirir o do

mínio desta ferramenta tão essencial à utilização plena da In

ternet? Realmente, para se ler, falar, escrever e ouvir com

fluência a língua inglesa são necessários de seis a oito anos de

estudo constante. Para que aprender tanta coisa se o mais im

portante é apenas ler? É muito mais fácil dominar um dos as

pectos de um idioma (leitura) do que todos os quatro simulta

neamente (ler, ouvir, falar e escrever). A Internet possui mui

to conteúdo interativo, onde a capacidade de se falar e escre

ver bem a língua inglesa certamente é uma grande vantagem,

mas o mais importante certamente é saber ler. Ler para utili

zar a informação existente na Internet para aprender, resolver

problemas pessoais ou profissionais, se divertir, enfim, para

uma infinidade de propósitos.

Como aprender a ler? É raro encontrar um curso de in

glês onde se ensine o aluno apenas a ler. Só vendem o pacote

completo, o que é totalmente insensato. Se precisamos inves

tir vários anos para dominar o idioma em todos os seus aspec

tos, aprender a ler certamente demora muito menos. Em ape

nas quatro meses é possível obter uma compreensão razoável

7

http://www.idph.com.br

do idioma que nos permite começar a compreender textos em

inglês.

Mas porque a leitura é mais fácil de se dominar? A pró

pria Internet nos dá a resposta. Em um estudo realizado em

1997, realizamos um trabalho para determinar as palavras

mais comuns da língua inglesa e seu percentual de ocorrência.

Para este estudo utilizamos os livros online do Projeto Gutem

berg. Este projeto, integrado por voluntários, tem por objetivo

digitalizar obras de literatura cujos direitos autorais tenham

se expirado. Nos Estados Unidos uma obra é colocada no do

mínio público 60 anos após a morte do autor. Obras de auto

res como Jane Austen, Conan Doyle, Edgar Rice Burroughs, e

muitos outros estão disponíveis gratuitamente na Internet. De

posse destes livros, 1600 ao todo na época da pesquisa, fize

mos então nossos cálculos. Os 1600 livros combinados gera

ram um arquivo de 680 MB contendo aproximadamente sete

milhões de palavras. Os resultados foram bastante surpreen

dentes. As 250 palavras mais comuns compõem cerca de 60%

de qualquer texto. Em outras palavras, se você conhece as 250

palavras mais comuns, 60% de qualquer texto em inglês é

composto de palavras familiares. Para facilitar ainda mais a

nossa tarefa os cognatos, que são as palavras parecidas em

ambos os idiomas (

possible

 e

possível

, por exemplo), totali

zam entre 20 e 25% do total das palavras. Aí já temos então

80 a 85% do problema de vocabulário resolvido. Se subirmos

o número de palavras mais comuns a 1.000, chegamos a 70%.

8

http://www.idph.com.br

Somando a este valor os cognatos chegamos a valores entre 90

a 95% de um texto.

É claro que 90 ou 95% ainda não chega a 100%. Como fa

zer com o restante das palavras? Mais uma vez, usamos nossa

intuição (lembra-se que nossa intuição está correta em

99,999% das vezes?). Pensemos em nosso texto como um

enigma a ser desvendado. Possuímos alguns elementos famili

ares, as palavras que conhecemos, e outros que nos são desco

nhecidos. Devemos deduzir, por meio de nossa intuição, de

nossos conhecimentos anteriores, o que as palavras desconhe

cidas podem significar. Não precisamos nos preocupar com

todas as palavras, apenas com aquelas que desempenhem um

papel importante no texto. Quais são elas? Se uma palavra

aparece com relativa frequência em um texto, ela certamente

desempenha um papel importante na compreensão do todo.

Se uma palavra aparece apenas uma vez, muito provavelmen

te não precisaremos nos preocupar com ela.

O maior problema é que tal enfoque é encarado de forma

suspeita pela maioria das pessoas. Como é possível, ignorar

uma palavra desconhecida e continuar lendo como se nada

houvesse acontecido? O que estamos propondo não é nada ab

surdo. Qual foi a última vez em que consultou um dicionário?

Toda vez que encontramos uma palavra desconhecida vamos

em busca do dicionário? Muito provavelmente não. O que

acontece é que, como a nossa familiaridade com o português é

grande, na hipótese de depararmo-nos com uma palavra des

9

http://www.idph.com.br

conhecida, o seu sentido, dado o contexto que a cerca, será fa

cilmente deduzido. Isto tudo praticamente sem mesmo nos

darmos conta do ocorrido. A não ser que nos proponhamos a

tarefa de parar a cada vez que encontrarmos uma palavra des

conhecida, a nossa leitura se dá com frequência sem interrup

ções. As palavras desconhecidas são intuídas, quase que sub

conscientemente, e passam a integrar o nosso vocabulário.

Considerando-se que o vocabulário de um adulto consiste de

aproximadamente 50.000 palavras, é ridículo imaginar que

tal conhecimento tenha sido adquirido através de 50.000 visi

tas ao dicionário. Este vocabulário foi adquirido, em um pro

cesso iniciado em nossa infância, de forma contínua e através

da observação do nosso ambiente, observando outras pessoas

falarem, prestando atenção nas palavras utilizadas em deter

minadas situações e também através da leitura.

A nossa estratégia para o domínio da língua inglesa para

leitura é exatamente aquela utilizada há milhares de anos,

com excelentes resultados, pela raça humana. Aprendizado

natural, seguindo nossos instintos e pela interação com o am

biente que nos cerca.

Como vimos, o domínio das palavras mais frequentes da

língua inglesa, pode nos ajudar a dar um impulso substancial

em nosso aprendizado. Nesta listagem as palavras não estão

organizadas alfabeticamente, mesmo porque não é nosso ob

jetivo reproduzir aqui um dicionário. Também não incluímos

todos os significados possíveis das palavras apresentadas. To

10

http://www.idph.com.br

das as palavras são apresentadas em contexto, em exemplos

de utilização. Não fornecemos a definição da palavra. Para

cada palavra são listados em média três exemplos de utiliza

ção, com a respectiva tradução.

É muito importante ressaltar que estas palavras não de

vem ser memorizadas de forma alguma. O ser humano não

funciona de forma semelhante ao computador, onde as infor

mações podem ser armazenadas de qualquer forma, e ainda

assim estão disponíveis em milésimos de segundos quando

necessitamos. O ser humano, para reter alguma informação,

precisa situá-la dentro de um referencial de conhecimentos. A

informação nova precisa se integrar à nossa visão do mundo, à

nossa experiência prévia. Apenas desta forma podemos espe

rar que o conhecimento adquirido seja duradouro. A maioria

de nós certamente já vivenciou situações em que dados me

morizados desapareceram de nossa memória quando não

mais necessários. Ao contrário, tudo que aprendemos ativa

mente, permanece presente em nossa memória de forma vívi

da por muitos e muitos anos.

Embora esteja sendo fornecida uma lista de palavras, não

adote de forma alguma o procedimento padrão de memoriza

ção, que é a repetição intensiva dos itens a serem memoriza

dos. É certo que cada um de nós possui estratégias distintas

para lidar com o aprendizado, mas eu gostaria de sugerir uma

forma de estudo que certamente funciona.

11

http://www.idph.com.br

Primeiramente, não tenha pressa. Não memorize, procu

re entender os exemplos. Para cada palavra apresentada, leia

os exemplos e suas respectivas traduções. Não se preocupe em

reter na memória o formato exato das frases e nem de sua tra

dução. O objetivo é apenas compreender o significado da pala

vra apresentada e apenas isto. Uma vez compreendido este

significado o objetivo foi alcançado.

Em segundo lugar, procure ler apenas enquanto estiver

interessado. Não adianta nada ler todas as palavras de uma

vez e esquecer tudo dez minutos depois. Se nos forçarmos a

executar uma atividade monótona por muito tempo, depois de

alguns momentos a nossa atenção se dispersa e nada do que

lemos é aproveitado. Eu sugiro a leitura de dez palavras diari

amente. Caso você ache que 10 palavras diárias é muito, não

tem importância, este número é sua decisão. Se quiser ler ape

nas uma palavra, o efeito é o mesmo. Irá demorar um pouco

mais, mas chegar ao final é o que importa. É só não esquecer,

você deve LER as palavras e NUNCA tentar memorizar as pa

lavras e os exemplos.

E finalmente, faça revisão. No primeiro dia leia e entenda

dez palavras (ou quantas julgar conveniente). No segundo dia

leia mais dez palavras e faça a revisão das dez palavras apren

didas no dia anterior. No terceiro dia, aprenda mais dez pala

vras e revise as vinte palavras aprendidas nos dias anteriores.

E assim por diante até o último dia, onde aprenderá as últi

mas dez palavras e revisará as 240 palavras anteriores. Muito

12

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importante, por revisão não quero dizer que se deve fazer a

leitura de todas as palavras e exemplos anteriores. As palavras

mais frequentes estão grafadas em tipo diferente e em negrito,

para que possamos localizá-las facilmente na página. Apenas

examine as palavras anteriores em sua revisão. Caso não se

recorde de seu significado, então, e apenas então, leia os

exemplos. A revisão é extremamente importante. Nós real

mente aprendemos quando revisamos conceitos aos quais já

fomos expostos. Procedendo desta forma, tenha certeza de

que tudo o que aprendeu será absorvido de forma permanen

te, constituindo a base fundamental de tudo que irá aprender

em seus estudos da língua inglesa.

Caso a sua motivação seja realmente alta e você queira re

ler todos os exemplos já estudados, vá em frente. Como você

pode notar, os exemplos empregam um vocabulário bastante

rico. A leitura mais frequente dos exemplos fará com que ao

final do estudo o seu vocabulário tenha se enriquecido muito

além das 750 palavras básicas.

Outro ponto importante é a questão do estudo da gramá

tica. A gramática, ou o estudo da estrutura da língua, deve ser

apenas para ajudar o aluno a identificar as construções ver

bais. Não é necessária, para fins de aprendizado da leitura, a

memorização de estruturas gramaticais. Como já afirmado, o

nosso aprendizado se dá de forma natural. Da mesma forma

que uma criança não tem aulas de gramática para aprender

sua língua materna, nós também não devemos nos preocupar

13

http://www.idph.com.br

com este aspecto em nosso estudo. A leitura dos exemplos das

palavras mais comuns irá lançar os fundamentos iniciais do

conhecimento da estrutura da língua inglesa.

Resta agora esclarecer um ponto, que é a desculpa favori

ta de todos nós nos dias de hoje: a falta de tempo. Tempo cer

tamente é fácil de se encontrar para fazer aquilo que nos dá

prazer. Para resolver o problema de tempo para este estudo,

pense nesta atividade como algo prazeroso e que lhe trará be

nefícios enormes, tanto no campo pessoal como profissional.

E além do mais, o aprendizado e a revisão das palavras pode

ser feito diariamente em não mais de quinze minutos. Se le

varmos em conta que os intervalos comerciais em programas

de televisão geralmente duram entre quatro a cinco minutos,

todo o tempo necessário para este estudo pode ser encaixado

nos intervalos de sua novela favorita, certo?

Então, mãos a obra. Depois que você conhecer as 250 pa

lavras mais comuns da língua inglesa você poderá verificar

como o aprendizado da leitura da língua inglesa se tornam

muito mais fácil. Nesta lista foram incluídas 750 palavras.

Faça um esforço e tente conhecer a todas elas. A sua tarefa vai

ficar ainda mais fácil.

Nos anos de 1996 e 1997 a Diretoria de Recursos Huma

nos da UNICAMP promoveu um programa de capacitação que

incluía um programa de treinamento em inglês instrumental

para seus funcionários usando a metodologia descrita nos pa

rágrafos anteriores. Nestes dois anos passaram pelo programa

14

http://www.idph.com.br

de inglês instrumental aproximadamente 1.000 funcionários.

Conseguiu-se atender um número tão grande de pessoas jus

tamente porque o aprendizado da língua inglesa para leitura é

consideravelmente mais fácil. Além desta facilidade é possível

se ministrar o curso em salas maiores, com até cem alunos, o

que é impensável em um curso tradicional. Em cursos nor

mais de inglês cada aluno deve ter atenção especial do profes

sor como pré-requisito indispensável ao aprendizado.

Como produto deste treinamento foram criados vários

materiais didáticos, um dos quais é justamente um pequeno

livro, já citado, contendo as 750 palavras mais comuns da lín

gua inglesa. O significado de cada palavra é ilustrado com três

exemplos em média, onde a palavra é usada em contextos di

ferentes. Este pequeno manual está disponível para download

na Internet. Além deste manual, existem também outros do

cumentos que descrevem em detalhes como foi realizado o

cálculo que determinou estas palavras mais comuns (ver refe

rências).

Além do aprendizado das palavras mais comuns, o inte

ressado em aprender o inglês para leitura, deve procurar in

tensificar o seu contato diário com a língua inglesa. Para isso a

Internet pode novamente vir em nosso auxílio. Basta procurar

nela pelo que nos interessa. Na Internet existe informação de

todos os tipos e para todos os gostos. Basta saber e querer

procurar.

15

http://www.idph.com.br

No curso de inglês instrumental ministrado na Unicamp,

para suplementar o ensino em sala de aula e para manter o

aluno em contato diário com a língua inglesa, foi criada uma

lista eletrônica chamada EFR (English for Reading). Nesta lis

ta é veiculada diariamente uma história, preferencialmente

engraçada (afinal, quem não gosta de uma boa piada?) ou

uma citação. As histórias são em inglês e as palavras mais in

comuns são comentadas. Desta forma os alunos aprendem to

dos os dias duas ou mais palavras novas. Todos os dias. Em

um ano este pequeno esforço diário pode vir a fazer uma dife

rença. O curso acabou em 1997 mas a lista continua enviando

suas mensagens. Esta lista é hoje aberta a todos os internautas

e conta com vários participantes externos além dos partici

pantes do curso ministrado na Unicamp. Todas as mensagens

já veiculadas na lista EFR estão arquivadas na Web no sítio

Aprendendo Inglês

.

O objetivo primordial do curso de inglês instrumental era

demonstrar que se é possível aprender inglês para leitura fa

cilmente e despertar o gosto pela leitura. Quanto mais se ler

em inglês mais se aprende o idioma, o que não é novidade ne

nhuma. Como vivemos no Brasil, país de língua portuguesa,

as nossas necessidades de utilizar outra habilidade que não a

leitura em inglês são bastante esporádicas. Mas não precisa

mos parar por aí. A leitura serve também para desenvolver as

outras habilidades necessárias ao domínio da língua inglesa: a

fala, a escrita e a compreensão da língua falada. O principal é

que em um período de tempo bastante curto já estaremos ha

16

http://www.idph.com.br

bilitados a navegar pela Internet inteira e não apenas pela pe

quena porção representada pela língua portuguesa.

Finalmente, queria lembrar a todos que aprender o inglês

é bastante fácil. Basta deixar de lado os preconceitos e trau

mas que temos com a língua inglesa e realmente acreditarmos

em nossa capacidade de aprender. Não leva a nada guardar

rancores de tentativas frustradas de aprendizado ocorridas no

passado. O domínio da língua inglesa é hoje o nosso passapor

te para um mundo de informações que podem nos ser úteis

tanto na esfera pessoal quanto profissional. Se você não domi

na a língua inglesa o momento certo para começar é hoje.

Consulte as referências deste artigo, estude com calma a lista

das palavras mais comuns e assine a lista EFR. Você vai ver

que sem fazer muita força em, pouco você estará se locomo

vendo com desenvoltura cada vez maior pela Torre de Babel

reconstruída que é a Internet. Depois me escreva contando os

resultados.

17

http://www.idph.com.br

4.

4.

A

A

PRENDENDO

PRENDENDO

INGLÊS

INGLÊS

COM

COM

SÉRIES

SÉRIES

DE

DE

 TV – P

 TV – P

ARTE

ARTE

 1

 1

Por Rubens Queiroz de Almeida

m meus livros e artigos, eu sempre defendo a ideia de

que aprender deve ser um processo que traga prazer e

alegria ao aluno. É difícil aprender alguma coisa quan

do se está tenso ou sobrecarregado. Com idiomas a situação é

ainda mais complicada, pois o progresso não é linear. Estuda

mos com intensidade sem notar melhorias, quando de repente,

notamos um grande salto de qualidade em nossas competências.

Estes saltos ocorrem diversas vezes. Ignorar ou desconhecer esta

característica pode ser muito desmotivante, levando muitas ve

zes à desistência.

E

Da mesma forma, em cursos tradicionais de inglês, a es

tratégia é sempre a mesma, com pequenas variações. Embora

pareça mais complicado, o fundamental para o sucesso é que

cada pessoa desenvolva suas próprias estratégias, tanto como

complemento a cursos tradicionais ou para auto-estudo.

Muitos anos atrás, em uma palestra do

Prof. Walther

Hermann

, eu ouvi a história de um executivo que sempre que

precisava ir para um país diferente, passava dias e mais dias

18

http://www.idph.com.br

vendo um mesmo filme, várias vezes ao dia. Ao final de um ou

dois meses, estava familiarizado com a pronúncia, tinha

aprendido diversas frases, e já conseguia se comunicar.

Mas em linha com o que eu já disse anteriormente, deve

ser extremamente chato assistir a um mesmo filme centenas

de vezes. Se algo é chato, se torna monótono, desmotivante e

no fim abandonamos o estudo. O ideal é se adotar esta estra

tégia, que certamente funciona, porém com pequenas varia

ções. Aqui entram as sérias de TV.

Primeiro, escolha uma série que seja engraçada e com

muitos diálogos. Prefira aquelas em que o inglês falado seja

mais comum e sem regionalismos. Em segundo lugar, escolha

séries em que os episódios sejam mais curtos, de preferência

não mais do que vinte minutos. As séries de TV, sem os inter

valos comerciais, variam de vinte a quarenta minutos. Tercei

ro, não assista na programação normal da TV, pois é sempre

difícil estar com o tempo livre exatamente no mesmo horário,

todos os dias. Imprevistos sempre acontecem. Se puder, com

pre uma caixa de uma temporada. O preço já está bem acessí

vel e sempre existem ofertas.

A estratégia para assistir aos episódios vai depender de

cada pessoa. Apenas dois fatores são imprescindíveis: regula

ridade e repetição. Por regularidade entenda-se assistir à série

todos os dias. Por repetição entenda-se assistir a um mesmo

episódios várias vezes.

19

http://www.idph.com.br

Eu recomendo uma estratégia que consiste em assistir a

um mesmo episódio três vezes: a primeira vez, com as legen

das em português, para podermos entender bem a história; a

segunda vez com as legendas em inglês e a terceira, sem le

gendas. Passamos então para o segundo episódio, e assim por

diante. Ao chegar ao último episódio da série, voltamos ao pri

meiro. Fazer isto por três vezes gera resultados inacreditáveis.

Se a série for boa, você não vai se aborrecer e vai aprender

muito, sem nem notar que está aprendendo.

Após algumas semanas você notará a incorporação de di

versas frases ao seu vocabulário, sem nem se dar conta disto.

A sua pronúncia terá uma melhoria substancial também.

Em complemento a esta estratégia, você pode também

baixar da Internet as transcrições dos episódios, de forma po

der dedicar mais alguns minutos de seu dia ao estudo. As

transcrições são úteis para que você possa identificar e gravar

expressões idiomáticas, construções gramaticais com as quais

não tenha familiaridade e palavras desconhecidas.

Ainda uma outra possibilidade, para quem tem facilidade

de visualizar situações, é se lembrar dos quadros da série e re

petir as falas, em voz alta ou mentalmente. Com o tempo você

será capaz de aproveitar estas situações em diálogos de seu

dia a dia, substituindo as palavras por outras mais adequadas

ao contexto.

20

http://www.idph.com.br

As possibilidades são infinitas, mas se você não tem tem

po, ou não quer pensar muito, limite-se a assistir aos episódi

os da forma recomendada.

A escolha da série é o próximo passo. Eu recomendo for

temente a série Friends. É curta, cada episódio dura por volta

de 22 minutos. Por ter sido encerrada há alguns anos, o box

sai por algo entre 50 e 60 reais. Extremamente divertida e vi

ciante, é repleta de diálogos interessantes e os atores falam o

tempo todo. Se você comprar as dez temporadas, o preço cai

ainda mais, para algo em torno de 40 reais. Como hoje tudo é

parcelado em dez vezes, você desembolsa apenas 40 reais por

mês, bem mais barato do que um curso de inglês e os resulta

dos são equivalentes. É só fazer como digo 🙂 E acredite, você

vai querer assistir a todas as temporadas.

Na mesma linha da série Friends, tem a série

Two and a

Half Men

, que também é muito engraçada e possui uma dura

ção curta. Os diálogos não são tão ricos, mas dá para o gasto.

Não recomendo séries como

Lost

. Eu adorei a série, vi to

dos os episódios, mas os episódios são muito longos, 40 minu

tos, e tem muita ação, ou seja, muitos minutos com gente bri

gando, tiros, explosões, etc. E não é engraçada, você precisa

rir para se esquecer que está tentando aprender inglês. E não

sei se aguentaria assistir um episódio de

Lost

 mais do que

uma vez.

Existem muitas outras séries por aí, as minhas recomen

dações se basearam naquelas que eu assisti, mas a decisão fi

21

http://www.idph.com.br

nal é sua. Você é quem tem que gostar, para não desistir no

meio.

Como já disse, aprender inglês assistindo séries de TV é

apenas mais uma estratégia. Uma estratégia muito rica, pois

você assiste às situações que por sua vez lhe dão os elementos

para compreender cada vez mais o vocabulário, a pronúncia e

outros elementos que compõem um idioma. Mas existem ou

tras estratégias. Eu aprendi muita coisa de inglês lendo as his

torinhas do Charlie Brown, Snoopy e sua turma. Eu tinha

umas cinco revistas e devo ter lido cada uma delas algumas

centenas de vezes. Depois de algum tempo sabia todas as his

tórias de cor, as frases, as situações, etc. Quando precisava

conversar com alguém em inglês era só buscar uma frase no

meu repositório, trocar uma ou outra palavra e parecer inteli

gente 🙂

Outra possibilidade, aprender com música, ouvindo a

mesma música diversas vezes. Muita gente aprende inglês

sem se dar conta e mesmo sem querer, ouvindo suas músicas

favoritas inúmeras vezes. Eu particularmente não gosto, pois

muitas músicas possuem letras incompreensíveis, mas enfim,

a estratégia é sua.

Para quem é fã da série Friends, eu baixei as transcrições

de quase todos os episódios, e gerei arquivos PDF, a partir das

páginas html, com a ajuda do software

htmldoc

. Todos estes

arquivos foram reunidos coloquei um arquivo zipado (17 MB),

com todos os arquivos, na

seção de downloads

 da Dicas-L.

22

http://www.idph.com.br

Cada temporada está gravada em dois arquivos. Para econo

mizar papel de quem for imprimir, eu criei arquivos em que

coloquei duas páginas por folha, reduzindo pela metade o ta

manho do arquivos. Por exemplo, para a sétima temporada, o

arquivo friends-7.pdf, maior, contém uma página por folha. Já

o arquivo friends-7-2×1.pdf (metade do tamanho) contém

duas páginas por folha, no formato paisagem (landscape). As

páginas foram baixadas do sítio

TWIZ TV

.

Em linhas gerais, é isto. Se você resolver seguir por este

caminho, passe por aqui novamente e conte suas experiências

e as estratégias desenvolvidas para seu aprendizado. A comu

nidade agradece.

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http://www.idph.com.br

5.

5.

A

A

PRENDENDO

PRENDENDO

 I

 I

NGLÊS

NGLÊS

COM

COM

 S

 S

ÉRIES

ÉRIES

DE

DE

 TV – P

 TV – P

ARTE

ARTE

 2

 2

Por Rubens Queiroz de Almeida

profundando um pouco mais o que foi abordado no

primeiro artigo sobre o aprendizado da língua inglesa

com séries de televisão, gostaria de apresentar mais

algumas sugestões para aqueles que desejam ir um pouco além

em seu aprendizado.

A

Levando em conta a questão primordial, que é sempre o

tempo, o segredo é encaixar naqueles minutos ociosos de nos

so dia, algumas atividades de estudo. Nossos dias são cheios

destes pequenos buracos: nas filas de bancos, correios, no ôni

bus, intervalos comerciais ao assistir televisão, no banheiro e

por aí vai. Na maior parte dos casos não aproveitamos estes

minutos por julgarmos que o estudo deve ser concentrado e

criamos barreiras artificiais determinando que devemos estu

dar por no mínimo uma hora para que valha a pena. Uma

hora é um número redondo e frequentemente adotamos valo

res semelhantes ou múltiplos de uma hora.

Se derrubarmos esta barreira ficaremos surpresos com o

quanto podemos fazer usando estes pedacinhos de tempo es

24

http://www.idph.com.br

palhados ao longo do dia. É claro que precisamos de uma pa

rada de tempos em tempos, mas se você tornar o seu aprendi

zado prazeroso, você não terá o sentimento de que está des

perdiçando seu tempo, ao contrário, passará a ansiar por en

contrar estes minutinhos e para divertir/aprender algo.

Agora voltamos novamente à questão das séries de TV.

Elas devem ser divertidas, mas muito divertidas, para que

você possa dar ótimas e gostosas gargalhadas, e neste proces

so, esquecer-se de que está estudando alguma coisa. Para au

mentar o tempo de sua exposição à série, ou ao seu aprendiza

do de inglês, uma boa alternativa é extrair as trilhas de áudio

de seu DVD para ouvir em seu MP3 player. Existem diversas

alternativas de softwares que fazem esta função. Dá um pou

quinho de trabalho, mas vale a pena, pois você terá acesso a

este material em qualquer lugar, sem precisar de televisão e

do aparelho de DVD. Os seus minutinhos livres serão provi

denciais. Com a

transcrição dos episódios

, você poderá tirar

dúvidas a respeito de palavras que ouviu e que não conseguiu

identificar. Ao ouvir o áudio dos episódios que já assistiu, você

poderá recriar mentalmente as cenas, tornando o aprendizado

ainda mais vívido, útil e divertido.

Nos comentários do primeiro artigo, os leitores Marcos e

Thiago Zerbinato sugeriram o sítio

ESLPOD

 e

China232

, para

aprender inglês com o uso de

podcasts

. Podcasts são muito in

teressantes também para que você aprenda uma nova habili

dade ao mesmo tempo em que aprende inglês (ou outro idio

25

http://www.idph.com.br

ma). Uma pessoa que conheci sempre procurava podcasts nas

áreas que desejava conhecer melhor, como fotografia, por ex

emplo.

Toda estratégia tem suas vantagens e desvantagens e po

dem funcionar muito bem para alguns e pessimamente para

outros. A receita mágica é sempre a mesma: divertir-se duran

te o processo, constância e repetição. Se você conseguir satis

fazer estes três pré-requisitos com sua estratégia, siga em

frente.

Todos somos diferentes, possuímos formas de aprender

diferentes. O objetivo destes artigos é sempre mostrar um ca

minho e valorizar as escolhas pessoais. Nenhuma receita é vá

lida para todos. Veja o caso de escolas tradicionais e as taxas

de evasão. O aluno abandona a escola, invariavelmente, com

duas atitudes possíveis: ou pensa que é pouco inteligente, e

não tem capacidade de aprender a língua inglesa, ou então

põe a culpa no idioma, no professor. Em ambos os casos sai

perdendo, pois desistiu de adquirir uma competência funda

mental nos dias de hoje. Pior, se pensa que não é inteligente,

esta postura logo se espalha por todos os aspectos de sua vida.

Vai começar a pensar que não é inteligente o suficiente para

ter bons relacionamentos, desenvolver novas habilidades, en

fim, um caos.

Eu criei um arquivo com a transcrição de todas as tempo

radas da série Friends. O processo de se fazer isto é muito

simples, e você pode fazer o mesmo com a sua série de TV pre

26

http://www.idph.com.br

ferida. Para aprender como usar este software e como fazer o

download, leia um

tutorial

 que escrevi sobre o assunto. No

servidor FTP da empresa desenvolvedora do aplicativo, você

pode encontrar os

binários para diversas plataformas

computacionais

.

Para usuários do ambiente GNU/Linux que entendem

bem de programação shell, eu preparei um outro arquivo,

contendo todos os PDFs gerados, as páginas html usadas e os

scripts que utilizei para criar automaticamente os arquivos.

Este arquivo está disponível na seção de

downloads da Dicas-

L

. Os programas não foram refinados, foram criados rapida

mente para facilitar o trabalho de criação dos arquivos PDF.

Mas com um pouco de estudo, você poderá adaptá-los facil

mente para outras finalidades.

Referências

Devidify – Extração de audio de DVDs em sistemas GNU/Linux

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6.

6.

C

C

OMO

OMO

ESTUDAR

ESTUDAR

A

A

 G

 G

RAMÁTICA

RAMÁTICA

DA

DA

 L

 L

ÍNGUA

ÍNGUA

 I

 I

NGLESA

NGLESA

Por Rubens Queiroz de Almeida

ma pergunta recorrente e que incomoda muita gente.

Como devo estudar a gramática da língua inglesa? A

resposta, muito simples, é: você não deve estudar a

gramática da língua inglesa. Estudar gramática é muito chato e

se é chato você vai acabar desistindo. O pior de tudo, é que 99%

do que você estudar você vai esquecer no minuto seguinte. O

problema não é com você, é com o projeto de nosso cérebro, que

não foi feito para estas coisas. Tem gente que gosta, nada errado

com eles, mas se você pertence aos 99% da humanidade a que

me refiro, se encontrar um livro de gramática pela frente, saia

correndo.

U

Existem exceções? Sim, se você for um professor de in

glês e tiver um aluno que fique querendo saber o tempo intei

ro porque as coisas são do jeito que são. Aí você, como profes

sor, explica, e o seu aluno, na primeira virada de cabeça, es

quece. E vai perguntar de novo no dia seguinte, no dia depois

do dia seguinte, e assim por diante. Um dia ele vai entender e

assimilar a forma de uso, mas não vai ser por causa das suas

28

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múltiplas explicações. Ele vai entender por meio da receita in

falível de aprender qualquer coisa: constância (todo dia um

pouquinho), repetição e leitura, muita leitura.

Mas vamos então ver uma nova estratégia para aprender

gramática sem estudar a gramática.

Tomemos uma frase complexa:

If you hadn’t been so rude to me, I wouldn’t have hit you on the

nose.

Ação e reação, frente a uma situação hipotética.

Se você

não tivesse sido tão rude comigo, eu não teria socado o seu

nariz

. Existe uma regra gramatical que explica qual é este

tempo verbal, se a primeira parte da frase for de um jeito, o

complemento terá que ser do jeito blah, blah, blah.

Eu escolhi esta frase de propósito, pois eu tinha uma difi

culdade enorme de compor frases neste tempo verbal. Os

exercícios tradicionais apresentam a primeira parte da frase e

solicitam que você complete a segunda parte, ou vice-versa. E

eu não conseguia. Um belo dia, eu peguei esta frase em um li

vro de inglês que usava. O livro, por sinal, era muito engraça

do. Ao ver esta frase, eu visualizei a cena, da namorada bri

gando com o namorado e socando-o no nariz (para quem não

sabe, um soco no nariz dói muito). A situação, por alguma ra

zão, ficou bem marcada na minha mente, e eu nunca mais er

rei. O que eu fiz foi memorizar a frase, em conjunto com a vi

sualização da situação, e também ouvindo a moça dizer isto.

Daí para a frente, sempre que eu precisava usar este tempo

29

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verbal, em outro contexto, bastava substituir os verbos e as

palavras. Por exemplo:

If you had studied more, you would have passed your exams.

Não falha nunca. Lembram-se dos primeiros dois artigos

desta série, sobre aprender inglês assistindo episódios de TV?

Um passo adicional, que vai dar um grande impulso ao seu

aprendizado, é selecionar, de cada episódio, uma construção

verbal com a qual você tenha dificuldade. Você pode usar as

transcrições dos episódios para lhe ajudar nesta tarefa. Uma

vez selecionada a construção verbal desejada, passe o filme

novamente, repetindo algumas vezes a cena, até que você se

lembre bem de tudo: da entonação dos atores, de suas expres

sões e da frase, é claro. Em seguida, tente recriar esta situação

em sua mente e, se possível, pense em situações alternativas

em que possa usar esta frase, como mostrei acima.

Mas não complique, nem se proponha a metas irreais,

como memorizar vinte frases de uma só vez. Ninguém, nem

mesmo a pessoa mais determinada tem tempo ou disposição

para fazer isto todos dias. Inevitavelmente você deixará de fa

zer isto durante alguns dias, e estará falhando em cumprir

uma parte importante da receita: a constância. É melhor estu

dar um minuto todos os dias do que dez horas em um único

dia.

Lembre-se sempre, o seu dia está cheio de buraquinhos

de tempo, que você pode usar para aprender muita coisa.

Aprenda a valorizá-los.

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http://www.idph.com.br

Se você tem uma estratégia para aprender a como usar o

idioma corretamente, use a seção de comentários desta página

e compartilhe suas ideias com os leitores desta coluna.

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7.

7.

C

C

ONVERSAÇÃO

ONVERSAÇÃO

EM

EM

INGLÊS

INGLÊS

Por Rubens Queiroz de Almeida

ara toda situação, existe o ideal e o possível. O ideal é

ter diversas horas de aula por semana, com um profes

sor(a) que seja culto(a), inteligente, que fale e, mais

importante, deixe você falar.

P

Esta situação ideal é bem difícil de se conseguir. Talvez

você não tenha este tempo todo. Se tiver o tempo, talvez não

tenha o dinheiro para pagar pelas aulas de alguém tão qualifi

cado, que ministre aulas agradáveis e produtivas. O problema

é que muita gente, por não poder ter a situação ideal, acaba

desistindo e não faz nada.

Mas não precisamos ser tão radicais. Dá para ter ótimos

resultados com estratégias alternativas, ao alcance de qual

quer pessoa. Mas antes de passar para as estratégias, eu vou

falar um pouco do que deve ser evitado a todo custo.

O primeiro, corra de professores que te corrigem o tempo

inteiro. O aprendizado de qualquer coisa passa por quatro eta

pas: 1) falar errado sem saber que está errado; 2) falar errado

32

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e saber que está errado logo depois que falou; 3) falar certo,

mas não com as melhores palavras; 4) falar certo, com as pa

lavras certas. O ideal é começar pela etapa 4, mas a má notícia

é que ninguém chega na etapa 4 sem passar pelas etapas 1, 2 e

3.

Em segundo lugar, se a aula é de conversação, fuja de

professores que falam o tempo todo e não deixam espaço para

mais ninguém. Você só vai aprender a falar falando (falar er

rado também conta). Eu até abro uma exceção para este tipo

de professores, se eles ou elas forem fascinantes, inteligentes e

tiverem muita coisa para contar. Eu já tive um professor assim

e é fascinante ouvir quem tem algo a dizer. Mas em geral isto

não dá certo…

Vamos então começar pela etapa 1. Se você erra e não

sabe que errou, nesta fase de seu aprendizado você não preci

sa de um professor o tempo inteiro. Você pode conversar com

alguém tão principiante quanto você. Nesta fase, você precisa

apenas falar, o mais que puder, sem parar, e sem ter ninguém

para ficar te corrigindo e impedindo o fluxo de suas ideias Se

o seu parceiro também não sabe nada, você não vai ter vergo

nha de falar, certo?

O ideal seria você ter, em paralelo, aulas com um profes

sor. Nos primeiros níveis, uma hora ou duas por semana, já

são suficientes. Esta uma ou duas horas, você pode comple

mentar conversando com um amigo que tenha conhecimento

equivalente ao seu. Conversar com alguém que sabe muito

33

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mais do que você pode ser desencorajador, pois você via ficar

se cobrando o mesmo nível de conhecimento. Se você não

conseguir ninguém para praticar, também vale falar sozinho.

Mas não deixe os outros te verem pois pode complicar a sua

vida 🙂 Enfim, falar, falar, falar, sem medo de errar e sem

medo de ser feliz!

Mas falar não é uma habilidade que se desenvolve inde

pendentemente. Falar errado é uma parte importante do pro

cesso e você vai se corrigir, gradualmente, expondo-se ao in

glês falado corretamente. Isto se consegue através de livros,

das séries de televisão, revistas em quadrinhos, etc. O material

deve ser de sua escolha e você deve gostar muito dele. Gradu

almente você irá incorporando à sua fala as frases e situações

com as quais teve contato a partir destes meios alternativos.

Este processo de desenvolvimento da fala se dá em para

lelo com o desenvolvimento das habilidades de leitura e audi

ção. A leitura é fácil de se desenvolver e você pode carregar os

livros para onde quiser e aproveitar as janelinhas de tempo

que se abrem durante o seu dia. Para desenvolver a audição

podemos contar com os aparelhos de áudio portáteis, onde

você pode gravar o material que quer ouvir.

Fica até difícil definir o que deve ser feito primeiro. O

processo de desenvolvimento da habilidade de falar em um

idioma estrangeiro é complexo para se entender, mas simples

de se desenvolver, desde que abandonemos os nossos precon

ceitos e compreendamos o seu processo. Você vai passar por

34

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uma fase em que vai achar que não está progredindo, que

quanto mais estuda menos aprende, e por aí vai. Mas se você

buscar associar este estudo a coisas que lhe dão prazer, você

vai chegar lá.

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8.

8.

C

C

OMO

OMO

DESENVOLVER

DESENVOLVER

A

A

COMPREENSÃO

COMPREENSÃO

DO

DO

INGLÊS

INGLÊS

FALADO

FALADO

Por Rubens Queiroz de Almeida

uitos anos atrás, quando eu era professor de in

glês, eu recebi a incumbência de exibir semanal

mente um filme em inglês para os alunos. Eram

os primeiros anos do videocassete, acho que em 1980 ou 1981.

Os filmes vinham pelo correio de uma videolocadora no Rio de

Janeiro. As cidades ainda não tinham videolocadoras em cada

esquina. E os vídeos também não tinham legendas. Para enten

der alguma coisa, só sabendo falar bem a língua inglesa. Bem,

isto é a teoria.

M

Além da grande responsabilidade de operar o videocasse

te, caríssimo, eu tinha que assistir os vídeos. O primeiro filme

chama-se

Síndrome da China

, com Jane Fonda. Para a grande

estreia havia um grande número de pessoas, umas cinquenta,

eu acho. A sala estava cheia. E o filme começou. Não entendi

quase nada, uma ou outra palavra, aqui e ali. Me lembro de

ter entendido alguns “Hello”, outros “Goodbye”, uns “f. you” e

por ai vai. Era um filme tenso, dava para ver pela expressão

facial dos atores. Além do operador de videocassete, eu era

36

http://www.idph.com.br

também o professor, cheio de diplomas e que supostamente

estava entendendo tudo. Eu olhava, despistadamente, para os

outros alunos e pensava se era só eu que estava boiando. É

claro, eu fazia cara de inteligente. Não podia ser desmascara

do, o meu ganha-pão dependia daquele emprego.

Na semana seguinte, lá estava eu novamente, para exibir

o filme da semana. Desta vez, a audiência tinha declinado

consideravelmente. Acho que havia umas dez pessoas por lá.

Novamente, não entendi quase nada do filme, além dos costu

meiros “hello”, “goodbye”, etc. Da terceira semana em diante,

somente uma aluna comparecia às sessões. E eu continuava

sem entender coisa alguma. E ficava meio revoltado de ter que

perder a minha tarde de sábado, assistindo filmes que eu não

entendia, e tudo isto para apenas para uma pessoa. Mas o pior

é que eu não podia falar nada, pois supostamente eu estava

entendendo tudo.

E esta história se desenrolou por uns seis meses. Um belo

dia, ao assistir um filme, acho que deu um click na minha ca

beça e entendi o filme inteiro. Bem assim, do nada, a coisa

mudou. Nem acreditei. Eu

nunca

 teria tido paciência para as

sistir tantos filmes sem entender nada. Ainda bem que fui for

çado. Acho que em todos aqueles sábados alguma coisa foi se

acumulando na minha cabeça e sendo processado de alguma

forma. Ao final do processo, minha compreensão da língua in

glesa falada tinha dado um enorme salto.

37

http://www.idph.com.br

Nos próximos sábados, ao invés de lamentar o tempo

perdido, passei a esperar ansiosamente pela oportunidade de

assistir mais um filme. Lembre-se, eram os anos 80 e nin

guém tinha videocassete e muito menos filmes para assistir. E

eu podia desfrutar do privilégio praticamente sozinho. Mas,

em um outro belo dia, assisti um outro filme em que, nova

mente, não entendi nada. Bateu uma baita frustração. Era um

filme com o ator Burt Reynolds, sobre caminhoneiros ameri

canos. Do Texas. Bom, na época eu não sabia, mas o inglês fa

lado no Texas é bastante peculiar. Incompreensível para os

não iniciados. Só fui saber disto muitos anos mais tarde, em

uma visita aos EUA, em que encontrei um texano. Para minha

surpresa, ele podia alternar entre um inglês que eu compreen

dia e outro, de sua terra natal, que era impenetrável.

Isto serviu para que eu removesse alguns de minhas cren

ças equivocadas. Uma delas é que um dia seremos capazes de

entender tudo. Mentira. Existem regionalismos, pessoas que

falam claramente, outras nem tanto. Se você está assistindo a

um filme na TV, sua compreensão vai depender da qualidade

do som da sua TV. No cinema é a mesma coisa. Indo mais lon

ge, se você não estiver familiarizado com o assunto sendo dis

cutido, você pode até entender as palavras, mas não consegui

rá absorver a mensagem. Enfim, existe uma diversidade enor

me de fatores que influenciam a sua compreensão do inglês

falado, não basta apenas conhecer o idioma. Eu sempre digo,

para entender e falar bem um idioma estrangeiro, devemos

conhecer bem o nosso próprio idioma. Ler muito, mesmo em

38

http://www.idph.com.br

português, vai lhe ajudar a aprender mais facilmente qualquer

outra língua.

O mais curioso, entretanto, é que nos impomos metas ir

reais em nosso aprendizado de uma língua estrangeira. Igno

ramos o fato de que em nosso próprio idioma encontramos as

limitações de que falei anteriormente, mas não nos damos

conta disto. Temos dificuldade para entender algumas pessoas

falando português, vamos ao cinema e não entendemos tudo

do filme, a mesma coisa às vezes acontece quando assistimos

TV. Mas não nos importamos. Se por outro lado, isto acontece

quando estamos assistindo a um filme em inglês, e não enten

demos, ficamos frustrados e pensamos que não temos habili

dade para aprender línguas. Nos recusamos a ficar felizes em

vista do que conseguimos entender, temos a eterna e maldita

tendência a olhar para o lado errado, para o que não consegui

mos fazer.

Mas tudo é tão simples e fácil, é só adotarmos uma postu

ra correta. Hoje, depois de mais de trinta anos envolvido com

o aprendizado e o ensino de idiomas, não posso dizer que te

nho uma compreensão plena de tudo que ouço, pois isto é im

possível, até para nativos do idioma. Mas aprendi que cada

dia é um aprendizado novo, e este processo nunca vai se en

cerrar. Todas as línguas mudam, a forma de se falar muda, pa

lavras novas aparecem e as pessoas falam de forma diferente.

Se conseguirmos tomar consciência deste processo e passar

mos a nos alegrar genuinamente com nossas conquistas e en

39

http://www.idph.com.br

cararmos naturalmente nossas dificuldades, o aprendizado

será mais rápido, mais prazeroso e muito mais divertido.

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9.

9.

C

C

OMO

OMO

APRENDER

APRENDER

INGLÊS

INGLÊS

COM

COM

RECURSOS

RECURSOS

DA

DA

 I

 I

NTERNET

NTERNET

Por Rubens Queiroz de Almeida

 Internet possui uma infinidade de recursos e excelen

tes sites que permitem que qualquer um aprenda a

língua inglesa com muita qualidade. Se 20 anos atrás,

a única forma de se ouvir a língua inglesa era através de rádios

de ondas curtas que conseguiam captar as transmissões da BBC

inglesa, hoje a quantidade e diversidade de material é estontean

te.

A

Esta quantidade de material pode ser uma benção ou

uma maldição. Qualquer tipo de estudo ou atividade humana

precisa de método e constância. Mais vale cinco minutos diá

rios de uma atividade bem planejada e executada diariamente,

do que bailar por horas por diversos sites na Web que ensi

nam inglês. Desta forma o conhecimento não se consolida e o

resultado provável é que a pessoa, após algum tempo, desista

de seus estudos.

Dominar um idioma com competência requer o domínio

de quatro habilidades: ler, escrever, falar e ouvir. Com isto em

mente, procure recursos que possam lhe ajudar a desenvolver

41

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estas habilidades. O tempo gasto em cada uma delas não pre

cisa, e provavelmente nem pode, ser igual. Invista mais tempo

na habilidade que for mais importante para você. Se você pre

cisa de ler documentação técnica, invista mais tempo na leitu

ra. Se você quer trabalhar como guia turístico, invista mais

tempo desenvolvendo sua habilidade de audição e conversa

ção. Escrever bem já um pouco mais complicado. Para escre

ver bem a pessoa deve ser capaz de ordenar bem suas ideias e,

é claro, precisa ter ideias Para ter ideias é preciso ler, e muito.

Não precisa ler em inglês, a leitura de bons textos, em seu idi

oma nativo, ajuda muito. Para escrever bem eu recomendo

que a pessoa estabeleça metas de leitura em português, algo

como um ou dois livros por mês, para em seguida passar a ler

textos em inglês. Quanto mais a pessoa lê, mais conhecimento

adquire, mais ideias, e por incrível que pareça, fica mais fácil

entender textos em outro idioma, pois sua capacidade de com

preensão se amplia. Eu considero que a leitura é a habilidade

base, a partir da qual todas as outras se desenvolvem.

Antes de sair procurando sites na Internet, faça um in

ventário pessoal. Qual habilidade é mais importante para o

seu projeto pessoal? De quanto tempo você dispõe para estu

dar? Quais benefícios, em termos pessoais e profissionais,

você conseguirá com o domínio da língua inglesa? Esta avalia

ção é extremamente importante, pois será através destes da

dos que você conseguirá a motivação para seguir em frente.

42

http://www.idph.com.br

Com relação ao tempo que você pode dedicar, leve em

consideração que não é necessário se comprometer com uma,

duas, três ou mais horas de estudo por dia. Não estabeleça

metas irreais, pois certamente não serão cumpridas. Qual o

tempo ideal? Não existe. Se você tiver apenas um minuto por

dia, está ótimo. O importante é que este minuto seja usado,

todos os dias, para os seus estudos, seguindo a sua prioridade

de aprendizado (ler, escrever, falar ou ouvir?). Lembre-se

sempre, se você não começar hoje, porque a tarefa parece

grande, lembre-se de que o tempo não para, e se você não fi

zer nada, daqui a dez, vinte anos, estará exatamente no mes

mo lugar em que se encontra hoje.

Vamos agora falar dos sites. É claro que estas recomenda

ções não contemplam todas as possibilidades, e pode ser que

eu esteja fazendo omissões graves. O importante, entretanto,

não é esta recomendação, mas o método. Se você tiver suges

tões adicionais, sinta-se a vontade para publicar seus comen

tários ao final desta mensagem. Vamos lá então:

Livemocha

 – Neste sítio, você pode aprender uma grande

quantidade de idiomas, de forma colaborativa. Você ensina

a alguém o idioma que conhece bem, e aprende com outra

pessoa o idioma que quer aprender. Além desta possibilida

de de interação, com nativos de outros idiomas, o sítio ofe

rece também lições que você pode fazer diretamente no sí

tio. Você pode aprender inglês ao mesmo tempo em que

pode fazer amizade com pessoas de todo o mundo.

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Yappr.com

 – O Yappr foca em conteúdo de vídeo. Os víde

os são legendados e você tem a oportunidade de desenvol

ver sua compreensão do inglês falado. Da mesma forma que

o Livemocha, existem outras atividades que você pode de

senvolver. Existe uma modalidade paga, mas o custo é bem

baixo em comparação com cursos de inglês tradicionais.

EnglishExperts

 – Este sítio é mantido por brasileiros e

contém uma infinidade de dicas, lições, recomendações e

muito mais, para o aprendizado da língua inglesa.

BBC Brasil

 – A BBC oferece diversos cursos de idiomas,

também usando diversas metodologias, como vídeos e li

ções enviadas por email.

Lista Eletrônica EFR

 – Esta lista, mantida por mim, é

hospedada no serviço de

Grupos do Yahoo

. Todos os dias

uma mensagem é enviada, contendo um texto, citação ou

piada em inglês com o vocabulário comentado. O cadastra

mento nesta lista é gratuito e o acesso ao material já publi

cado pode ser visualizado no sítio

Aprendendo Inglês

. A fi

nalidade principal é ajudar a pessoa a ampliar seu vocabulá

rio e o conhecimento das estruturas da língua inglesa. O

mesmo material pode ser usado para outras finalidades. Por

exemplo, a pessoa pode memorizar a piada e praticar sua

fala contando a piada para outros, memorizando estruturas

que não conhece bem e tentando usá-las em contextos dife

rentes. Existe uma versão paralela em que, juntamente com

o texto escrito, o assinante recebe em anexo um arquivo

44

http://www.idph.com.br

mp3 contendo a gravação da mensagem.

Saiba mais sobre

esta opção

.

Sítio Instituto de Desenvolvimento do Potencial

 –

Este sítio, mantido pelo Prof. Walther Hermann e por mim,

tem um objetivo mais amplo, que é o estudo de técnicas

para ampliar o potencial das pessoas, através de diversas

técnicas, como por exemplo a Programação Neuro-Linguís

tica. Para idiomas, vale a pena ler os artigos do

Boletim

Nova Educação

.

Resumindo o que foi dito, é importante ter foco e método.

Escolha dentre os sites sugeridos ou outros que melhor lhe

convenham, e pratique, de preferência todos os dias, mesmo

que seja por apenas um minuto. Monte seu menu e mante

nha-se fiel a ele. Muita variedade irá consumir o seu tempo e

você não alcançará o resultado desejado. Finalmente, faça

aquilo que lhe der prazer e satisfação. Quanto mais complica

da for sua estratégia, piores serão os resultados. Não tenha re

morso de fazer pouco. Um pouco todos os dias significa muito

no final dos meses e dos anos. Nada todos os dias sempre vai

ser nada.

Boa sorte em seus estudos.

45

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10.

10.

C

C

OMO

OMO

 L

 L

ER

ER

Por Rubens Queiroz de Almeida

 u costumo recomendar que a velocidade da leitura

deve estar em razão inversa com a nossa compreensão

do que estamos lendo.

E

Em outras palavras, quanto menos entendermos, mais

rápido devemos ler.

Esta é uma recomendação frequentemente encarada com

desconfiança. Mas como, devemos ler mais rápido se não en

tendermos bem o texto? Exatamente. Agora deixem-me expli

car a razão desta orientação.

Quando não estamos entendendo algo que lemos,fre

quentemente reduzimos a nossa velocidade de leitura, abri

mos mais os olhos, não piscamos, contraímos os ombros, tudo

no intuito de prestar mais atenção.

Ao reduzirmos a nossa velocidade de leitura estamos for

necendo ao nosso cérebro uma quantidade de informação in

ferior à que é capaz de processar. A tendência natural é diva

garmos e começarmos a pensar em outras coisas. Este é um

46

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processo que não podemos controlar. Tente não pensar em al

guma coisa, por exemplo, o Pão de Açúcar no Rio de Janeiro.

Conseguiu? Certamente que não.

As nossas tentativas de focar a atenção reduzindo a velo

cidade raramente produzem resultados. Ao lermos mais deva

gar perdemos a visão do todo. Impedimos o nosso cérebro de

ativar os conhecimentos relacionados, que adquirimos de di

versas formas ao longo de nossa vida. Este conhecimento pré

vio nos ajudar a esclarecer os conceitos contidos no texto que

estamos lendo.

Apenas quem voa em um avião consegue ver os contornos

de uma cidade. Dificilmente quem vive olhando para o chão

conseguirá obter uma visão mais ampla.

Abrir mais os olhos não aumenta a nossa capacidade de

visão. Muito pelo contrário. Estas atitudes podem inclusive

conduzir a uma deterioração dos órgãos visuais (ver referênci

as) Nossos olhos são capazes de focar a atenção apenas em pe

quenas áreas. A visão mais ampla é obtida através de uma

contínua movimentação dos olhos. Olhar fixamente para algo,

sem piscar, priva os olhos de mecanismos naturais de prote

ção e funcionamento. Ao piscarmos menos privamos os olhos

da lubrificação de que tanto necessitam.

Todos estes fatores conduzem a uma situação de estresse

e cansaço, e mais do que tudo, nos priva do prazer que toda

experiência de aprendizado deve trazer consigo. Dificilmente

alguém conseguirá se envolver por períodos prolongados de

47

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tempo estudando algo que lhe traz tanto desprazer. A compre

ensão de informação nova depende de diversos fatores. O co

nhecimento prévio do assunto melhora a nossa compreensão

de textos novos através do estabelecimento de relações entre o

novo e o velho.

Ler mais rápido nos impede de adotar estas posturas des

gastantes e danosas à nossa saúde e nos permite ver o assunto

de forma mais ampla.

Leituras subsequentes vão nos fornecer mais e mais indí

cios que nos permitirão alcançar gradativamente uma melhor

compreensão. Ao lermos textos em outro idioma (e mesmo

em nosso idioma nativo), dificilmente obtemos uma compre

ensão integral. Esta compreensão integral raras vezes também

é necessária. Ao lermos algo sempre temos um objetivo em

mente. A medida do sucesso não é a compreensão integral,

palavra a palavra, mas sim conseguirmos obter do texto as in

formações que necessitamos. Se entendermos apenas 10% de

um texto, mas mesmo assim conseguirmos obter a informação

que buscamos, o sucesso é total.

Nunca devemos também nos esquecer que o aprendizado

de um idioma é um processo. Se a nossa forma de estudo é te

diosa, dolorosa e sem atrativos, dificilmente conseguiremos

prosseguir.

Neste processo de aprendizado devemos fazer algo TO

DOS os dias, mesmo que por apenas alguns minutos. O tempo

passa, e cada vez mais rápido. Mesmo que estudemos apenas

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cinco minutos por dia, ao final de um ano os resultados são

bastante palpáveis. Se não fizermos nada não teremos chega

do a lugar nenhum e o ano terá se passado da mesma forma.

Lembre-se sempre destes pontos. E se não estiver enten

dendo muito bem, leia mais rápido.

49

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11.

11.

O P

O P

RAZER

RAZER

DA

DA

 L

 L

EITURA

EITURA

Por Rubens Queiroz de Almeida

 leitura para mim sempre foi algo mágico. Mesmo an

tes de saber ler, folheava revistas em quadrinhos,

montando as histórias na minha cabeça e sempre que

conseguia achar alguém paciente o suficiente, pedia que lessem

as histórias para mim. Admirava, com inveja, quem já sabia ler,

louco de vontade de ir para a escola e aprender o significado da

quelas letrinhas enigmáticas.

A

Aprender a ler foi para mim uma libertação. Não mais de

pendia de ninguém para entrar em outros mundos, aprender,

conhecer o mundo. Com o auxílio dos livros e da minha imagi

nação, conseguia ir onde queria.

Uma das lembranças mais vívidas que tenho de minha in

fância, aos seis anos, logo após aprender a ler, é de uma tarde

que passei, no quarto de meus pais, lendo o livro

Reinações

de Narizinho

, de Monteiro Lobato.

Eu me sentia como se estivesse vivendo todas aquelas si

tuações fantásticas, visualizando as aventuras da turma toda

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do Monteiro Lobato. O Visconde de Sabugosa, Pedrinho, Na

rizinho, Emília, e todos os demais.

Eu literalmente me transportei para aquele mundo, ou

vindo os diálogos, vendo as cenas, ficando alegre, triste e até

mesmo, na inocência da minha infância, exasperado por não

poder interferir diretamente na história.

O que realmente ficou daquela tarde, algo que nunca me

esqueço, foi a intensidade de meu envolvimento naquela expe

riência.

Li tudo que podia do Monteiro Lobato, que sempre me

encantou em tudo que fez. Na minha adolescência conheci

Érico Veríssimo, Victor Hugo, José de Alencar, Robert A.

Heinlein (o melhor autor de ficção científica) e muitos, muitos

outros.

Muitos anos mais tarde, em minha adolescência, continu

ava um leitor voraz. Ficar sem ler alguma coisa, qualquer coi

sa que fosse, era para mim uma tortura. Estava sempre que

rendo aprender alguma coisa, ou lendo ou conversando com

os mais velhos, que me empolgavam com suas histórias e suas

experiências.

Uma coisa entretanto me incomodava muito. Não me re

cordava em detalhes do que lia e julgava que, por não absor

ver os detalhes, a minha leitura era inútil.

Tentei então corrigir o que julgava ser um enorme proble

ma. Prometi a mim mesmo passar a ler com muita atenção

para não jogar fora o meu tempo. Julgava então, que para po

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der entender melhor o que lia, devia ler devagar, relendo tudo

o que não compreendesse 100%.

Com esta receita na cabeça eu tentei. Mas foi um inferno.

Ler desta forma é extremamente chato. Na época pensei que o

problema era comigo, que nunca conseguiria ler algo com um

nível de retenção adequado. O prazer virou tortura. Deveria

continuar perdendo o meu tempo lendo tudo superficialmen

te? Valeria a pena?

Desestimulado, parei de ler com a voracidade de costu

me. Praticamente parei. Mas não por muito tempo. Felizmen

te, para mim, a leitura é uma necessidade básica. Voltei então

a ler da forma que gostava, no ritmo que me convinha.

Para que me privar de uma experiência tão agradável?

Tudo bem, eu julgava que havia algo errado com a maneira

como lia, mas se era algo que me fazia bem, por que então de

sistir?

Decidi aceitar o que eu, naquela época percebia como li

mitação, e seguir em frente com as minhas leituras irregula

res, sem método, e muito prazerosas. Se os resultados não são

palpáveis, tudo bem. Eu gosto e pronto.

Esta era a minha percepção aos vinte anos. Entretanto,

hoje eu percebo o quanto estava errado. Mesmo a minha leitu

ra errática e desorganizada construiu uma base de conheci

mentos que me dão hoje os fundamentos para poder pensar

com mais clareza e ter facilidade de expressão. Com a leitura

construímos referenciais, pontos de apoio, que por sua vez,

52

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nos auxiliam a assimilar conhecimento mais facilmente. É um

campo que vamos fertilizando devagar onde, com o passar dos

tempos, as ideias crescem mais facilmente.

Acho que ao longo de todos estes anos, tudo o que eu li

foi encontrando um lugar dentro da minha mente e toda esta

informação, de uma forma ou de outra, foi se recombinando,

me auxiliando a formar uma visão de mundo e facilitando a

minha compreensão de muitas coisas. Algum cientista certa

mente já deve ter uma explicação aceitável para este fenôme

no, mas a minha visão certamente é mais simples.

É claro que não estou inferindo que a leitura metódica e

organizada está errada. De forma alguma. O que quero dizer é

que somos todos diferentes e cada um de nós possui formas

peculiares de se relacionar e interagir com o mundo. Alguns

só derivam prazer da leitura pausada, anotando os pontos in

teressantes. Outros, como eu, gostam de ler muito, sem aten

ção para o detalhe. Possivelmente não existam duas pessoas

iguais no tocante a este aspecto. E certamente não existe nada

errado com isto.

A nossa sociedade sempre terá um modismo do momen

to, determinando a melhor maneira de se fazer alguma coisa.

Os que estiverem fora da corrente sempre serão, de uma for

ma ou de outra, forçados a seguir o fluxo comum, o que sem

pre gera sofrimento para os que são diferentes. A história, en

tretanto, nos ensina que tudo muda. Os pintores mais famo

sos e aceitos pela sociedade no tempo de Van Gogh hoje são

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quase que inteiramente desconhecidos. O trabalho do próprio

Van Gogh era ridicularizado, chegando ao ponto em que ele

nem mesmo conseguia dar suas obras como presente. Nin

guém aceitava e quando aceitava escondia bem escondido de

vido ao ridículo associado com aqueles quadros tão vibrantes

e coloridos. Não preciso continuar, pois o final da história to

dos conhecemos.

Retornando ao tema da leitura, em minhas aulas de in

glês instrumental, sempre fiz questão de oferecer a maior di

versidade possível de títulos. Insistia sempre com meus alu

nos que a concepção de que, uma vez iniciado um livro deve

mos ir até o final, é uma completa idiotice. Gastar o pouco

tempo que temos lendo algo que não nos dá prazer é, além de

uma enorme perda de tempo, uma tremenda burrice.

Não existe nada de errado na diversidade. Não se apresse

em julgar que a forma como você faz algo está errada. Quem

está certo hoje pode estar errado amanhã. Só o tempo dirá o

que é certo ou errado. O grande juiz é você. Mas não se esque

ça, leia muito e leia o que você gosta.

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12.

12.

O Ó

O Ó

BVIO

BVIO

Por Rubens Queiroz de Almeida

m um de meus artigos, publicados no boletim Nova

Educação, um leitor reclamou de que eu havia escrito

o óbvio.

E

Na verdade eu sempre tenho esta sensação incômoda, de

estar sempre escrevendo o óbvio, coisas que muitos já disse

ram antes de mim. Entretanto, algo que pude constatar ao

longo dos anos, é que o que é óbvio para alguns nem sempre o

é para muitos.

Mesmo na área de informática, em que trabalho, o pensar

de que algo é óbvio e não deve ser comentado já trouxe muitos

problemas. O que é considerado óbvio por um especialista di

ficilmente receberá a mesma avaliação por parte de um inici

ante.

Muitos anos atrás, quando eu estava começando em mi

nha carreira de informática, nós montamos uma lista de dis

cussão pela Internet para que pudéssemos compartilhar infor

mações sobre administração de redes de computadores. A

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maioria de nós era iniciante e estávamos ávidos por comparti

lhar ideias e nos ajudar em nossos problemas do dia a dia. Um

dos assinantes, todavia, era um profundo conhecedor do as

sunto. Praticamente todas as nossas dúvidas eram “idiotas” no

seu ponto de vista e ele não hesitava em nos dizer isto, de for

ma nem sempre muito educada. Em poucos dias a nossa lista,

que tinha por objetivo ser um espaço amigável para troca de

ideias, se converteu em um deserto, onde ninguém se arrisca

va a falar. Se falasse, possivelmente estaria expressando uma

“obviedade” e sendo claramente rotulado de idiota ou algo

pior pelo nosso especialista. Não preciso dizer que a lista mor

reu e cada um foi cuidar da sua vida. Ninguém mais teve cora

gem de falar nada, ao menos naquela lista.

A forma como aprendi inglês, por exemplo. Eu descobri a

maior parte das minhas técnicas sozinho. Ninguém nunca me

orientou sobre como estudar. Para mim estas estratégias fun

cionaram muito bem, com ótimos resultados. Mais tarde, ao

pesquisar em diversos livros, em busca de fundamentação teó

rica para escrever sobre o assunto e também para dar aulas,

descobri que a maior parte das minhas estratégias eram am

plamente conhecidas. Só que ninguém me contou e eu não sa

bia, quando era estudante, onde procurar. Se eu soubesse pos

sivelmente poderia economizar muito tempo em meus estu

dos e aprender mais rápido.

Muito embora as ideias que descobri eram, em sua maior

parte, amplamente conhecidas, me dei ao trabalho de docu

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mentá-las em meus livros e nos artigos do boletim Nova Edu

cação. Cada pessoa é diferente e a maneira como aplica regras

amplamente conhecidas também será diferente. A forma

como nos expressamos, pode ser mais didática por ter uma

maior afinidade com a experiência de vida do leitor. A mesma

ideia ou processo, quando apresentada por pessoas diferentes

poderá ter um impacto também completamente diferente.

Outro fato interessante. Escrevi um livro chamado

As

Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa

, onde exponho uma

metodologia para o ensino da leitura da língua inglesa. Certa

vez encontrei um leitor do meu livro super entusiasmado. Ele

havia conseguido aprender a ler inglês muito rapidamente

usando o meu livro. Quando ele me contou como usou o meu

método, eu vi que, a partir das minhas ideias, ele havia cons

truído uma metodologia inteiramente sua, com excelentes re

sultados. O meu livro foi apenas uma centelha que desencade

ou um processo de aprendizado próprio que refletiu a vivência

daquele leitor em particular. Como sempre digo em minhas

aulas, o que ensino não deve ser tomado ao pé da letra. O que

conta, antes de mais nada, é a experiência de vida de cada pes

soa. Receitas prontas raramente funcionam.

O que realmente acontece é que um livro ou um artigo ou

uma ideia, na verdade são muito mais. Cada leitor cria a sua

versão do que lê. Um escritor não escreve apenas um livro,

mas tantos livros quantos forem os seus leitores.

57

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Por todas estas razões, admito sinceramente que não te

nho nenhuma vergonha de escrever o óbvio. Certamente para

algumas das pessoas que lerem meus artigos, a minha obvie

dade certamente poderá fazer diferença. Além do mais, gosto

muito de compartilhar minhas descobertas e fico mais feliz

ainda quando descubro que a minha experiência pode ser útil

a alguém. Não me agrada a ideia de ir para o túmulo com to

das as minhas experiências guardadas dentro da minha cabe

ça.

Vivemos hoje em uma era em que a comunicação instan

tânea, com milhares ou mesmo milhões de pessoas é uma rea

lidade. As ideias trafegam com mais rapidez e são também

aperfeiçoadas na mesma velocidade. Por isto, não tenha receio

de escrever o óbvio ou mesmo de perguntar o óbvio. As suas

ideias poderão ser adotadas por outras pessoas e crescer, ser

aperfeiçoadas, ficar mais bonitas e quem sabe, ajudar muita

gente.

Certamente sempre existirão “especialistas” que irão ridi

cularizar o seu conhecimento, mas para cada uma destas pes

soas negativas existem outras muitas que terão um enorme

prazer em oferecer ajuda generosamente.

Relembrando, George Bernard Shaw disse uma vez:

Se você tem uma maça e eu tenho uma maça e nós trocamos

nossas maças, então eu e você ainda teremos uma maça. Mas se

você tem uma ideia e eu tenho uma ideia e nós trocamos estas

ideias, então cada um de nós terá duas ideias

3

3

If you have an apple and I have an apple and we exchange apples then you and I will still each have one

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Continuando nesta linha, alguém que já não me lembro,

disse também que o conhecimento é a única coisa, que quanto

mais compartilhado, mais cresce.

Portanto, vou continuar escrevendo sobre o óbvio, per

guntando o óbvio e respondendo sobre o óbvio com a maior

boa vontade.

apple. But if you have an idea and I have an idea and we exchange these ideas, then each of us will have

two ideas.

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13.

13.

F

F

ÁCIL

ÁCIL

E

E

 D

 D

IFÍCIL

IFÍCIL

Por Rubens Queiroz de Almeida

 palavra “difícil” traz consigo uma conotação extrema

mente negativa. Como significados agregados pensa

mos em fracasso, incapacidade, incompetência, e por

aí vai.

A

Eu evito sempre que possível usar esta palavra. Por exem

plo, em minhas aulas de leitura em inglês, eu sempre digo que

não existe texto fácil ou difícil, apenas textos para os quais já

estamos preparados e outros que vão nos exigir um pouco

mais de estudo.

Certa ocasião, em uma aula de leitura, apresentei aos alu

nos um texto sobre informática, que eu achava fascinante. O

texto fazia diversas especulações sobre o nosso futuro e como

a tecnologia da informação iria moldar este futuro. O texto foi

um fracasso completo. Todos reclamaram que era muito com

plexo, pouco interessante. Um verdadeiro desastre.

Já em outra aula, o texto tratava da história do futebol no

Brasil, como surgiu, como chegou até nós, as nossas conquis

60

http://www.idph.com.br

tas no futebol. A receptividade para este texto foi totalmente

diferente daquela recebida pelo texto de informática. Em ter

mos de complexidade eu diria que os dois se equivaliam. O

grande diferencial foi a informação prévia sobre o assunto que

os alunos possuíam. De informática não sabiam quase nada,

já de futebol …

Rotular algo de difícil, principalmente no ensino de idio

mas, é algo que mina a auto-estima. Vejam os exemplos aci

ma. Os dois textos, à exceção de alguns termos específicos à

área de futebol e informática, possuíam uma complexidade

semelhante. A diferença é que a quantidade de informação

que possuímos antes de ler o material é um fator determinan

te para sua melhor compreensão. Ao selecionar o texto sobre

informática não pensei que os alunos não possuíam a mesma

familiaridade e interesse sobre o assunto que eu. O texto era

ótimo mas, ao que parece, só para mim. Dificilmente alguém

pensará que este é o problema. Pensará que não entende de

inglês, que não consegue aprender, etc.

O que eu quero dizer é que não há nada fácil ou difícil.

Existem coisas para as quais estamos preparados e outras

para as quais precisamos investir um pouco mais de tempo.

Fazer um julgamento sobre a competência ou falta dela para

resolver determinado problema baseando-nos apenas em um

primeiro contato é algo totalmente equivocado.

A nossa capacidade de reter conhecimentos é tanto maior

quanto maior for o nosso conhecimento do mundo. Toda in

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formação nova que recebemos precisa fazer sentido para nós.

Não somos computadores, que armazenam informações des

conexas, que não se relacionam com nada. Uma técnica co

mum de memorização de nomes consiste em associar as fei

ções ou alguma característica peculiar da pessoa a que somos

apresentados a algo que faça sentido para nós. Desta forma

uma informação leva a outra. Associamos o novo, a pessoa

que conhecemos, com algo que faça sentido para nós.

Para desenvolver a habilidade de leitura em inglês é im

portante que a pessoa leia bastante em seu idioma natal. Esta

afirmação, quando feita em sala de aula, sempre suscita uma

grande dose de curiosidade e suspeita. Como podemos melho

rar a habilidade de leitura em um idioma lendo em outro?

Na verdade, ao ler, estamos apenas aumentando o nosso

conhecimento do mundo, criando novos referenciais onde in

formações novas podem se encaixar.

Na escola os professores nos ensinam que devemos ler

um texto no mínimo duas vezes: a primeira vez para obter

uma impressão geral e a segunda vez para obter uma visão

mais aprofundada. Na verdade o que ocorre é que, quando le

mos o texto pela primeira vez, grande parte das informações

que possuímos subconscientemente sobre o assunto são trazi

das à tona. Por isto que a segunda leitura é bem mais fácil que

a primeira.

Na verdade não lemos com os olhos e sim com o cérebro.

Mesmo que uma palavra esteja incorreta, frequentemente não

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notamos o erro. Se encontramos a palavra “Naboleão”, dificil

mente notaremos a troca das letras. Estudos demonstram

que, se em nossa leitura, identificássemos primeiro a forma

das letras, para depois formar as palavras e em seguida as

sentenças, não conseguiríamos ler mais do que 60 palavras

por minuto. A taxa média de leitura é de 150 palavras por mi

nuto, e existem pessoas que conseguem ler muito mais rápido

do que isto empregando técnicas de leitura dinâmica.

Na verdade o que ocorre é que nosso cérebro, a partir de

algumas informações visuais, fornece o restante do contexto.

Desta forma podemos ver que o nosso conhecimento prévio

de determinado assunto pode contribuir para que absorvamos

a informação com maior velocidade e facilidade.

Embora eu tenha empregado um exemplo tirado de mi

nha experiência como professor de idiomas, esta abordagem

do que é fácil ou difícil pode ser aplicada nos mais diversos as

pectos de nossa vida.

Resumindo, o fácil ou o difícil muitas vezes não é um pro

blema conosco, uma limitação, e sim uma indicação de nosso

preparo para lidar com determinadas situações. O difícil é um

ponto final. Está acabado. O preparo é um processo, um dia

chegamos lá. Nunca diga que algo é difícil. Diga: ainda não te

nho toda a informação ou capacitação necessária, ainda não

estou suficientemente preparado (mas estarei um dia). Você

vai ver a diferença.

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14.

14.

E

E

NXERGANDO

NXERGANDO

O

O

 I

 I

NVISÍVEL

NVISÍVEL

Por Rubens Queiroz de Almeida

uitos anos atrás, eu comprei um Dodge Polara, fa

bricado pela Chrysler. O carro, mais conhecido

como “doginho”, era bastante confortável. Pelo

fato da Chrysler ter encerrado suas operações no Brasil, o carro

não era mais fabricado e existiam muito poucos modelos deste

tipo circulando pelas ruas. Era muito difícil vermos estes carros.

M

Incrivelmente, depois que eu comprei o doginho, passei a

ver modelos iguais por todos os lados. Parecia que eles haviam

brotado das profundezas. Como é possível?

Não existe nada de estranho nisto. Nós recebemos muito

mais estímulos visuais do que somos capazes de processar. Eu

não enxergava os doginho porque eles simplesmente não ti

nham relevância em nenhum aspecto da minha vida. Quando

comprei um tudo mudou. O carro passou a fazer parte da mi

nha vida, e desta forma, passei a notá-lo.

Como professor, habituei-me a buscar em meus alunos

sinais que indicassem a efetividade de minha comunicação.

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Cansaço, aborrecimento, resistência, antagonismo, e muitas

outras emoções, são expressas de maneira muito clara. São si

nais que o professor deve estar constantemente buscando,

para que possa adequar seus métodos e conseguir estabelecer

uma comunicação mais adequada com seus alunos.

Pessoas não ligadas ao ensino (e até mesmo muitos pro

fessores) são em muitos casos alheios a estas manifestações.

Eu tive a sorte de perceber, muitos anos atrás, a importância

de entender estes sinais, e me dediquei de corpo e alma a este

aprendizado.

Muitos acreditam que a criatividade é um dom divino. Ou

temos ou não temos. Surpreendemo-nos com soluções geniais

para diversos problemas que simplesmente parecem brotar do

nada. Idolatramos os criativos e nos lamentamos por não ser

como eles, ou ainda, por não termos sido contemplados com

tal dádiva dos céus.

Os dois exemplos que citei anteriormente servem para

mostrar que a nossa percepção pode ser direcionada. Se con

segui um dia enxergar na rua mais carros de um determinado

modelo ou se consegui ser mais bem sucedido nas minhas au

las, certamente não foi devido a um raio que rasgou os céus e

subitamente clareou a minha compreensão.

O primeiro passo a ser dado para conseguir um melhor

desempenho em qualquer área é o despertar do interesse.

Neste momento passamos a enxergar o invisível. Isto entre

tanto não é tudo. O segundo passo, e o mais importante, é evi

65

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tar comparações com profissionais mais experientes e bem-

sucedidos. Neste ponto nos lamentamos de não termos recebi

do o tal dom divino, nos convencemos de que nunca vamos

aprender e por aí vai. Este é o obstáculo mais perigoso. Quan

do nos convencemos da nossa incapacidade, é claro, nos tor

namos incapazes. O pior de tudo é que, muitas vezes levamos

esta crença a outras pessoas: nossos filhos, companheiros,

amigos. Você certamente já deve ter vivenciado diversas vezes

em sua vida este tipo de encorajamento negativo.

Devemos certamente evitar comparações que nos limi

tem. Entretanto, devemos nos dedicar com todo empenho a

observar profissionais bem-sucedidos para aprender com eles.

Não existe nenhum problema com isto. Todos aprenderam

com alguém. O mundo não começa do zero a cada geração que

se vai. Os profissionais mais bem-sucedidos são exatamente

aqueles que possuem a sensibilidade de captar no ambiente e

nas atitudes e comportamento dos que o cercam, informações

que possam ajudá-lo a desenvolver suas competências.

Quanto mais estivermos atentos, no mundo em que vive

mos, às coisas que nos interessam, mais desenvolveremos a

habilidade de enxergar o invisível. Esta habilidade é que nos

dará a aura de mágica, de criatividade.

Para ilustrar o meu último ponto, gostaria de usar uma

pequena piada:

P. Você sabe o que o Tarzan disse quando viu o elefante em cima

do morro?

R. Olha o elefante em cima do morro!

66

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P. Você sabe o que o Tarzan disse quando viu o elefante em cima

do morro usando óculos escuros?

R. Não disse nada, ele não o reconheceu.

Quando é feita a primeira pergunta ficamos surpresos.

Qual é a pegadinha? Quando vem a resposta achamos engra

çado e ficamos a um só tempo indignados e divertidos. A res

posta para a segunda pergunta é claramente inusitada. Quase

todos respondem a segunda pergunta da mesma forma que a

primeira: “Olha o elefante em cima do morro usando óculos

escuros”. A primeira resposta induz a segunda.

A experiência é válida, mas sempre devemos desconfiar

dela. Sempre tentamos procurar soluções para problemas no

vos tomando por base as soluções velhas. Em certos casos isto

pode não ser suficiente. A partir do momento em que nos re

cusamos a olhar o mundo todos os dias de uma ótica nova, sa

bendo que temos muito a aprender, começamos então uma

decadência gradual e irreversível.

Para podermos criar precisamos nos habituar a conviver

com o inesperado, a sempre buscar maneiras novas de fazer as

mesmas coisas.

Eu sou um grande fã das histórias em quadrinhos do Sno

opy e do Charlie Brown. Em uma delas o Snoopy insiste com o

Charlie Brown que quer que ele ponha a comida no prato de

água e a água no prato de comida. Na conclusão da história o

Snoopy pensa: “A vida é muito curta para não ser vivida”.

67

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Em um nível mais amplo, grande parte do prazer de viver

consiste em nossa capacidade de nos surpreendermos, de ver

o novo constantemente ao nosso redor, de sermos tocados

pela beleza.

Pense nisso … e tente enxergar o invisível, deixando a sua

criatividade fluir.

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15.

15.

V

V

OCÊ

OCÊ

É

É

MAIS

MAIS

INTELIGENTE

INTELIGENTE

DO

DO

QUE

QUE

PENSA

PENSA

Por Rubens Queiroz de Almeida

ara ilustrar o texto de hoje, eu tenho um exemplo mui

to interessante. Uma pessoa foi ao oftalmologista. Ao

final do exame, o médico retirou o seu óculos e entre

gou-o ao paciente. Disse: “Aqui está, pode usar”. O paciente,

surpreso, pegou o óculos, colocou-o. Como era de se esperar,

não enxergou nada. Retrucou então: “Mas Doutor, este óculos

não serve para mim”. O médico, indignado, gritou: “Mas como

não serve, eu o uso há vários anos e nunca tive problema

algum”.

P

Assim é a nossa educação. O mesmo enfoque é dado a to

dos os alunos. Porém cada aluno é um ser único, com habili

dades e percepções diferentes do mundo. Garrincha era um

gênio do futebol. Porém em uma sala de aula certamente não

receberia a mesma denominação. Qualquer um de nós, entre

tanto, por mais que estude ou treine, não conseguirá chegar

aos seus pés.

Como então prescrever uma receita igual para trinta alu

nos ou mais, que é a média de estudantes nas escolas atual

69

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mente? Alguns se sobressaem, outros vão seguindo, muitos

não conseguem acompanhar os demais. Os que ficam para

trás, sofrem com a redução de sua autoestima. São prejudica

dos e carregam, por muitos anos, os efeitos trágicos de sua

crença em sua capacidade inferior.

Os professores, por sua vez, para manter a ordem, são

forçados a impor a disciplina, sufocando a criatividade e dire

cionando os alunos para o que os livros, os pais, a sociedade e

o programa escolar pedem.

O professor Howard Gardner, da universidade de Har

vard, afirma em seu livro chamado “Frames of Mind”, que

possuímos 7 tipos de inteligência. São elas:

Inteligência Linguística

Inteligência Lógica

Inteligência Musical

Inteligência Cinestética

Inteligência Visual

Inteligência Espacial

Inteligência Intrapessoal

Inteligência Interpessoal

A educação formal privilegia a inteligência linguística e a

inteligência lógica ou matemática. A inteligência linguística

revela nossa capacidade de ler, de escrever e de comunicar por

70

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palavras. A inteligência lógica mede a nossa capacidade de

cálculo e de raciocínio.

Muitos de nós nos surpreendemos, muitos anos após dei

xarmos a escola, ao constatarmos que o pior aluno da classe

foi o que foi se deu melhor na vida. O primeiro da turma mui

tas vezes não chegou a lugar nenhum. A inteligência interpes

soal, que é a capacidade que temos de nos relacionar com os

demais, é tremendamente importante para o sucesso na vida.

Se o primeiro da turma só sabe fazer contas é melhor se preca

ver.

O resultado perverso deste sistema escolar, que privilegia

algumas habilidades apenas, resulta na diminuição da autoes

tima daqueles que não conseguem se encaixar.

Muitos saem da escola acreditando piamente em sua in

capacidade de aprender. Este preconceito criado por nós mes

mos nos prejudica em diversos aspectos de nossas vidas.

Eu tive uma aluna, em um de meus cursos de inglês, que

possuía uma tremenda dificuldade de aprender. A pronúncia

era terrível, não conseguia se lembrar de nada, enfim, um caso

perdido. Um dia, em uma de nossas aulas, ela teve uma per

formance brilhante. Conseguia estabelecer diálogos com fra

ses perfeitas, a pronúncia excelente, uma total revelação. Fui

observando a performance dela, muito surpreso. Perto do fi

nal da aula, cometi o erro fatal: fiz um elogio. Neste momento,

ela se deu conta de que estava fazendo algo que consciente

71

http://www.idph.com.br

mente ela nunca poderia fazer. Falar bem o inglês. Quando ela

se deu conta disto, voltou a ser como era antes, terrível.

Vejam só, este é um caso típico de alguém que construiu

barreiras altas ao seu redor. Por qual razão estas barreiras fo

ram criadas? Um curso de inglês tradicional, onde a receita

única para todos não deu certo para ela? Possivelmente.

Estas barreiras não se restringem a áreas específicas. O

efeito se estende para todos os aspectos de nossas vidas.

Tudo isto é absolutamente desnecessário. Todos nós, em

maior ou menor grau, somos muito mais inteligentes do que

pensamos. Precisamos apenas acreditar nisto. Não somos

iguais. Cada um de nós é único. Possuímos habilidades que

nos tornam imprescindíveis e importantes. Precisamos ape

nas acreditar em nosso potencial. Se a minha aluna tivesse,

naquele momento mágico, tomado consciência de seu poten

cial, certamente teria resolvido o seu problema da língua in

glesa (e talvez de muitos outros). Ao acreditar em suas limita

ções, deixou de abrir um enorme campo de oportunidades

para si mesma.

Nos meus cursos de inglês instrumental, eu emprego a

maior parte do tempo explicando às pessoas como o aprendi

zado se processa, como o nosso cérebro absorve informação, e

me esforçando por restaurar a autoestima dos alunos. O

aprendizado do inglês é, para muitos, uma experiência trau

mática. É importante para a maior parte das profissões e mui

tos não conseguem aprender. Por incrível que pareça, no to

72

http://www.idph.com.br

cante a metodologia do ensino do inglês para leitura, tudo o

que é preciso ser dito, é transmitido na primeira aula. Todas

as outras aulas são empregadas reforçando os conceitos e

principalmente, tentando convencê-las de que são capazes de

aprender qualquer coisa que queiram.

Tony Buzan, o criador do método de aprendizado chama

do “Mind Mapping”, ou “Mapas Mentais”, afirma:

“Na escola, passei milhares de horas aprendendo matemática.

Milhares de horas aprendendo linguagem e literatura. Milhares

de horas em ciências, geografia, e história. Então me perguntei:

quantas horas passei aprendendo como minha memória

funciona? Quantas horas passei aprendendo como meus olhos

funcionam? Quantas horas aprendendo como aprender? Quantas

horas aprendendo como o meu cérebro funciona? Quantas horas

aprendendo sobre a natureza de meu pensamento e como ele

afeta meu corpo? E a resposta foi: nenhuma, nenhuma, nenhuma,

nenhuma.”

Para reforçar o título deste artigo, veja o que Tony Buzan

tem a dizer a respeito de nosso cérebro:

“Seu cérebro constitui-se de um trilhão de células. Cada célula

cerebral assemelha-se ao menor e fenomenalmente mais

complexo polvo. Ele possui um centro, tem várias seções e cada

seção possui muitos pontos de conexão. E cada uma dessas

bilhões de células cerebrais é, muitas vezes, mais potente e

sofisticada do que a maioria dos computadores atualmente

existentes no planeta. Cada uma dessas células cerebrais conecta

ou abraça, em um certo sentido, dezenas de milhares a centenas

de milhares de outras células. E elas emitem informação nos dois

sentidos. O cérebro também já foi chamado de tear encantado, o

73

http://www.idph.com.br

objeto mais extraordinariamente complexo e bonito que existe. E

cada pessoa possui um.”

Existem no mundo inteiro, diversas iniciativas bem suce

didas e comprovadas de aumento da capacidade humana de

aprender. O que estas iniciativas têm em comum é um olhar

interno para o ser humano, entendendo suas motivações, os

fatores que nos levam a ter um melhor desempenho e tudo o

que tradicionalmente não nos ensinam na escola, universida

de ou onde quer que seja.

Referências

Revolucionando o Aprendizado – Gordon Dryden e Je

annette Vos (Editora Makron)

Este livro é uma leitura indispensável para os interes

sados em ter uma visão geral sobre as novas e revolu

cionárias técnicas de aceleração do aprendizado.

Buzan Center for Business

 

Home page de Tony Buzan, a partir da qual se pode

acessar online alguns documentos sobre a filosofia de

aprendizado desenvolvida pelo autor.

Mapas mentais, uma brincadeira de criança

4

, por Vivi

ani Bovo

Mapas Mentais

5

, por Viviani Bovo

4

http://www.idph.com.br/artigos/novaeducacao/mapas_mentais-brincadeira_de_criancas.php

 

5

http://www.idph.com.br/artigos/novaeducacao/mapasmentais.php

 

74

http://www.idph.com.br

Mapas Mentais – Enriquecendo Inteligências

6

, por

Walther Hermann e Viviani Bovo

6

http://www.idph.com.br/loja/mapasmentais.shtml

 

75

http://www.idph.com.br

16.

16.

P

P

ALAVRAS

ALAVRAS

MAIS

MAIS

COMUNS

COMUNS

EM

EM

INGLÊS

INGLÊS

Por Rubens Queiroz de Almeida

ualquer profissional de informática que não consiga ao

menos ler textos em inglês sofre sérios impedimentos

no exercício diário de sua profissão.

Q

A boa notícia é que a leitura, e apenas a leitura de textos

em inglês, é uma habilidade que pode ser desenvolvida em um

espaço de tempo relativamente curto. A leitura pode ser

aprendida independentemente do aprendizado da fala, da es

crita e da audição.

Para aprender a ler em inglês o aluno deve dominar al

guns rudimentos da estrutura da língua. Este domínio é passi

vo, ou seja, é necessário apenas que se saiba identificar as es

truturas para obter a compreensão da mensagem.

E o vocabulário, que é a preocupação maior de todos, não

constitui impedimento algum no domínio do idioma. A língua

inglesa e a portuguesa possuem diversos elementos em co

mum. Os cognatos, palavras com origens no latim, como por

exemplo a palavra “impossible”, ou “impossível”, são facil

76

http://www.idph.com.br

mente identificáveis. Os cognatos respondem por 20% de to

dos os termos encontrados em textos técnicos.

Eu estou enviando para vocês alguns fatos interessantes

de um trabalho que realizei com a coleção de livros online

mantida pelo Projeto Gutenberg.

O Projeto Gutenberg é uma iniciativa que tem por objeti

vo disponibilizar em formato eletrônico livros cujo direito au

toral já tenha expirado.

Até hoje já foram convertidos cerca de 1100 livros, princi

palmente em inglês, porém existem também obras em espa

nhol, italiano e francês.

O objetivo do trabalho realizado foi identificar as palavras

mais comuns da língua inglesa e seu percentual de ocorrência.

Dos 1067 livros disponíveis no dia 29 de setembro de

1997, foram utilizados para o cálculo 1032 livros. Todos estes

livros foram combinados em um único arquivo de 440MB de

tamanho, contendo 6.615.271 palavras. Deste total foram ex

traídas 103.590 palavras diferentes, sendo que 78.332 delas

ocorrem menos de dez vezes, ou seja, 75% das palavras apare

cem com muito pouca frequência.

E o mais interessante, as 250 palavras mais frequentes

são responsáveis por 57% do total das palavras. Desta forma,

se você conhece estas 250 palavras você já conhece aproxima

damente 60% de qualquer texto em inglês.

77

http://www.idph.com.br

Juntando-se a estas palavras os cognatos, você tem que

aproximadamente 80% do vocabulário de textos técnicos é fa

cilmente identificável.

E ainda mais importante, as 1000 palavras mais comuns

totalizam cerca de 99,25% de todas as palavras. Excelente,

não?

Então, se você precisa do inglês no seu trabalho, pense

em aprender a ler primeiro. Você vai atender à sua necessida

de imediata ao mesmo tempo em que se capacita para seguir

aprendendo o idioma inglês em sua totalidade. A leitura vai

facilitar o aprendizado da fala, da escrita e da audição.

Com a relação das palavras mais comuns, eu publiquei no

sítio

Aprendendo Ingles

 um pequeno método para aprendiza

do do idioma, em que as palavras mais comuns são ilustradas

com frases em inglês e sua tradução para o português. Este

material encontra-se na seção

eBooks

O programa que usei para realizar a contagem das pala

vras pode ser encontrado no sítio da Dicas-L.

7

Este trabalho deu origem a um livro, chamado

As

Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa

, publicado

pela

Editora Novatec

.

Nos sites

Aprendendo Inglês

 e

IDPH

 estão disponíveis di

versos recursos e artigos voltados para o auto-aprendizado da

lingua inglesa.

7

http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20011102.php

 

78

http://www.idph.com.br

Abaixo segue a lista das 250 palavras mais comuns, o per

centual com que ocorrem e um resumo das estatísticas que

mencionei acima.

Número de livros

1032

Tamanho do arquivo combinado

440MB

Data

29/09/97

Número total de palavras

6.615.271

Número total de palavras diferentes

103.590

Número de palavras que ocorrem menos de

dez vezes

78.332

Número de ocorrências das 250 palavras mais

comuns

3.781.615 (57%)

Número de ocorrências das 1000 palavras

mais comuns

6.565.736 (99.25%)

A relação completa das palavras e seu percentual de ocor

rência está disponível no sítio da Dicas-L

8

.

8

http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/19971002.php

 

79

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17.

17.

A C

A C

URVA

URVA

DO

DO

 E

 E

SQUECIMENTO

SQUECIMENTO

Por Alberto Dell’Isola 

 curva do esquecimento descreve o quanto somos ca

pazes de reter de informações recém adquiridas. Ela é

baseada nas informações adquiridas após uma pales

tra de 1 hora de duração.

A

No primeiro dia, no início da palestra, o estudante sabe

algo próximo de 0% do assunto ensinado (justificando o moti

vo pelo qual a curva se inicia no ponto 0). Desse modo, ao fi

nal da palestra, ele saberá 100% do assunto ensinado (ao me

nos saberá o máximo que ele tem condições de aprender, dado

o conhecimento prévio sobre o assunto). Assim, após a pales

tra, a curva chega em seu ponto máximo.

No segundo dia, se o estudante não tiver feito qualquer

revisão do assunto (ler, pensar sobre ele, discutir sobre os tó

picos aprendidos…) o estudante provavelmente se esquecerá

de 50%-80% daquilo que foi aprendido. Perceba que os estu

dantes se esquecem mais nas primeiras 24 horas após a aqui

sição do que ao longo de 30 dias. Perceba que ao final dos 30

dias, restarão apenas 2%-3% de toda informação adquirida no

80

http://www.idph.com.br

primeiro dia. Assim, ao final dos 30 dias, você terá a impres

são de que nunca ouviu falar do assunto estudado, precisando

estudar tudo desde o inicio.

No entanto, é possível que os estudantes mudem a forma

da curva do esquecimento. Nossos cérebros constantemente

gravam informações de maneira temporária: conversas no

corredor da faculdade, a roupa que você estava usando no dia

anterior, o nome de amigos apresentados em uma reunião, a

música que acabou de tocar no rádio… No entanto, se você

não criar códigos de memória importantes, toda essa informa

ção será descartada. A cada revisão, você cria novos códigos

de memória,fixando a informação cada vez mais.

Uma fórmula interessante de revisão seria a seguinte:

para cada hora de aula, faça uma revisão de 10 minutos. Ob

serve que essa revisão deve ser feita nas primeiras 24 horas

após a aquisição – período em que ocorre maior parte do es

quecimento. Essa revisão será o suficiente para “segurar” em

sua memória toda a informação aprendida em sala de aula.

Uma semana depois (dia 7), para cada hora de aula expositiva,

você precisará de apenas 5 minutos para “reativar” o mesmo

material, elevando a curva para 100% mais uma vez. Ao final

de 30 dias, você precisará de apenas 2-4 minutos para obter

novamente os 100% da curva de aprendizagem.

Alguns alunos dizem não ter tempo para esse tipo de revi

são. No entanto, nada justifica essa alegação, visto que o mai

or ganho com as revisões se refere principalmente ao tempo.

81

http://www.idph.com.br

Se ao longo dos 30 dias, os estudantes não fizerem qualquer

tipo de revisão, eles precisarão de mais 50 minutos de estudo

para cada hora de aula expositiva. Dado o inevitável acumulo

de matéria, provavelmente o aluno dispensará muito mais

tempo do que se tivesse simplesmente feito um bom calendá

rio de revisões. A ausência de revisões também comprometerá

o fenômeno da reminiscência (abordado anteriormente), já

que a memória não costuma funcionar muito bem quando tra

balhada com sobrecarga e pouco tempo disponível.

É claro que não existem regras rígidas sobre as

revisões, já que essa rigidez esbarra em outras variá

veis como diferenças individuais e densidade do ma

terial a ser estudado. No entanto, é preciso que você

estabeleça um siste

ma eficiente de revisões caso real

mente queira ser academicamente bem

sucedido.

82

http://www.idph.com.br

18.

18.

C

C

OMO

OMO

PASSAR

PASSAR

EM

EM

CONCURSOS

CONCURSOS

E

E

VESTIBULARES

VESTIBULARES

Por Alberto Dell’Isola

tualmente, posso dizer que tenho uma boa base em

matemática. Dificilmente encontro alguma questão

desse assunto que não consiga resolver. O mesmo

posso dizer de inglês: é pouco provável que surja algum texto

que não consiga interpretar corretamente. Em contrapartida,

não possuo a mesma base em geografia, história ou biologia.

A

Todos nós somos assim: existem assuntos que domina

mos bastante e assuntos que não sabemos muito bem. Infeliz

mente, nunca surgirá um concurso ou vestibular onde caia

apenas matérias que você domina. Desse modo, como conse

guir uma base sólida em todas as matérias?

O mito da matéria enorme

Mas a matéria é enorme!?

Você certamente já ouviu essa frase antes! Talvez, você

mesmo tenha dito essa frase inúmeras vezes. O que torna uma

matéria enorme?

83

http://www.idph.com.br

Imagine que você fará uma prova envolvendo “apenas”

um tema: equações de primeiro grau. Se você souber matemá

tica básica, você classificará essa matéria como pequena. As

sim, para se preparar, bastará que você faça alguns exercícios

para se preparar.

Agora, imagine que você não saiba nada de matemática,

desconhecendo por completo até mesmo a tabuada. Nesse

caso, a matéria “equações de primeiro grau” seria enorme.

Observe que o conceito “matéria enorme” é completamente

relativo.

Pense um pouco nos concursos mais disputados. Ao con

trário do que se imagina, não são concursos com “matéria

enorme”. Aliás, caso existisse alguma “matéria enorme”, nin

guém seria aprovado em tais provas. O que acontece é que, ge

ralmente, os alunos não abordam a matéria desses concursos

corretamente. Em vez de criarem uma boa base, ficam cons

tantemente recomeçando do zero.

Há 5 anos comecei a estudar pra concursos.

Compreendo que concursos devem ser um projeto a mé

dio prazo, levando ao menos 2 anos de investimento de tem

po, suor e dedicação. Também compreendo que o mesmo in

vestimento deve ser feito para ser passar em vestibulares con

corridíssimos como medicina, direito ou engenharia nas facul

dades federais. No entanto, a maioria das pessoas não está se

preparando corretamente. Muitos dizem estar estudando há 5

anos, quando, na verdade, estão apenas repetindo a mesma

estratégia equivocada de estudo por anos e anos.

84

http://www.idph.com.br

Escolhendo uma estratégia eficiente

De acordo com a base que você possui, você precisa utili

zar uma técnica diferente. Geralmente, os alunos de concursos

e vestibulares têm o seguinte pensamento: conseguir ver toda

a matéria até o dia da prova. No entanto, essa abordagem

pode ser inadequada de acordo com o contexto.

a)

Suponha que você já tem um enorme conhecimento sobre

todas as matérias. Nesse caso, o ideal é montar uma grade

de estudo diária, de forma que todo o assunto do edital seja

revisado em até 1/3 do tempo disponível até a prova. O res

to do tempo deverá ser para a resolução de provas antigas

das diversas matérias.

b)

Suponha que você tem um conhecimento altíssimo em qua

se todas as matérias, com exceção de 1 ou 2. Nesse caso,

basta que você se programe para aprender essas matérias

em no máximo 1/3 do tempo que você possuir disponível.

Mais uma vez, utilize o resto do tempo disponível para exer

cícios e simulados.

c)

Suponha que você está começando a estudar pra concurso e

não possui base necessária. Nesse caso, seu projeto é pra no

mínimo 2 anos (mínimo! pode ser 2, 3, 4 ou até mesmo 10,

de acordo com outras variáveis envolvidas). Nessas condi

ções, sou contra a abordagem de estudar todas as matérias

de uma vez. O melhor é escolher o mínimo de matérias (1 a

3), até ficar bom nelas. Quando ficar bom nelas, estude

mais um pouco. Estude até chegar no momento em que

85

http://www.idph.com.br

você dificilmente errará uma questão desses assuntos. Nes

se ponto, escolha outras 3 matérias e faça o mesmo.

Finalmente, pode passar a usar as estratégias a) e b).

Infelizmente, os alunos não compreendem os efeitos da

curva do esquecimento (curva de Ebbinghaus).

Durante a aprendizagem de novos assuntos, as revisões

são fundamentais. Se elas não forem feitas de maneira siste

mática, acontecerá um fato extremamente frequente: a cada

edital, o aluno tem a impressão de que está estudando do

zero.

Alunos de exatas

Caso você não saiba nada de exatas, ao contrário do que

você imagina, existe uma solução! Adquira uma coleção intei

ra de livros de matemática do ensino fundamental(5º ano, 6º

ano, 7º ano, 8º ano e 9º ano). Com paciência e determinação,

estude a matéria desde o primeiro volume, resolvendo TODOS

os exercícios. Ao finalizar o primeiro volume, parta para o se

gundo e faça-o completamente. Ao terminar, continue com os

próximos volumes até conseguir terminar todos eles.

Infelizmente, as apostilas de matemática para concursos

e vestibulares costumam ser extremamente resumidas. Além

disso, o volume de exercícios, para cada tópico abordado, cos

tumam ser muito reduzidos. Por exemplo, imagine que você

tem dúvidas sobre soma e subtração de frações. Ao estudar

em um livro do 5º ano, você encontrará dezenas de exercícios

86

http://www.idph.com.br

sobre o tema. Em contrapartida, uma apostila de concursos ou

vestibulares, dificilmente teria mais de 5 exercícios sobre esse

tema.

Resolver provas antigas

Após atingir uma boa base, bastará que você foque na re

solução de provas antigas. Geralmente, as bancas criadoras

das questões costumam repetir sistematicamente as questòes

referentes aos assuntos do edital.

Boa sorte nas provas!!!

87

http://www.idph.com.br

19.

19.

M

M

APAS

APAS

MENTAIS

MENTAIS

,

,

UMA

UMA

BRINCADEIRA

BRINCADEIRA

DE

DE

CRIANÇA

CRIANÇA

Por Viviani Bovo

m texto rápido sobre as potencialidades de estudan

tes, pais ou educadores transformarem a vida esco

lar, própria ou de suas crianças, numa época mais

produtiva de desenvolvimento de habilidades de fixação de co

nhecimentos. Mesmo que não guardemos muito boas lembran

ças de nossos esforços escolares e que não lembremos muito

bem como memorizar ou aprender, esse artigo pretende apontar

para a possibilidade de resgatarmos pelo menos uma boa parte

de nossas competências de aprendizado e de gerenciamento de

informações, cada vez mais valiosas – sendo que os segredos tal

vez estejam logo nos nossos primeiros anos escolares.

U

Contexto

Se avaliarmos os manuscritos de algumas das mentes

mais brilhantes que conhecemos, talvez nos surpreendamos

com o fato de muitos deles não utilizarem única e exclusiva

mente a palavra como forma de expressão e registro de infor

mações. Leonardo Da Vinci, Einstein, entre muitos outros, ti

88

http://www.idph.com.br

nham o hábito de anotar seus pensamentos, invenções, desco

bertas e conhecimentos através de símbolos, ilustrações, gráfi

cos, flechas, ícones, além das palavras. Registros que mais se

pareceriam com rascunhos ou mesmo as folhas dos cadernos

de alunos que desenham durante as aulas. Pesquisadores do

aprendizado hoje comprovaram que diferentes formas de ex

pressão gráfica podem indicar um repertório maior de estraté

gias mentais envolvidas no processamento cerebral de infor

mações e conhecimentos. Segundo pesquisas, essa é a princi

pal diferença que faz a diferença entre aqueles excelentes alu

nos que, curiosamente, não são os que mais se esforçam!

Artigo

Hora de fazer o dever de casa! Que hora mais desespera

dora para muitos adultos e crianças. Você já deve ter se depa

rado com a cena de uma criança sentada à mesa, cabeça apoi

ada nas mãos, totalmente desmotivada em frente ao seu ca

derno ou livro, com a grande incumbência de fazer sua lição

de casa. Nessa situação muitas vezes ela grita por socorro, e lá

vai você, normalmente o adulto mais próximo, aventurar-se

em ajudá-la. Como você também já passou pelo mesmo pro

cesso quando era criança, a primeira coisa que pensa é “Isso é

realmente uma tortura, porque será que fazem isso com as cri

anças?!”. Mas como não pode dizer o que pensou para seus fi

lhos, respira fundo com autoridade e coragem dizendo: “Va

mos lá… Você tem que fazer isso, é preciso. Lembre-se que é

89

http://www.idph.com.br

sua única obrigação como criança”, assim, juntos, fazem da

quela próxima hora um verdadeiro sacrifício a dois.

O que normalmente acontece nessa hora é o seguinte, o

você começa a ler o material de estudo em voz alta junto com

a criança, que parece que estar atenta, mas a cabecinha dela

talvez esteja voando longe. Quando acaba de ler, pergunta se

ela entendeu, só por desencargo de consciência, pois você já

sabe que a resposta que é “não”. Então, do seu jeito, tenta ex

plicar-lhe usando os exemplos do livro e, quem sabe, talvez

ainda peça para a criança copiar a lição para poder “decorar”

tudo.

A criança até faz tudo aquilo que você mandou, mas com

a cabeça na liberdade e diversão que vêm depois disso… E o

que resta daquilo que ela estudou? Ou repetiu? Talvez alguma

coisa para a próxima prova. Mas para o futuro, que ela possa

levar consigo durante mais tempo? NADA!

E tudo o que a criança precisava era de uma boa dose de

motivação e diversão, que faria toda a diferença. Mas não se

sinta mal por isso, afinal de contas você também não deve ter

tido isso dos seus pais, e somente sobra a possibilidade de fa

zer da mesma forma que aprendeu.

Porém se você deseja ou imagina que tudo poderia ser di

ferente, só não sabe como, relaxe e continue lendo.

O que a criança quer? Ela quer brincar, quer que as coisas

sejam agradáveis e interessantes, e se assim for, aprender é

uma conseqüência agradável, e não um objetivo árido.

90

http://www.idph.com.br

As crianças amam os lápis e as canetas coloridas, papéis

em tamanho grande para serem pintados e rabiscados, assim

como os desenhos e a liberdade de fantasiar. Se ainda tiverem

companhia para tais aventuras, então muitas se realizam com

muito pouco. Então por que você não aproveita tudo isso a fa

vor de ambos? Do aprendizado, da motivação e da diversão

dela, enquanto ainda pode tornar as coisas mais fáceis e ale

gres para si mesmo(a).

Como fazer isso? É muito simples: utilize os Mapas Men

tais. Não precisa se preocupar em saber fazer para começar,

primeiro você começa e depois que estiver colhendo os resul

tados com certeza vai querer saber mais sobre essa ferramen

ta, até acabar descobrindo que é utilizada desde crianças até

executivos de grandes grupos empresarias. É uma excelente

ferramenta de gestão de informações e de desenvolvimento do

raciocínio, enquanto possui uma estrutura valiosa para absor

ver a atenção e melhorar a qualidade da memória.

Imagine algo simples, muito simples, que qualquer pro

fessor de escola poderia utilizar a seu favor, embora normal

mente desperdice apenas por ignorância: “O que aconteceria

se cada uma das crianças que desenham durante os estudos,

aproveitasse essa inclinação ou dom naturais para elaborar

ilustrações ou desenhos relacionados com a fixação dos con

teúdos da aula?” E se todas aquelas cores e formas, que tanto

atraem a atenção infantil, estivessem relacionadas com a ne

cessidade de seus cérebros representarem os conteúdos tam

91

http://www.idph.com.br

bém numa forma que fosse absorvida pelos seus sentimentos

e percepções subjetivas, processadas pelo hemisfério cerebral

direito?

Talvez você concorde conosco que a habilidade de pintar

ou desenhar que possuímos na infância e adolescência poucas

vezes sobrevive às investidas inibidoras de nossa cultura de

hemisfério cerebral esquerdo (racionalista e lógica), graças ao

esforço de alguns de nossos professores escolares em nos dis

suadir de desenvolver tais competências… E se isso pudesse

ser utilizado à nosso favor. Possivelmente muitos de nós não

teriam se tornado “analfabetos” em cores, formas, desenhos e

representações gráficas. Talvez também fosse possível utilizar

a música (ou qualquer outro estímulo que seja processado

pelo nosso hemisfério cerebral direito) como “instrumento” de

focalização de atenção nos estudos, tal qual fazem alguns ado

lescentes para estudar, cujo rendimento escolar é digno de

nota.

Voltando para a nossa criança, como você deve então uti

lizar os Mapas Mentais? Aqui vão as dicas para você começar

a lidar com os deveres de casa de forma divertida e atraente

para as crianças e também para si, quem sabe, já que nunca é

tarde para resgatarmos nossas habilidades adormecidas:

Você vai precisar do seguinte material: folhas de papel

branco, de preferência grandes (A3 ou maior) que você deve

usar na horizontal, muitos lápis e canetas coloridas, recortes

de jornais e revistas velhas, adesivos e talvez um tubo de cola;

92

http://www.idph.com.br

Como estudar com a criança passo a passo: você identifi

ca os conteúdos a serem tratados no dever de casa ou na ma

téria a ser estudada para a prova. Em seguida convida a crian

ça a representar os conceitos-chave do assunto com desenhos

ou figuras. Isso é muito divertido se você permitir que a crian

ça faça qualquer tipo de ilustração que represente, para ela, o

conceito, mesmo que seja algo abstrato ou o desenho dela seja

absurdo – isso não importa. O que mais vale é estimular a cri

ança a se relacionar com o material de forma divertida e cria

tiva, enquanto focaliza sua mente no contexto que lhe servirá

de “porta” de acesso aos ambientes mentais nos quais guarda

rá seus conhecimentos, tirando assim o peso da obrigação e fi

cando na atmosfera de brincadeira cujos sentimentos sejam

bons e podem absorve-a e entretê-la por horas seguidas;

Depois que tiverem desenhos ou figuras para representar

os principais conceitos ou palavras da matéria, convide a cri

ança para começar a montar o Mapa Mental na folha de papel

grande… Veja como fazer no exemplo prático que descreve

mos abaixo.

Quando o Mapa Mental estiver pronto, você irá se surpre

ender ao notar que a criança já terá absorvido o conteúdo, en

quanto esse mesmo Mapa servirá como material de estudo

para ela em próximas ocasiões, não havendo mais a necessi

dade de recorrer a leitura de todo o material. Outra vantagem

é a facilidade com que ela vai memorizar os conteúdos, pois ao

utilizar as palavras e os desenhos coloridos para representá-

93

http://www.idph.com.br

los, estará utilizando todo seu potencial cerebral, ou seja, o

hemisfério cerebral esquerdo estimulado pelas palavras (for

ma linear) e o hemisfério cerebral direito estimulado pelos de

senhos e cores. Essa é talvez, a maior diferença das pessoas

geniais, elas usam todo o seu potencial, e não apenas a metade

dele.

Pense agora a respeito dos valiosos dados colhidos numa

pesquisa realizada ao longo de mais de vinte e cinco anos por

cientistas do comportamento da Utah University. Testes de

criatividade realizados pelo Dr. Calvin Taylor, apresentados

no livro do Dr. George Land (“Ponto de Ruptura e Transfor

mação”), indicam uma realidade impressionante: oito tipos de

testes de criatividade aplicados num universo de aproximada

mente mil e seiscentos indivíduos avaliados em diferentes fa

ses da vida evidenciaram o seguinte: 98% de um grupo de cri

anças comuns, cuja idade se situava entre três e cinco anos,

apresentaram desempenho de criatividade correspondente à

genialidade; posteriormente, 32% das crianças, entre oito e

dez anos, possuíam grau de gênio; apenas 10%, entre treze e

quinze anos, ainda permaneciam “gênios”; e, finalmente, res

taram apenas 2% dos jovens adultos acima de vinte e cinco

anos com essas competências. Seriam esses dados as evidênci

as que precisamos para projetar uma nova escola?

Agora vamos dar um exemplo prático de como você pode

estudar com a criança de forma divertida e muito mais efetiva.

Nesse exemplo vou utilizar um item bem simples do estudo da

94

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nossa gramática – vozes verbais. E passo a passo, vamos mon

tar um estudo atraente para a criança, baseado no Mapa Men

tal:

verifique qual a matéria ou conceito a ser estudado pela

criança. No nosso exemplo, as vozes verbais da Gramática

Portuguesa, que são: voz ativa, voz passiva (sintética e analíti

ca) e voz reflexiva (reflexiva e reflexiva recíproca);

com uma simples passada de olhos pelo livro de gramáti

ca você já percebe quais são as palavras chaves que a criança

deve aprender, e o que elas representam – dê atenção especial

aos negritos, subtítulos e títulos, pois normalmente eles ser

vem para destacar informações;

sem ler ou explicar previamente a matéria contida no li

vro de gramática, convide a criança a fazer um desenho, ou

encontrar uma figura que represente cada uma dessas pala

vras: “vozes”, “verbais”, “ativa”, “passiva” e assim por diante –

se necessário, explique-lhe o significado das palavras utilizan

do analogias e metáforas (outro importante recurso de ensino

muitas vezes esquecido);

a criança utilizando-se dos lápis e canetas coloridos dese

nha o que lhe vem à mente, como já explicamos um pouco an

tes;

quando já tiverem alguns desenhos ou gravuras, podem

iniciar a confecção do Mapa, pegando uma folha de papel

branco de tamanho grande, utilizando-a na horizontal, na

qual a criança escreverá bem no centro, com poucas palavras

95

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o tema do estudo – no nosso exemplo ela escreverá “vozes ver

bais”, depois ela desenhará ou colará, bem próxima a essas

palavras, o que ela havia criado antes. Para que palavras e de

senhos mostrem que são um conjunto de informações a crian

ça ainda pode envolver esses desenhos e palavras com um cír

culo, ou com o desenho de uma nuvem, ou ainda um quadra

do;

com um pouco de explicação ou recordação do que a cri

ança já aprendeu na sala de aula, o adulto pode lembrá-la que

as vozes verbais estão dividas em três grupos, e propor que se

jam colocadas no Mapa. Para isso a criança desenha três li

nhas grossas que saem do centro (tema), e em cima de cada li

nha coloca a palavra que representa cada uma das três divi

sões. Em seguida ela completa com os desenhos ou figuras

para cada palavra, que já fez previamente;

A divisão principal do Mapa Mental então está pronta,

agora vamos para subdivisões, procedendo da mesma forma,

incluir duas linhas ligadas à linha onde está escrito “passiva”,

de forma que possa incluir suas subdivisões: sintética e analí

tica. Ela deve fazer o mesmo para “reflexiva”;

Quando a estrutura toda do Mapa estiver pronta, então

você pode brincar um pouco com a criança com os exemplos,

fazendo como um teatro, de forma divertida onde ela possa

participar repetindo ou falando o contra-exemplo daquilo que

você fala. Por exemplo: na voz ativa “Eu mordo a sua boche

cha”, se ela revidar, ai vem o exemplo da passiva “Minha bo

96

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checha foi mordida por um tigre feroz”, e assim por diante.

Note que algumas crianças fixam ainda mais as memórias

caso sua motricidade ou suas sensações sejam também esti

muladas, assim, ao expressar que morde a sua bochecha, por

que não brincar de morde-la ao mesmo tempo? Assim que

perceber que a criança já falou frases que contenham os três

tipos de vozes verbais, então solicite para ela escrever as fra

ses em papeizinhos coloridos e recortados em diferentes for

matos (oval, nuvem, retângulo, etc) – “post it” podem ajudar

bastante nesse momento;

Volte para o Mapa e explique onde colocar cada uma das

frases dos papeizinhos, que são os exemplos das vozes verbais.

Onde se encaixam no Mapa Mental. Ao mesmo tempo provi

dencie que sejam colocados ou colados pela criança na divisão

onde devem estar.

97

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Agora veja tudo isso depois de pronto como ficaria em

um Mapa Mental:

Legal não é mesmo? Está achando divertido e colorido?

Imagine então uma criança o que vai achar! Ela não vai nem

perceber que estudou durante esse tempo, pois para ela vocês

estavam brincando. Além de obter um rendimento de estudo

muito melhor para ela, você será a pessoa mais querida e re

quisitada para ajudar nos deveres de casa – em breve ela sabe

rá fazer isso tudo com autonomia, enquanto transforma o seu

estudo numa oportunidade de prática de várias formas de re

presentar a linguagem que lhe serão extremamente úteis no

futuro!

Note que qualquer matéria pode ser estudada com Mapas

Mentais, que comprovadamente é uma “ferramenta” poderosa

para qualquer tipo de pessoa, não só crianças, como já menci

onado. Só para você ter uma idéia do poder dessa ferramenta

chamada Mapas Mentais, atualmente ela vem sendo utilizada

como auxiliar no estudo para crianças com dislexia, com re

sultados maravilhosos. Se você quiser ler mais sobre isso visi

te o site da BBC News e leia uma matéria datada de

14/Abril/2002.

Experimente transformar os deveres de casa em ativida

des motivantes, divirta-se e depois conte-nos os resultados!

Se quiser poderá nos enviar cópias dos Mapas Mentais

que construir junto com suas crianças, pois assim poderemos

incluí-los em nosso arquivo, e eventualmente publicá-los no

98

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site, como exemplos para outros tantos pais, tios, tias, avós

que poderão motivar-se a transformar o momento do dever de

casa divertido.

Conclusão

Mesmo que você tenha estacionado seus dons artísticos

naqueles desenhos de sóis, pássaros e casinhas no campo, sem

perspectiva ou profundidade, não se lembrando de como com

binar melhor as cores, saiba que tais estratégias de expressão

podem ser desenvolvidas a partir de onde você parou. Quer

você decida ou não buscar o desenvolvimento de tais estraté

gias mentais a partir de agora, é importante que você tenha

em mente que poderá proporcionar aos seus alunos ou filhos

uma vida escolar mais produtiva e de menor esforço em deco

rar ou memorizar os conteúdos, pois, como adultos sabemos

que a maior parte deles pouco nos serviram, exceto como in

formações que, muitas delas, já não correspondem mais à rea

lidade.

Bibliografia

Bovo, V. & Hermann, W. – “Mapas Mentais – Enriquecen

do Inteligências” – Edição dos autores

99

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20.

20.

M

M

APAS

APAS

 M

 M

ENTAIS

ENTAIS

Por Viviani Bovo

m rápido texto de apresentação de uma das mais po

derosas “ferramentas” de aprendizado, memoriza

ção, organização e síntese de informações.

U

Contexto

Quando as tecnologias de educação e de aprendizagem se

equipararem ao grau de desenvolvimento que as tecnologias

científicas e industriais tais como: eletrônica, micromecânica,

genética, químico-farmacêutica, entre outras, será possível a

qualquer ser humano aprender mais rapidamente que os su

perdotados atuais, isto é, crianças que já aos doze ou treze

anos de idade freqüentam a universidade!

Artigo

Qual será a diferença que faz a diferença?

Alguma vez você já parou para observar o desempenho de

alunos que estudam, estudam e conseguem apenas notas re

100

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gulares ou fracas? E na contra partida outros alunos que com

muito menos esforço conseguem se destacar nos estudos, ti

rando excelentes notas?

Pois é, se você já fez esse tipo de observação deve ter che

gado à conclusão óbvia que nem sempre o desempenho está

condicionado ao tempo de dedicação, e deve ter se pergunta

do: o que funciona de forma diferente entre esses alunos?

Você ainda pode ter usado esse mesmo raciocínio para

comparar pessoas que se destacam brilhantemente em suas

profissões, enquanto outras ficam estagnadas no “comum”, e

mais uma vez se perguntou: o que será que elas têm de dife

rente?

Impulsionados por dúvidas semelhantes, vários pesquisa

dores, no mundo todo, começaram a estudar o comportamen

to dessas talentosas pessoas, e o resultado de seus estudos e

pesquisas os levou a desvendar os caminhos ou estratégias de

funcionamento que tais pessoas utilizam.

Uma vez conhecendo os caminhos ou estratégias de fun

cionamento, os pesquisadores começaram a desenvolver mo

delos de funcionamento, e com base neles criaram “ferramen

tas” que pudessem ser usadas por todos, de forma a desenvol

verem novos caminhos de aprendizagem e busca de excelên

cia, apropriados para esse mundo em que vivemos da con

quista do espaço sideral e do átomo. E assim, proporcionando

meios a todos que quisessem aprender como trilhar os mes

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mos caminhos ou usar as mesmas estratégias que os “talento

sos” já utilizavam natural e inconscientemente.

A aplicação de tais “ferramentas” acabou comprovando

aquilo que os pesquisadores desejavam mostrar, pois as pes

soas que se utilizavam delas obtinham excelentes resultados,

provando com isso, que não existe pessoa mais inteligente ou

pessoa menos inteligente, tudo é uma questão de técnica e de

estratégia.

Atualmente podemos afirmar que só não aprende quem

não quer, pois existem técnicas e “ferramentas” para desen

volver quase todos os tipos de habilidade ou inteligência, bas

ta buscar por elas.

Falando um pouco sobre inteligência, o psicólogo ameri

cano Howard Gardner, da Universidade de Harvard, catalo

gou em suas pesquisas que temos nove tipos de inteligência:

verbal-lingüística, lógico-matemática, corporal-cinestésica,

musical, visual-espacial, intrapessoal, interpessoal, naturalista

e espiritual-existencial. E que as pessoas que mais se desta

cam, conseguem mantê-las em desenvolvimento e ao mesmo

tempo em harmonia.

Se observarmos essas inteligências separadamente, nota

remos que algumas estão ligadas ao funcionamento do lado

esquerdo do cérebro, enquanto que outras estão associadas ao

lado direito do cérebro. Esse é um modelo de funcionamento

cerebral que também foi adotado e estudado pelos pesquisa

dores mencionados acima, que divide o funcionamento do cé

102

http://www.idph.com.br

rebro em dois hemisférios, direito e esquerdo, onde cada um

teria funções específicas.

O lado esquerdo seria responsável pelo racional, portan

to, apreende e decide qualquer situação de maneira lógica e

em ordem seqüencial, cronológica, analisando e avaliando

parte por parte, ou seja, em detalhes. Sendo o local do pensa

mento concreto e da linguagem, este hemisfério processa pa

lavras, letras, números, códigos, cifras e enxerga tudo em pre

to e branco.

Já o hemisfério direito seria responsável pelo emocional,

que identifica as sensações e sentimentos, sendo o lado da in

tuição, que vê cores, imagens, percebe ritmos, melodias e mú

sicas. Conseguindo examinar a relação entre as partes numa

visão global e holística, fazendo abstrações, vendo grandes

imagens e suas várias associações.

A conclusão a que chegaram os pesquisadores foi que

para se ter melhor desempenho, o caminho era utilizar a mai

or parte possível do potencial do cérebro e, a melhor forma,

seria integrando as capacidades dos dois hemisférios.

Foi nessa linha de pensamento que surgiram as mais po

derosas ferramentas de auxílio na aprendizagem. Algumas de

las são: PNL (Programação Neurolingüística) dos pesquisado

res americanos John Grinder e Richard Bandler, Sugestologia

do búlgaro Georgi Lozanov, Mapa Mental do inglês Tony Bu

zan, PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental) desen

volvido pelo romeno Dr. R. Feuerstein.

103

http://www.idph.com.br

Essas técnicas e “ferramentas” são extremamente pode

rosas, cada uma com seu objetivo particular, porém, entre elas

o Mapa Mental é uma das mais simples de ser aprendida e

conseqüentemente divulgada. Proporciona resultados maravi

lhosos no desempenho de alunos que passaram a utilizá-la

como instrumento de estudo.

Se levarmos em conta que 90% da informação está conti

da em apenas 10% das palavras de um texto, entenderemos

porque o Mapa Mental é tão eficiente como ferramenta de

aprendizagem, contribuindo sensivelmente para a melhora da

compreensão e da memorização, além da economia de tempo

despendido para estudo, que pode ser reduzido em até 75%.

O Mapa Mental surgiu a partir de observações de seu cri

ador Tony Buzan sobre os comportamentos de alunos ou cole

gas de estudo que obtinham bons resultados utilizando estra

tégias de trabalho e de anotação diferenciadas. Constatou ain

da que obtinham um bom desempenho sem despender muito

tempo de preparo e, ao analisar cuidadosamente como faziam

isso, notou que se utilizavam muito de desenhos, cores, ilus

trações, símbolos e setas, além de marcarem as palavras cha

ves dos textos de estudo com canetas coloridas.

Em resumo o que faziam era sinalizar de forma bastante

atrativa e destacada os pontos importantes de um texto de es

tudo, exatamente como vemos em um mapa de uma cidade

elaborado para os turistas, onde todos os pontos de visitação

estão destacados e ordenados para que se organizem e se loca

104

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lizem durante sua visita. Revelando como a cidade funciona

no todo e como os pontos podem ser interligados entre si.

Porque o Mapa Mental funciona? Você já deve ter visto,

ou mesmo elaborado, resumos em forma de esquema, pois en

tão, o Mapa Mental tem o mesmo princípio, sendo diferente

no formato (teia ou radial divergente) e usando poucas pala

vras, mas, com muitas imagens e cores, promove a integração

de operação dos dois hemisférios cerebrais.

O formato de teia de um Mapa Mental tem uma estrutura

muito forte por causa das vinculações, é como podemos ver na

teia da aranha, quando um fio da teia está solto é vulnerável e

frágil, enquanto que ligado a ela, se beneficia do apoio da es

trutura toda e ajuda a fortalece-la. Também podemos sentir a

força e a importância das vinculações ainda neste exemplo,

quando observamos a teia da aranha ser atingida por algum

objeto em um ponto específico – toda a estrutura se abala, fa

zendo com que a perturbação chegue até a aranha que nor

malmente está no centro.

Enfim o Mapa Mental é uma ferramenta poderosa de

anotação de informações de forma não linear, ou seja, elabo

rado em forma de teia, onde a idéia principal é colocada no

centro de uma folha de papel branco (sem pautas), usada na

horizontal para proporcionar maior visibilidade, sendo que as

idéias são descritas apenas com palavras chaves e ilustradas

com imagens, ícones e com muitas cores. Uma outra analogia

muito interessante para compreendermos o Mapa Mental é o

105

http://www.idph.com.br

crescimento estruturado de uma árvore e seus galhos. Do cen

tro divergem troncos principais abrindo cada tópico do assun

to principal, e de cada um deles, saem galhos menores com os

detalhes explicativos.

Assim desenhado, um Mapa Mental está organizando e

hierarquizando os tópicos de um assunto, ao mesmo tempo

em que sintetiza, fornecendo a visão global, mostra os deta

lhes e as interligações do assunto e, por fim, com a utilização

das figuras e cores, promove a memorização das informações

ao estimular ambos hemisférios cerebrais. Sendo uma “ferra

menta” muito útil para várias aplicações, tais como: anotações

de aulas, resumo de livros, planejamento de eventos ou pales

tras, entre outros.

É muito divertido e fácil fazer um Mapa Mental. Mesmo

que você dedique um pouco mais de tempo na elaboração

dele, terá uma economia bastante considerável quando for o

momento de estudar e memorizar as informações.

Agora você já sabe qual é uma das diferenças que fazem

uma grande diferença, então, se sua estratégia pessoal de es

tudo ou de organização do trabalho não estão dando o resulta

do que você gostaria, mude, procure novos caminhos.

Um desses caminhos pode ser o Mapa Mental. Sendo que

agora você já possui as dicas de como fazer um… Portanto,

mãos a obra, experimente! E lembre-se sempre: só não apren

de quem não quer!

106

http://www.idph.com.br

Conclusão

Desde que não recebemos um manual de instruções de

como funciona a milagrosa “máquina” humana, resta-nos a

benção de aprender! Mas com quem devemos aprender? Com

aqueles que demonstram na prática que seus funcionamentos

lhes garantem melhores resultados. Quando disserem que

uma pessoa é mais hábil que outra, saiba que a principal dife

rença não está na “máquina” humana dessa pessoa, mas sim

no “programa” (“software”) que ela está utilizando: portanto,

trate de atualizar seus programas para obter resultados com

patíveis com aqueles que observa serem melhores que os seus!

107

http://www.idph.com.br

Exemplo de Mapa Mental

Veja também a nossa seção de

links

9

, onde estão listadas

diversas referências sobre o assunto.

9

http://www.idph.com.br/links

108

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21.

21.

A

A

PRENDIZAGEM

PRENDIZAGEM

 A

 A

CELERADA

CELERADA

DE

DE

 L

 L

ÍNGUAS

ÍNGUAS

 E

 E

STRANGEIRAS

STRANGEIRAS

 I

 I

Por Walther Hermann Kerth Junior

ápida descrição de um de nossos mais conhecidos

programas de treinamento que pontua algumas das

maiores contradições dos métodos convencionais de

estudo de idiomas estrangeiros.

R

Contexto

Vivemos numa época na qual, embora a tecnologia seja

capaz de fazer maravilhas, a educação de massa ainda não foi

contemplada com as maiores e melhores descobertas das ci

ências comportamentais. Está na hora de levarmos tais avan

ços no conhecimento para o grande público, dessa forma, tor

narmos conscientes dos paradoxos e contradições de setores

da educação atrasados pode contribuir para uma insatisfação

que estimule a mudança.

109

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Artigo

Aprendizagem Acelerada de Línguas é um programa de

treinamento instrumental e intensivo em estratégias de

aprendizagem de línguas estrangeiras com o objetivo de abre

viar a jornada de aprendizagem de habilidades de comunica

ção e expressão em outras línguas.

Este seminário foi especialmente desenvolvido para as

pessoas que querem aprender de forma mais rápida, simples e

agradável ou para aquelas que não têm se adaptado às meto

dologias convencionais de estudo de idiomas. O público prin

cipal deste seminário constitui-se de pessoas que querem ou

necessitam falar outras línguas, sejam iniciantes absolutos,

pessoas que já lêem e/ou escrevem ou mesmo aquelas que já

falam outros idiomas, mas ainda não aprenderam a pensar na

própria língua estrangeira.

O caminho mais curto para compreender este programa é

por comparação com um curso convencional de idiomas.

Quando uma pessoa se matricula em um curso tradicional de

línguas, metaforicamente, podemos comparar isso à compra

de um “peixe”. Este seminário possui como objetivo “ensinar a

pescar”. Muitos de nós já ouvimos falar em pessoas que pos

suem uma grande facilidade de aprender idiomas, pessoas que

aprendem sem esforço algum. Possivelmente, também, já te

nhamos ouvido falar que existem alguns professores de lín

guas que nunca freqüentaram um curso formal de idiomas:

são auto-didatas. Cada um de nós mesmos, um dia, já partici

110

http://www.idph.com.br

pou de, pelo menos, um desses grupos. E essas pessoas não

possuem, de fato, “um olho ou um ouvido a mais”! Apenas

usam seu aparato sensorial de uma forma mais útil para essas

aprendizagens específicas.

Este programa, portanto, pretende instalar e ativar esses

instrumentos e ferramentas de alto desempenho próprios de

processos naturais e inconscientes de aprendizagem para que

o indivíduo adquira autonomia para se orientar durante o seu

processo de aprendizagem de idiomas. Efetivamente, todos

nós já fomos extremamente bem- sucedidos na mais complexa

das tarefas: aprender a “primeira grande língua estrangeira”,

antes da qual sequer tínhamos o pensamento lógico estrutura

do, e que, normalmente, é chamada de língua mãe. Conside

rando esse sucesso precoce, podemos nos perguntar: por que

deixamos de nos utilizar daquela forma natural e simples de

aprender?

As habilidades treinadas neste curso também permitem

aos participantes a descoberta de significativos ganhos secun

dários, que incluem as aprendizagens inconscientes, soluções

terapêuticas, planejamento pessoal e descoberta do infinito

manancial de conhecimento que reside dentro de cada um de

nós. Graças a essa outra dimensão deste curso, ele também se

destina a pessoas que queiram melhorar a comunicação em

público, sua concentração, sua criatividade, auto-motivação e

aprender a gerenciar o estresse decorrente dos processos de

aprendizagem e mudança.

111

http://www.idph.com.br

As tecnologias utilizadas incluem o uso da Hipnose na

Educação, do Aprendizado com o Hemisfério Cerebral Direito,

da Programação Neurolingüística e da Aprendizagem Acelera

da. Os treinamentos possuem dezesseis horas de duração e

são realizados em finais de semana ou durante uma única se

mana, de segunda a sexta (mais recentemente, está sendo

apresentado, também, num formato compacto: dez horas).

“Encontre um ponto de apoio, e será possível levantar o

mundo!”. Essa é uma frase célebre de um filósofo do passado

que havia descoberto como realizar grandes tarefas com pe

quenos esforços – o princípio da alavancagem. É quase unâni

me a ponderação de que a melhor forma de aprendermos uma

língua estrangeira é realizada ao nos mudarmos para o país de

origem dessa língua. Nessas circunstâncias, o aprendizado é,

consensualmente, completamente caótico. Contraditório,

não? Por que, então, as escolas convencionais tornam as aulas

tão organizadas e lineares?

Há algo ainda bastante interessante. Todos nós temos

dito que talvez seja mais difícil aprender a primeira língua es

trangeira, porém ao aprendermos a segunda, a terceira etc.,

torna-se progressivamente mais fácil. O que é que aprende

mos além da língua que nos torna mais fáceis os próximos

aprendizados? Aprendemos a aprender! Aprendemos o que é

importante e o que não é, aprendemos a perceber, a nos con

centrar e a nos expressar com outras sonoridades.

112

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O Programa de Treinamento Aprendizagem Acelerada de

Línguas é uma moderna tecnologia elaborada com o objetivo

de instrumentalizar pessoas para a aprendizagem rápida e

efetiva de comunicação e expressão em línguas estrangeiras. É

um curso direcionado a pessoas que ainda não conhecem o

potencial de recursos de aprendizagem que reside em suas

mentes não conscientes – dizem que um humano mediano

utiliza apenas 5% de suas capacidades mentais! Também re

sulta da participação neste curso a abertura da percepção para

utilizar uma parte bastante maior do potencial inconsciente

de discernir e aprender.

Conclusão

Todos nós aprendemos o mais difícil “idioma

estrangeiro”: a língua materna. Se fomos capazes de conquis

tar esse desafio com sucesso, qualquer outra língua torna-se

simples de ser aprendida se utilizarmos as mesmas ferramen

tas e o mesmo processo pelo qual adquirimos proficiência na

primeira língua. Porém, os métodos tradicionais insistem em

nos convencer do contrário ao oferecer o conhecimento numa

seqüência oposta àquela do aprendizado natural.

113

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22.

22.

A

A

PRENDIZAGEM

PRENDIZAGEM

 A

 A

CELERADA

CELERADA

DE

DE

 L

 L

ÍNGUAS

ÍNGUAS

 E

 E

STRANGEIRAS

STRANGEIRAS

 II

 II

H

H

IPNOSE

IPNOSE

 A

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PLICADA

PLICADA

À

À

 E

 E

DUCAÇÃO

DUCAÇÃO

Por Walther Hermann Kerth Junior

ma rápida apresentação dos resultados obtidos no

nosso mais conhecido programa de treinamento:

Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras.

U

Contexto

Buscando ocupar a lacuna de ferramentas de apoio para

pessoas que têm dificuldades de aprender ou bloqueios para

falar idiomas estrangeiros, especialmente a língua inglesa,

preparamos uma metodologia com alta taxa de sucesso para

esse público e também para aqueles que desejam maior velo

cidade de aprendizado de idiomas.

Artigo

A prática da Hipnose aplicada à educação é diferente da

Hipnose de palco (bastante conhecida pelas influências men

tais, manipulação da vontade alheia e pelo pêndulo). É ainda

diferente da Hipnose terapêutica que trabalha com regressões

114

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ou sugestões em estados semiconscientes de relaxamento ou

totalmente inconscientes (menos utilizados atualmente).

A Hipnose Aplicada à Educação, ao contrário, serve para

hiper-estimular as funções dos hemisférios cerebrais, princi

palmente do hemisfério cerebral direito, para que haja uma

reintegração de estilos de processamento dos hemisférios ce

rebrais, condicionando assim a uma abertura dos canais de

aprendizagem, desatrofiando os canais de percepção e fazen

do com que a pessoa possa estar utilizando todo o seu aparato

sensorial e todo seu potencial mental. Em momento algum a

pessoa fica inconsciente do que esta acontecendo.

A Hipnose aplicada à Educação, atualmente chamada de

Concentração Dinâmica, serve também para instalar o apren

dizado profundo ou inconsciente, resgatar os aprendizados já

adquiridos, isto é, trazer à tona arquivos de memória até en

tão esquecidos e reativar processos de aprendizado. Um dos

principais ganhos das pessoas que é o desbloqueio, além dis

so, com técnicas as pessoas aprendem como gerenciar os me

dos e impedir que muitas barreiras atrapalhem o desempenho

em aprender uma língua estrangeira ou mesmo qualquer ou

tro aprendizado.

A hiper-estimulação do hemisfério cerebral direito propi

cia à pessoa a possibilidade de criar uma nova identidade de

falante da língua estrangeira, isto é, aprender a estar em pri

meira pessoa ao se expressar e começar a pensar no idioma,

que é um dos maiores dificuldades que as pessoas têm quando

115

http://www.idph.com.br

vão estudar o inglês (ou qualquer outra língua estrangeira).

Por exemplo, a pessoa pensa em português e fala em inglês,

isso condiciona o cérebro a pensar em dois tempos, impossibi

litando se chegar a fluência de alto nível do idioma.

Uma criança até os seis anos de idade não tem uma domi

nância de hemisfério cerebral estabelecida, trabalha com os

dois simultaneamente, quando entra para a escola. Através de

nossa cultura cujo estilo de processamento é quase totalmente

de hemisfério esquerdo (pensamento lógico e cartesiano), a

criança deixa de utilizar as percepções de cérebro direito e co

meça a criar alguns bloqueios, limites e medos que se alojam

no inconsciente. Tudo isso promovido pela própria educação

formal, e isso ao longo de toda nossa formação escolar.

Nosso trabalho serve como um “lubrificante” que faz com

que os canais de aprendizado comecem funcionar de uma for

ma melhor e o indivíduo possa estar aprendendo cada vez

mais rápida e mais naturalmente, servindo para qualquer pes

soa. Pesquisas relacionadas com o cérebro humano constata

ram que quanto mais velhas as pessoas maior a capacidade de

aprender, a não ser que elas tenham aprendido muitos blo

queios e limites.

Nosso programa de treinamento tem uma duração de 16

horas e é realizado em finais de semana, (sábado e domingo).

Utilizamos técnicas de aprendizado nas quais a idéia essencial

é o como aprender, utilizando a língua inglesa pra criar os ce

nários, trabalhando com ritmo, entonação e musicalidade da

116

http://www.idph.com.br

língua falada, partimos do pressuposto de que apenas 7% da

comunicação é constituída por palavras, e são exatamente os

outros 93% que desenvolvemos maior ênfase em nosso curso.

Aprenda a aprender e descubra a magia daquelas pessoas

que aprendem sem nenhum esforço, de forma rápida e natu

ral.

Conclusão

Mais algumas questões envolvidas no desbloqueio da

aprendizagem de idiomas para complementar outros textos

direcionados para diferentes graus de necessidade do merca

do de idiomas.

117

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23.

23.

C

C

ONTRADIÇÕES

ONTRADIÇÕES

DO

DO

 A

 A

PRENDIZADO

PRENDIZADO

 T

 T

RADICIONAL

RADICIONAL

DE

DE

 I

 I

DIOMAS

DIOMAS

Por Walther Hermann Kerth Junior

esde que as taxas de sucesso do aprendizado conven

cional de idiomas estrangeiros (especialmente o in

glês) sejam tão desanimadoras, algo deve ser feito

para mudarmos esses resultados. Dessa forma, se esse texto des

pertar sua curiosidade ou insatisfação, isso contribuirá para uma

grande reflexão e, quem sabe, revisão nos métodos convencio

nais.

D

Em primeiro lugar, considero que até mesmo os adultos

sejam tratados como crianças nesses tipos de cursos, você não

concorda? Que prova ou avaliação melhor, existe para um

adulto, do que a experiência diária de utilização daquilo que

aprende? São pressionados e comandados em seu processo de

descoberta e aprendizado, será que não existiria uma forma de

motivá-los a buscar e aprender em suas próprias áreas de in

teresse? Da mesma forma que as mais modernas doutrinas de

ensino infantil estão propondo a educação das crianças (méto

dos ainda restritos à educação particular na maior parte das

vezes).

118

http://www.idph.com.br

Além disso, os métodos convencionais viraram de ponta-

cabeça o processo natural de aprendizado de uma criança

(que, por sinal, é parte da história de todos nós!), ou será que

você já viu uma criança aprender gramática ou conjugação

verbal antes de saber falar! Será também que você já viu uma

criança aprender a falar sua própria língua em salas com ou

tras crianças do mesmo nível? Não, elas aprendem no caos,

junto com adultos e crianças de diferentes níveis que, paulati

namente, vão lhes ensinando e corrigindo através do uso repe

tido.

Outro grande mito que, em geral, justifica o baixo desem

penho do aprendizado de adultos é que as crianças aprendem

com muito mais facilidade… Você já viu uma criança aprender

o idioma materno (a ponto de manter uma conversa) antes de

ter aproximadamente três ou quatro anos? Se lembrarmos

que o aprendizado da língua mãe começa ainda no útero

(através das estimulações táteis do movimento rítmico respi

ratório da mãe e dos resíduos de sons que possam captar),

esse complexo processo leva ainda mais alguns meses. É tão

complexo que a criança terá que aprender simultaneamente a

coordenar todo o aparelho respiratório e a emissão ordenada

de sons, aprender a pensar de uma forma logicamente estru

turada (sintaxe da linguagem), padrões de comunicação ges

tual e tonal, além de memorizar as palavras de seu repertório

inicial! Entretanto, todos nós conhecemos algum adulto ou

pessoas a quem atribuímos a facilidade de aprender outros

idiomas; e que aprenderam em alguns meses ou poucos

119

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anos… É muito mais fácil para um adulto, não somente por

que já conhece o caminho (o processo – já aprendeu o primei

ro e mais difícil idioma, chamado de língua mãe), mas tam

bém porque já sabe pensar de uma forma logicamente estru

turada além de saber coordenar seus aparelhos fonador e res

piratório!

Então eu pergunto, por que abandonar um processo de

aprendizado que já garantiu o sucesso no aprendizado do pri

meiro e mais difícil idioma? Lembre-se que as pessoas a quem

atribuímos a facilidade de aprender idiomas não possuem, de

fato, um olho ou um ouvido a mais, nem sequer uma outra

boca que lhes tornasse tal desafio mais fácil! Apenas usam seu

aparato sensorial de uma forma mais produtiva para essas

aprendizagens específicas.

É quase unânime a ponderação de que a melhor forma de

aprendermos uma língua estrangeira é realizada ao nos mu

darmos para o país de origem dessa língua. Nessas circuns

tâncias, o aprendizado é admitido como sendo completamente

caótico. Contraditório, não? Por que, então, as escolas conven

cionais tornam as aulas tão organizadas e lineares?

Há algo ainda bastante interessante. Todos nós temos

dito que talvez seja mais difícil aprender a primeira língua es

trangeira, porém para aprendermos a segunda, a terceira etc.,

admitimos ser progressivamente mais fácil. O que é que

aprendemos além da língua que nos torna mais fáceis os pró

ximos desafios de aprendizados? Aprendemos a aprender!

120

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Distinguimos o que é importante do que não é, aprendemos a

perceber, descobrimos como memorizar e como nos lembrar,

como construir a nova identidade lingüística (isso mesmo,

uma nova identidade psicomotora), aprendemos a nos con

centrar e a nos expressar com outras sonoridades. Encontra

mos o caminho das pedras ou a receita de bolo de como abor

dar o próximo desafio de aprender uma nova língua estrangei

ra, quer conscientemente ou não.

Outro paradoxo interessante, você sabia que os arquivos

de memória do idioma falado e da língua compreendida inte

lectualmente são diferentes? Isso justifica o fato de existirem

pessoas que falam, mas não escrevem, ou pessoas que lêem e

escrevem, mas não falam ou entendem o discurso! Aprender

com qualidade, portanto, significa desenvolver cada uma des

sas diferentes habilidades coordenadamente com as outras.

Se acreditarmos que a educação e as tecnologias de

aprendizagem de massas ainda são alguns dos campos do co

nhecimento mais atrasados e obsoletos de nossa civilização,

certamente essa doutrina se estende ao universo do aprendi

zado de idiomas também, e não somente no Brasil!!!!!!! Pense,

por exemplo, na quantidade de analfabetos funcionais, aque

les que embora saibam escrever, reconhecer letras e pronunci

ar os sons das palavras, não sabem compreender aquilo que

lêem nem sequer expressarem-se através da escrita…

Bem, no que diz respeito ao aprendizado de idiomas, al

gumas dessas contradições mencionadas deram impulso para

121

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uma pesquisa sobre como seria possível aprendermos com

mais facilidade, naturalidade e prazer, e se transformou num

programa de treinamento chamado OLeLaS (Sistema Aberto

de Aprendizado de Idiomas), cujo seminário mais conhecido é

apresentado pelo IDPH com o nome de “Memorização e Moti

vação para Aprender Idiomas” cujo principal objetivo é ensi

nar os estudantes de idiomas a “pescar” em vez de lhes “ven

der peixes”.

Reedição do livro “O Salto Descontínuo”

© 1996, Walther Hermann

122

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24.

24.

S

S

UGESTÕES

UGESTÕES

PARA

PARA

 E

 E

SCOLHER

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O

O

 P

 P

RÓXIMO

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 C

 C

URSO

URSO

DE

DE

 I

 I

DIOMAS

DIOMAS

Por Walther Hermann Kerth Junior

uando você for se matricular no próximo curso de in

glês, ou mesmo outros idiomas, é interessante que você

saiba do seguinte:

Q

Em torno de 80% a 90% das pessoas que estão

freqüentando um curso tradicional de línguas estran

geiras, nesse exato momento, não vão sair falando o

idioma que desejam! Se você não acredita nessa esta

tística, comece a perguntar para todas as pessoas que

conhece: quantas estudam ou estudaram e quantas

verdadeiramente falam! Isso é verdade até para alu

nos de letras de nível superior!

Em torno de 80% a 90% das pessoas que falam um

idioma estrangeiro qualquer, não o aprenderam sen

tados num banco de escola. Alguns deles freqüenta

ram cursos também, mas não foi o conteúdo das esco

las que lhes garantiram sucesso na empreitada de do

minar o idioma. Todos eles possuem um forte compo

123

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nente de autodidatas, sendo que grande parte deles

utilizava as lições da escola para obter algum conheci

mento diretamente na língua em questão. Muitos de

les nunca freqüentaram escolas de idiomas, eram ape

nas adolescentes, apaixonados por algum grupo de

rock e, no intuito de saberem mais sobre seus ídolos e

cantarem suas músicas, superavam o desafio de

aprender o idioma! Se não acreditar nisso, faça a pes

quisa pessoalmente.

Portanto, se quiser verdadeiramente aprender a falar um

idioma estrangeiro, saiba que será muito mais fácil se encon

trar algum conteúdo de estudo de seu interesse que esteja es

crito, cantado, narrado, etc, nesse determinado idioma.

Além disso, ao procurar uma nova escola para estudar,

negocie com o coordenador ou gerente da escola a possibilida

de de assistir uma ou duas aulas nas turmas do último estágio

desse método: mesmo que você não saiba nada desse idioma!

Isto é, comece pelo fim, para descobrir para onde estará cami

nhando!

Ao assistir essa aula (caso exista alguma turma do último

estágio em andamento), observe se os alunos se comunicam

com desenvoltura – não apenas utilizando-se de frases pron

tas; note se a expressão deles, ao utilizarem- se do idioma

para se comunicarem, é de satisfação e é descontraída; preste

atenção se realmente dominam a comunicação nesse idioma.

Em caso de mais de 50% da turma possuírem esse domínio do

124

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idioma, saiba que se você concluir o curso no qual está se ins

crevendo, você fará parte dessa estatística, portanto pode se

matricular!

Porém, se menos da metade da turma conhecem aquilo a

que se propuseram, saiba que se você se inscrever nessa esco

la, também fará parte dessa estatística de insucessos!

125

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25.

25.

U

U

M

M

 S

 S

ALTO

ALTO

À

À

 F

 F

RENTE

RENTE

NO

NO

 A

 A

PRENDIZADO

PRENDIZADO

DE

DE

 L

 L

ÍNGUAS

ÍNGUAS

Por Walther Hermann Kerth Junior

e uma forma um tanto caótica (circular) e incomple

ta, esse artigo tem a finalidade de apresentar algu

mas questões relacionadas ao mito da dificuldade de

se aprender alguma língua estrangeira. Estatisticamente, o grau

de sucesso dos cursos de idiomas em entregarem aos seus clien

tes aquilo que prometem é extremamente baixo! Talvez você

concorde comigo em acreditar que os métodos convencionais de

aprendizado “viraram de ponta-cabeça” o processo natural ob

servável numa criança que aprende o idioma materno. Essa e

outras contradições aqui comentadas indicam a necessidade ur

gente de buscarmos novas alternativas de ensino e aprendizado.

D

Contexto

Esse artigo constitui o primeiro esboço de idéias, ainda

desordenado, que deu origem ao livro “Domesticando o Dra

gão – Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras”. Se o

artigo não apresenta as técnicas utilizadas no curso que deu

origem ao livro, é apenas porque sua descrição aqui fugiria do

126

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verdadeiro apelo do livro: que é uma grande mudança de pa

radigma de aprendizagem e, portanto, que demandava uma

revisão da filosofia e dos conceitos que norteiam o ensino con

vencional de idiomas estrangeiros.

Artigo

Muitas e muitas vezes, em nossa vida, escutamos coisas e

frases que nos despertam a curiosidade, porém, na maior par

te das ocasiões, o conteúdo é tão distante de nossas realidades

e percepções que nos contentamos em reproduzi-las e passá-

las à frente sem maiores esforços e considerações. Uma desta

crenças populares diz que o ser humano de nossa época, em

geral, utiliza-se de apenas 15% de sua capacidade física e 5%

de sua capacidade mental, em média. Desconsiderando-se a

precisão destes índices, resta-nos somente a percepção:

-“Como seria bom se pudéssemos…”

No meu caso particular, observo que talvez, exagerando

um pouco, eu tenha passado os últimos dez anos desapren

dendo coisas (resgatando a linguagem das percepções, deses

truturando e desarticulando pré-conceitos e preconceitos).

Trabalho de paciência (teria me expressado melhor se dissesse

“trabalho de chinês” ao projetar a ênfase neste significado,

mas isto é preconceito, ou talvez, pré-conceito).

Ainda esta última observação pode produzir ressonância

em algum leitor mas, em essência, só será curiosa para os pe

regrinos de tal estrada. O interessante, de verdade, são alguns

127

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dos resultados de tal jornada – afinal de contas uma longa for

mação em ciências exatas deveria servir, no mínimo, para de

finir distâncias, tempos, e avaliar, na prática, resultados men

suráveis. Algumas incursões no estudo de Geologia poderiam

ter deixado outros vestígios: a habilidade de construir mapas

para que outros possam encontrar a trilha.

Assim, apresentado o meu próprio perfil, fica fácil enten

der o significado de estudar estratégias de aprendizagem. Um

compromisso pessoal com o aprendizado cada vez mais fácil e

mais rápido. Essencialmente, esta é uma característica huma

na: observe uma criança e perceba como ela coleta impressões

do ambiente. Se você se dispuser a este exercício, perceberá o

quão rápido entrará em estado de devaneio e resgatará lem

branças de suas oportunidades de experimentações. Agradeça

seu coração. Ele, certamente, anseia com vigor por oferecer a

você muitas evidências de que você pode ter aprendido muitos

limites e, isto sim, possivelmente retarda sua habilidade de

aprender fácil e naturalmente.

Basta apenas alguns momentos. Você poderá ser agracia

do com algumas impressões que darão sentido não só cogniti

vo à seguinte oração: -“O ser humano aprende cada vez mais

fácil e mais rápido, a não ser que tenha aprendido muitos li

mites”. “Touché”!!

Uma outra estória interessante de aprendizagem rápida

tive oportunidade de observar neste ano que passou (1.996).

Voltando para casa num domingo à noite, atravesso a Av. Pau

128

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lista, muitas vezes, por dentro do Metro. Lá havia um cartaz

divulgando uma palestra sobre Síndrome de Pânico. Seria na

segunda-feira, o dia seguinte, às 19 horas, na Câmara Munici

pal. Ótimo, fui lá para ver.

De imediato percebi algo que, para mim, era bastante es

tranho: seria realizada no oitavo andar e começou com 45 mi

nutos de atraso! Eu não sofri com isso… Durante a espera tive

oportunidade de um longo bate-papo com um conhecido, jor

nalista. Porém, fiquei pensando como estariam se sentindo al

guns portadores da síndrome que porventura estivessem lá. A

resposta não tardou. De fato, mesmo antes de iniciar o evento

que reuniu aproximadamente 200 pessoas, uma senhora, sen

tada à minha frente, virou-se para nós e disse estar interessa

da em nossa conversa, cujo assunto era uma outra forma de

entender a manifestação (ou seria expressão?) da síndrome.

Esta senhora, que havia sido levada por duas moças (uma,

acredito, era sua filha), não queria mais permanecer no recin

to por estar se sentindo muito mal. Ao virar-se para nós e ex

pressar seu desconforto, formulei uma pergunta: -“A senhora

gostaria de se sentir melhor?” Surpresa!!! Por um lapso de

tempo, pude perceber em seu rosto uma expressão de surpre

sa e confusão. Pensei comigo: -“Talvez nunca, ninguém, tenha

lhe feito esta pergunta!” Passados alguns instantes, ainda

meio confusa, respondeu que sim. Pedi, então, que respondes

se quatro ou cinco perguntas após tê-las escrito em uma folha

de papel. Terminadas as respostas, terminado o mal estar, na

quele momento.

129

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Finalmente iniciou a palestra. Havia uma mesa onde ocu

pavam assentos um deputado, um representante do prefeito e

algumas profissionais de saúde pública (médicas e

psicólogas). Após a abertura oficial da palestra, sucederam os

seguintes eventos: uma médica ou psicóloga que, por vinte

minutos, falou sobre a instituição Associação de Síndrome de

Pânico (ou algo assim) e suas dificuldades de sobrevivência

por falta de recursos e um longo agradecimento ao deputado

que presidia a mesa pela sede desta associação que havia sido

providenciada por ele; vinte e cinco minutos de apresentação

da instituição e história de sua formação complementados por

depoimentos de três ou quatro pessoas beneficiadas pela asso

ciação em seus trabalhos de ajuda mútua sob orientação da

queles profissionais; (já eram 20:30h) e uma longa indução

hipnótica de aproximadamente 75 minutos realizada por uma

psiquiatra que descreveu, detalhadamente, toda evolução da

sintomatologia desta síndrome.

Acredito que as intenções de todos estes profissionais

eram muito boas e puras. Porém, os resultados considero ca

tastróficos. Para ter uma idéia, antes do final da última parte

da palestra, mais da metade dos presentes havia se retirado da

sala. Chamei de indução hipnótica por dois motivos: os resul

tados nas pessoas (havia uma amiga, portadora de alguns sin

tomas da síndrome, que me confidenciou, ao final do evento,

que havia sentido coisas que não sentia há muito tempo) e os

padrões de linguagem e entonações utilizados pela médica,

provavelmente, inconscientemente.

130

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Nesta ocasião, lembrei-me de um fato muito curioso que

eu vivera. Nas festas de natal do ano anterior, eu havia formu

lado votos de natal feliz e ano novo próspero para muitos cli

entes da minha academia. Alguns alunos são médicos e, para

um destes, dissera que torcia e esperava que seu consultório

estivesse lotado de pacientes no ano seguinte. De fato, desejei

a sua prosperidade. Porém, ao desejar-lhe aqueles votos, to

mei consciência de algo muito sério em nossa cultura: vive

mos orientados e focalizados em problemas, não em

soluções!! Imagine: o que estaria pensando um médico ou psi

cólogo, em seu consultório, se tivesse muitos horários dispo

níveis em sua agenda?

Aquela médica psiquiatra, reproduzindo toda sua experi

ência profissional, poderia ter usado aqueles setenta e cinco

minutos para falar sobre soluções. Poderia ter tentado, pelo

menos, fazer com que aquelas pessoas se sentissem melhor.

Mas ela, provavelmente aprendera apenas a perceber proble

mas. Sua intenção, quero acreditar, era boa. Porém, sua inter

venção, descobri, foi desastrosa!!

Voltemos agora às soluções. Mais precisamente às ques

tões de aprendizagem. Quer queiramos ou não, consciente

mente, aprender mais e mais rápido, teremos que lidar com

alguns limites que, ao longo de nossa vida e educação, coloca

ram ou colocamos dentro de nós mesmos. Apresento isto des

ta forma, pois acredito que, inconscientemente ou não, no

mais íntimo ser de cada um de nós, aprendizagem é um valor

131

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essencial em nossa hierarquia. Haja visto algumas evidências:

por mais cansados e exaustos que estejamos, se gozarmos de

uma saúde razoável, podemos dormir talvez oito, talvez quin

ze, ou mesmo vinte horas – mais cedo ou mais tarde, tomamos

uma inspiração profunda, abrimos os olhos e não consegui

mos mais ficar deitados na cama. Mais cedo ou mais tarde ha

verá algo nos impelindo e impulsionando para a vida e seu

movimento próprio!

Assim, supondo que, realmente , nosso “coração” possua

como um valor elevado a coleta de experiências e aprendiza

gens, agora passaremos à frente para discutir soluções, após

termos definido um cenário inicial e conhecido de limites cul

turais. Neste ensaio, propriamente, serão propostas soluções

em um ambiente específico: como falar línguas estrangeiras

mais rapidamente e com menos esforço. Este é um objetivo

que pode ser considerado bem formulado se possuir um pra

zo. Em contrapartida, definir como meta: aprender língua es

trangeira ou aprender a falar língua estrangeira é tão indefini

do quanto querer emagrecer e não, querer um determinado

peso. Se definirmos como objetivo um processo (aprender,

emagrecer, etc), obteremos como resultado a conquista do

processo e não necessariamente do fato!! Caso daqueles que

aprendem línguas a vida toda mas não falam ou emagrecem

todo o tempo mas nunca estão magros.

Então, aqui estaremos considerando um programa de

treinamento de estratégias de aprendizagem de línguas es

132

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trangeiras baseado em alguns dos novos paradigmas da edu

cação e do desenvolvimento de percepção. Algo que chamo de

educação acelerada e engloba o estudo e prática das seguintes

ciências: Programação Neurolinguística, Sugestologia (Suges

topedia, ou mesmo, Aprendizagem Acelerada), Pensamento

Lateral, Estados Alterados de Consciência em Aprendizagem,

Hipnose Aplicada à Educação, Design Human Engineering,

New Code, Inteligências Múltiplas, Fotoleitura, Aprendizagem

com os Dois Lados do Cérebro e ciências afins.

Depois de algumas décadas, finalmente, nestes últimos

anos têm surgido algumas novas possibilidades e alternativas

para aquelas pessoas que acham que não possuem talento ou

condições de se expressar em línguas estrangeiras.

Falando sobre possibilidades, podemos experimentar

algo interessante: são apenas duas brincadeiras. Escolha um

objeto qualquer ou imagine um. Se não conseguir imaginar,

apenas para efeito de experimentação, você pode se lembrar.

Defina-o ou descreva-o: o que é aquilo que você escolheu?

Simples, não é? Acredito que você tenha obtido quase instan

taneamente uma resposta assertiva e segura. Preste atenção

agora, preste muita atenção, agora, no que acontecerá dentro

de você ao iniciar a resposta para a pergunta seguinte (fique

muito atento às sensações e outras impressões): o que pode

ser aquele objeto? O que poderia ser aquele objeto? Perceba

que já não existe apenas uma resposta. Perceba também a

mudança de enfoque e percepção. Perceba qual foi o “botão”,

133

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que você ligou ou desligou dentro de você, para que seu siste

ma lhe oferecesse uma outra dimensão de percepção.

Um dia, durante uma palestra, pedi aos presentes que se

imaginassem como sendo um açucareiro (verdade, um açuca

reiro) – apenas um objeto que tinha à minha disposição na

quele momento. Quando percebi, havia uma moça, jornalista,

com os olhos arregalados. Perguntei. Ela respondeu que, assu

mindo esta identidade fictícia neste exercício, apenas desem

penhando um papel teatral, sua linguagem tornara-se inusita

damente clara e objetiva! Que “botão” ela ligou dentro dela

para ter acesso a essa dimensão de sua percepção? Percepção

esta que não estava disponível para sua consciência quando

vivia sua identidade normal. A prática de habilidades teatrais

pode ser muito interessante para as pessoas reconhecerem po

tencialidades adormecidas em seu interior.

Os principais objetivos deste seminário vivencial: Apren

dizagem Acelerada de Línguas, são instrumentalizar pessoas

que queiram falar línguas estrangeiras, estudam ou estuda

ram línguas durante longos períodos ou lêem, escrevem e,

muitas vezes, entendem, mas não desenvolveram ainda a ha

bilidade de falar e se comunicar fluentemente.

Evidentemente, um programa que possua como objetivo

a abertura da percepção para a aprendizagem ilimitada possui

uma série de benefícios secundários, cujas possibilidades se

rão apresentadas adiante, no final deste texto.

134

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Neste momento considero útil apresentar algumas expe

riências que serviram de referência para a arquitetura desta

metodologia. De um modo geral, são fatos que vivenciei com

pletamente esparsos e desconexos no tempo e que, ao tomar

consciência, eram somente curiosas percepções. Num belo

dia, ao sintetizar os objetivos para este curso, percebi que

aquelas memórias eram os tijolos básicos para a concepção

deste projeto. Chamo a elas de experiências de referência.

Ouvimos muitas pessoas afirmando que é difícil aprender

a primeira língua estrangeira, mas que a partir da segunda,

torna-se tudo bem mais fácil. Seja crença popular ou não, esta

observação denota que ao aprender uma língua, as pessoas,

em geral, aprendem algo mais: aprendem como se faz para

aprender línguas… Aprendem a aprender! Além disso, existe

um outro fato muito curioso: escolha algumas metas suas e se

pare-as em dois grupos – aquelas que você realizou e aquelas

que não se tornaram realidade. Qual é a diferença entre elas?

Observe, agora, alguns eventos que ocorreram em sua vida e

perceba que algumas coisas boas e importantes, você nem se

quer planejou: aconteceram quase que naturalmente. Como se

você fosse naturalmente conduzido a concretizá-las, esponta

neamente. Outra vez, qual é a diferença entre os planos que

você conquistou e aqueles que não saíram do papel?

Recentemente publiquei um livro. Muitos amigos e co

nhecidos me elogiaram pelo empreendimento. Eu respondia

agradecendo e explicando que não houvera esforço: simples

135

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mente aconteceu. Há sete anos iniciei um livro sobre a prática

esportiva (especificamente, Tênis) – que está metade pronto –

e em 95, um livro de ficção sobre PNL: ambos permaneceram

na gaveta. Este que eu publiquei, porém, foi uma coletânea de

artigos (tal como este ensaio) que, naturalmente, empreendi

para atender solicitações de algumas publicações (revistas e

jornais). Um belo dia “caiu a ficha”! -“Mas o livro que eu que

ria já está pronto!!! Nossa!!!”

Eu sabia que qualquer plano ou objetivo que não seja

aceito pelo nosso “coração” está condenado ao fracasso. En

tão, cada gesto e cada ação, para serem efetivos e eficazes, de

vem ter um significado maior para o nosso inconsciente. Afi

nal de contas, por que algumas pessoas são capazes de apren

der línguas estrangeiras em apenas três ou quatro meses e ou

tros estudam trinta ou quarenta anos e nunca falam? Este é

outro fato curioso: há pessoas que aprendem muito rapida

mente. Mais: há pessoas que aprendem muito naturalmente,

sem mesmo nunca terem estudado. Como elas fazem isso?

Obviamente, considero como aprendizagem, aqui, um certo

nível de proficiência compatível com a comunicação interpes

soal.

Há ainda mais curiosidades que acabaram por plantar

questões existenciais em mim. Digo assim por acreditar que

uma pergunta sem resposta é, talvez, infinitamente mais vali

osa para a criatividade inconsciente. Principalmente, se disser

respeito aos muitos interesses mais profundos de cada indiví

136

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duo. Faça uma experiência: concentre-se em uma pergunta e

dirija-se a uma pessoa para conversar, despretensiosamente.

Escolha perguntas simples no início e não formule verbalmen

te esta questão. Também não conduza a conversa intencional

mente para aquele assunto. Não é necessário, basta manter a

pergunta em mente. Apenas observe se, informalmente, você

obtém respostas ou orientações para respostas à sua pergunta.

Pratique, é mágico!! Tive uma amiga que, posso dizer, coloca

va palavras na minha boca!

Outras referências. Observe crianças (geralmente em

pontos turísticos) de até quatro ou cinco anos, que não falam

a mesma língua, brincando juntas. Cada uma fala em seu pró

prio idioma e todas se entendem como se falassem a mesma

língua! É fascinante! Que outra linguagem é essa que os adul

tos desaprenderam?

Albert Einstein dizia que a única coisa que não queria

perder em sua vida era a capacidade de se surpreender. Isso

mesmo, maravilhar-se! Também acreditava que imaginação

vale bastante mais que conhecimento. Paul Valery afirmou:

“Pensar profundamente é pensar o mais distante possível do

automatismo verbal.” Quantos e quantos de nós pensamos ou

sonhamos algo que não conseguimos expressar em palavras.

Retornando, Einstein dizia que o seu grande trabalho era ver

balizar (codificar em linguagem verbal) aquilo que era imagi

nado e concebido em suas percepções e seus pensamentos –

seria isso que ele queria dizer quando afirmava que seu traba

137

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lho era 5% inspiração e 95% transpiração??? Pergunto então,

o que é, na verdade, o conteúdo real da comunicação: as pala

vras, frases e orações ou a compreensão e o entendimento???

Duas últimas. Um grande amigo, certa vez, comentou que

percebia dois momentos bastante distintos na leitura de um

livro. Num primeiro momento, iniciava a leitura buscando re

ferências e entendimento. Em alguns livros, porém, através da

leitura das primeiras páginas, construía um cenário onde se

desenrolaria o conteúdo do texto, então, sua leitura tornava-se

extremamente rápida e fluida. Seus olhos percorriam as linhas

impressas, porém sua percepção mantinha-se fixa no cenário

imaginário como se assistisse a um filme. A velocidade de lei

tura aumentava muito, e mais, tendo visto este cenário vivo

em sua imaginação, era capaz de memorizar cada detalhe do

enredo do livro com relação ao todo. Cada vez que vivia esta

experiência de leitura, então conseguia se lembrar de tudo do

livro! Surpreendente, não? De fato, o que é comunicado atra

vés da linguagem?

A última. Um dia, há uns quinze ou vinte anos, acordei

pela manhã com uma cena vívida de algo que sonhava imedia

tamente antes de despertar. Em minha memória permanece

ram os sons de algo que eu falava para um personagem do so

nho. Minha mensagem era muito coerente e imperativa. Po

rém, os sons que permaneceram em minha memória não se

pareciam com nenhuma língua que eu conhecesse. Pensei. O

que será que aconteceria se eu quisesse expressar ou falar algo

138

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cuja linguagem não pudesse ser articulada em nossa língua?

Seria eu capaz de elaborar um pensamento que a linguagem

não alcançasse? E a partir daí, como eu poderia comunicar

esta percepção ou pensamento?

Na minha consciência concorreram estas experiências

como referências da necessidade de elaborar este programa.

Também acredito que isso não é tudo. Possivelmente existam

outras dúvidas e perguntas sem resposta suscitadas por outras

experiências de referência que ainda não foram equacionadas

conscientemente.

Em seguida, após apresentar mais dois cenários interes

santes, vou apresentar as pressuposições básicas, paradigmas

ou mentiras úteis de fundamentação (dogmas, se preferir).

Nós possuímos crenças muito interessantes a respeito das

coisas e objetos que nos cercam. Porém, muitas delas não têm

consistência à luz de algumas evidências científicas. Quero

discutir uma que me assombra… Quando tocamos um objeto

sólido ou um líquido, temos uma certa impressão de textura

ou consistência (sensação de dureza ou viscosidade). Se estu

darmos um tratado de física a respeito da estrutura da maté

ria, provavelmente descartemos a informação de que 99,9%

da matéria densa é espaço vazio!!! Isso mesmo, espaço vazio!

É natural a seleção desta informação como fazendo parte do

conhecimento abstrato dos cientistas. Mas os instrumentos ci

entíficos atuais comprovam esta evidência. No entanto, natu

ralmente, continuamos a acreditar em nossas impressões sen

139

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soriais. Agora, lembre-se de algum sonho que você tenha tido,

mais alucinante ou mais real, não importa. Não concebemos,

em nossa cultura, algo mais irreal ou fantasioso que um so

nho. Pois bem, resgate uma cena qualquer do sonho e observe

estas memórias.

Por mais mutantes ou fugazes que sejam as imagens des

te sonho, algo eu tenho certeza: a Lei da Gravidade vale no seu

sonho; caso você possua a memória da sensação ou não, o

mundo do seu sonho também é de cabeça para cima (não é

tudo de ponta cabeça como poderia ser, considerando-se o

ambiente impermanente, irreal e onírico); se você derrubar

um objeto qualquer, provavelmente terá certeza que ele se

quebrará ao bater no chão; maioria das vezes, as pessoas se

deslocam através dos mesmos procedimentos de caminhar ou

dirigir de nossa chamada realidade material e objetiva!!! Tudo

neste ambiente pode ser tão real e duro (os sólidos são duros e

os líquidos são líquidos) quanto somos capazes de acreditar e,

no entanto, são sonhos! E então? Há uma citação de um sábio

chinês muito interessante: “Eu hoje sonhei que era uma bor

boleta. Agora, não sei se sou um homem que sonhou ser bor

boleta ou, se sou uma borboleta sonhando ser homem!” Não

tenho, realmente, a certeza se as coisas são duras e objetivas

porque assim são ou, se são desta forma apenas porque no ní

vel inconsciente profundo de nossa raça, acreditamos que as

sim seja!!! Assim, seja verdade ou não, porque acreditar em li

mites que podem não ser verdadeiros?

140

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Estas evidências servem apenas para pôr dúvidas nas

crenças mais antigas e estruturadas em níveis mais profundos

e inconscientes com o objetivo de abrir algumas frestas (ou ja

nelas) de percepção. Faça uma outra brincadeira. Localize em

um atlas um mapa mundi ou planisfério. Observe-o. Feche os

olhos e imagine-o ou lembre-se da imagem do mapa. Na

sequência, em sua imaginação ou memória, vire o mapa de

ponta cabeça. O que você sente? Desconforto, confusão, algu

ma sensação física estranha?? Lembre-se: o mapa mundi, do

jeito que conhecemos – o sul localizado em baixo e o norte lo

calizado em cima, é apenas uma convenção!!! Sim, apenas

uma convenção também o fato do sul ser localizado no Sul e o

norte ser localizado no Norte!!! Perceba que, apesar de ser so

mente uma convenção, esta crença está instalada em nível vis

ceral. Talvez você tenha sentido desconforto físico, não preci

sa se manter assim: desvire o mapa novamente, recoloque-o

como nós aprendemos. Isto foi um experimento apenas para

perceber como temos reações inconscientes às mudanças de

paradigmas e entender melhor como funciona nossa lingua

gem interior. Portanto, falemos sobre aprendizagens. Consi

deremos a seguinte ética: certo, são todas as ações e crenças

que geram possibilidades de melhorar as situações; errado,

são todos os padrões que nos limitam a percepção ou expres

são que não sejam invasivas ao nosso próximo ou agressivas

ao nosso habitat. Busquemos possibilidades então.

Esta ilustração anterior era importante porque parte das

premissas que apresentarei são falsas (para nosso entendi

141

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mento e nossa cultura), porém, muito úteis. Na verdade, acre

ditando-se nelas, nossos resultados ficam extremamente mais

simples e fáceis.

Lá vai. Noventa e três por cento (93%) da comunicação

interpessoal humana é não verbal (não é efetivada pelas pala

vras!). Tanto quanto saber que 99,9% da matéria física é espa

ço vazio, esta é uma informação que poucas vezes encontra

ressonância em nossa percepção. Porém, a maior parte das

pessoas que se consideram inaptas para comunicação em lín

gua estrangeira trata os 7% da comunicação verbal como se

fossem os 93% da comunicação integral (estes índices são má

gicos, se acreditarmos neles). Portanto, muito simples, so

mente 7% da comunicação deve ser reaprendido, pelo hemis

fério cerebral esquerdo, na meta de se conhecer outras pala

vras para se expressar em língua estrangeira, simplificada

mente. Observação: os 93% de mensagens não verbais são di

vididos em padrões de linguagem não verbais vocais – 36%

(ritmos, entonações e padrões sonoros) e padrões de lingua

gem não verbais corporais – 57% (gestos, movimentos, etc).

Necessariamente, ao aprendermos a expressão em língua es

trangeira, aprenderemos 43% de novidades, porém, aqueles

36% não demandam esforço pois não precisam ser, necessari

amente, conscientes.

O caso específico da língua inglesa, que nos tem sido im

posta pela globalização, mais do que espontânea ou prazero

samente desejada, possui a mesma estrutura linguística que

142

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nossa língua (sujeito + verbo + predicado,

simplificadamente). Mais: 65% da língua inglesa tem raiz lati

na. Surpreendente, não? LATINA!!

Observe um adulto, daqueles que se consideram, ainda,

limitados quanto à habilidade de se comunicar em língua es

trangeira. Provavelmente, na medida em que esse dirija a uma

criança de três ou quatro anos, cuja língua mãe seja aquela

que ele gostaria de ou precisaria saber, ele talvez diga que esta

criança teve uma oportunidade diferente pois aprendeu desde

pequena e, de fato, fala aquela língua. Se avaliarmos, entre

tanto, seus recursos detalhadamente, é possível que este adul

to possua um vocabulário, naquela língua, até maior que o vo

cabulário da criança. Como ele faz esta distinção? Quais são os

critérios que ele escolhe para diferenciar o que é falar, de fato,

do que ele pensa que é falar?

Finalmente, observe como uma criança aprende sua lín

gua. Observe que o falar errado não é intencional, mas sim,

falta de acuidade e de discernimento dos sons. Possui ainda

pouca habilidade de ouvir seus próprios sons e faz, ainda,

poucas distinções. Porém, observe como as entonações e rit

mos do seu discurso correspondem aos sons de sua língua

com precisão. Ela pode enrolar a língua, falar errado, mas os

padrões sonoros não verbais são bastante familiares à língua:

a chamada “embromação verbal”.

Há alguns anos fiz uma avaliação da minha vida e cheguei

à conclusão que seria muito saudável se eu realizasse algumas

143

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grandes e significativas mudanças. De certa forma, acredito

que uma das principais dimensões da existência seja aprender

a escolher, selecionar, tomar decisões de um modo geral.

Pense comigo, ouvimos muitas pessoas comentarem que

o tempo passa cada vez mais rápido. Que o ano voa, etc. Uma

manhã, após ter trabalhado das nove ao meio-dia e meia, fiz

uma retrospectiva dos resultados e imaginei que, se não exis

tisse telefone, ou meio de comunicação substituto, possivel

mente, aquela manhã de trabalho teria durado algumas sema

nas. Conversas, escolhas e decisões, soluções e informações

que foram transmitidas em vários telefonemas dependeriam

de muitos encontros pessoais para serem efetivados. Talvez

em apenas uma manhã eu tenha vivido experiências, tomado

decisões, solucionado problemas e dado instruções correspon

dentes a mais de um mês inteiro de trabalho de um ser huma

no que viveu antes das telecomunicações!!!

Vamos adiante. Façamos uma fantasia: consideremos um

homem da Idade Média. Talvez, com estimativa média de vida

de apenas 30 ou 40 anos, ele fosse um camponês. De todas as

experiências que ele pudesse viver naquela rotina de trabalhar

doze ou catorze horas por dia, acordar com o nascer do Sol ou

antes e, ano após ano viver apenas plantando e colhendo. Pos

sivelmente, toda uma representação deste tipo de vida possa

ser vislumbrada em uma película de cinema que dure talvez

uma ou duas horas. Sentimentos, impressões, idéias estavam

restringidas às suas condições sociais e materiais seguramente

144

http://www.idph.com.br

estáveis. Certamente, isso é mais uma simplificação grosseira.

Porém, se mensurarmos o fluir do tempo, como ele se escoa –

lembrando uma ampulheta, a partir da consciência que pos

suímos dos eventos, então torna-se mais fácil entender porque

temos a ilusão, ou impressão, de que o tempo passa cada vez

mais velozmente.

Tão importante quanto esta definição do fluir do tempo,

melhor dizendo, da consciência do fluir do tempo, é a percep

ção que, em nossa civilização, somos passivos de intoxicação

de informações e percepções. Uma significativa estratégia

para aprendermos a lidar com isso, sem gerar grande tensão,

é ativar as formas de aprender inconscientemente e desenvol

vermos a capacidade de resgatar este conhecimento do nosso

inconsciente. Caso contrário o “stress” cognitivo passa a as

sombrar aqueles que querem mais e mais informações e não

se interessam em filtrar o desnecessário, o supérfluo e o lixo.

Escolha uma habilidade que você realiza com excelência:

sua atuação, seja ela cozinhar ou jogar tênis, certamente, é in

consciente no que diz respeito a estrutura do comportamento,

fluência das percepções e escolha dos procedimentos na di

mensão de tempo e espaço. Então, se a excelência e a naturali

dade residem no conhecimento profundo (inconsciente ou

“visceral”, se preferir), porque não usar isso a nosso favor?

Acredita-se que mais de noventa por cento do funcionamento

humano seja inconsciente. Eu talvez arriscasse um palpite:

99,9%, mas não tenho coragem suficiente para afirmar isso.

145

http://www.idph.com.br

De fato, você reconhece que existe um vento soprando ao ob

servar as perturbações na superfície de um lago tranquilo,

percebendo os movimentos das folhas das árvores ou mesmo,

sentindo os estímulos táteis na pele. Entretanto, não somos

capazes de ver o vento. Porém, muitas evidências se apresen

tam quando o vento sopra!

Pois bem, as evidências que eu possuía a respeito do su

cesso de minha vida não eram animadoras. Poucas distinções

eu fazia que me tornassem consciente desta condição, ou se

quer era capaz de identificar o quê estava errado. Neste caso

as escolhas, muitas vezes, são realizadas no escuro, “no instin

to”: – queria mudar… para o quê? Não sabia. Sabia que estava

insatisfeito com meus resultados até então. Sabia também

que, se permanecesse fazendo o que sempre fizera, continua

ria a obter os resultados já conhecidos! Finalmente, após cozi

nhar em fogo brando estes sentimentos e percepções, tomei

três decisões significativas: fechei uma loja que havia sido,

para mim, um sonho de quatro anos (um empreendimento

mal sucedido do ponto de vista empresarial e bem sucedido

do ponto de vista pessoal: descobri que não me dava nem pra

zer nem dinheiro) – esta decisão foi a mais objetiva; decidi que

não leria mais jornal nem veria televisão – isto porque me sen

tia mal com a nossa cultura jornalística e de entretenimento

(são, maioria das vezes, problemas e violência); e, já num ní

vel simbólico, decidi tornar-me canhoto.

146

http://www.idph.com.br

Tornar-se canhoto, simbolicamente, era uma opção pelo

novo e pelo desconhecido. Algo que representava mudança.

Porém, simplesmente dizer: -“Ah! Vou virar canhoto.” Não

muda nada! Então estabeleci quatro metas que me sinalizari

am o sucesso deste empreendimento, desta transformação no

nível simbólico. Finalmente, se eu estaria me encaminhando

para os meus objetivos maiores. As quatro metas eram desen

volver as seguintes habilidades com a mão esquerda: comer

(com garfo e com os “pauzinhos” do restaurante japonês), es

crever, jogar tênis e escovar os dentes. Meu sócio que, junto

comigo, assumiu o desafio de jogar com a mão esquerda, pas

sados alguns meses, comentou algumas mudanças que obser

vara em sua percepção e criatividade. Este talvez fosse um dos

únicos resultados que eu previra antes, por saber que a esti

mulação motora do lado esquerdo do corpo corresponde a

uma estimulação nervosa do hemisfério cerebral direito – ber

ço da criatividade, simplificadamente.

Esta experiência, pouco consciente no início, tornou-se

uma forte referência de possibilidades. Além disso, os resulta

dos indiretos e ganhos secundários excederam de longe os ob

jetivos projetados inicialmente: eu não só me tornei canhoto,

de fato, eu também me tornei ambidestro! Isso também acal

mou significativamente minha ansiedade normal ao lidar com

situações contraditórias (já dizia a percepção dialética que se

gue-se a tese, a antítese, depois do que vem a síntese, já num

outro nível lógico de percepção). Também se desenvolveu a

percepção consciente em ambientes descontínuos e caóticos:

147

http://www.idph.com.br

onde as informações não estão disponíveis linear e sequenci

almente – mais conhecidos como quebra-cabeças. Aliás, acre

dito que viver é, além de escolher e tomar decisões, montar

um grande quebra-cabeça. Esta experiência também me mos

trou que quanto mais aprendo, mais fácil se torna aprender –

pois, em cada aprendizagem, estou também aprendendo a

aprender!

Ao considerar as metas, há uma distinção interessante no

caso do aprendizado de línguas: metas explícitas e metas im

plícitas. Podemos definir metas explícitas como sendo os obje

tivos normais estabelecidos e metas implícitas como sendo o

desenvolvimento de alguns recursos e ferramentas indispen

sáveis para se atingir as explícitas: as fundações para que a

edificação seja construída em bases sólidas. Considerando en

tão as metas explícitas como sendo aquelas que, usualmente,

as pessoas procuram como resultados objetivos de seus em

preendimentos, no programa de treinamento de estratégias de

aprendizagem de línguas estrangeiras, elas são as seguintes: *

melhorar a comunicação e expressão verbal em língua mãe; *

desenvolver percepção, sensibilidade e flexibilidade na comu

nicação; * aprender noções de Programação Neurolinguística

e Aprendizagem Acelerada; * conscientizar estratégias de

aprendizagem de alto desempenho (saber aprender); * desen

volver algumas habilidades de falar em público e de gerenciar

o “stress” associado a esta prática; * ativar conhecimentos de

outras línguas adquiridos anteriormente; * aprender língua

148

http://www.idph.com.br

estrangeira (usualmente, para efeito de prática, utilizamos o

Inglês como cenário deste programa).

Essencialmente, estas metas consideradas explícitas po

dem depender de alguma ação ou tomada de decisão posteri

or, por exemplo, para falar língua estrangeira haverá necessi

dade de um investimento de tempo em prática consciente de

conversação e de audição (treinamento do discernimento dos

sons na nova língua).

Não obstante, graças à natureza desta metodologia, ocor

rerão alguns possíveis efeitos secundários (“colaterais”) bas

tante interessantes, tais como: resultados terapêuticos signifi

cativos e de aumento de percepção (possivelmente, ou expli

cado cientificamente, por uma nova configuração da auto-i

magem do comunicador); estimulação da “creatividade” (de

nominação dada ao fenômeno que ocorre quando a geração e

elaboração de idéias criativas vêm permeadas e contaminadas

por uma forte motivação natural e espontânea para a realiza

ção efetiva); auto-conhecimento (na forma de melhores ins

trumentos para realizar a comunicação intra-pessoal – “quan

do mente e coração estão melhor alinhados”); ruptura de al

guns hábitos ou crenças limitantes; integração de atividades

de hemisférios cerebrais direito e esquerdo; reconhecimento

da estrutura da auto-motivação; ferramentas eficazes para o

gerenciamento de “stress”; melhores estratégias de estudo e

concentração.

149

http://www.idph.com.br

Semelhante a outros sistemas de treinamento e desenvol

vimento baseados em técnicas de ensino recursivas, este pro

grama pretende atingir os objetivos formulados anteriormen

te de forma direta (através de práticas, vivências e exercícios)

e indireta (através dos estados de consciência alterados obti

dos pela linguagem e formato de apresentação). Neste contex

to, as metas implícitas ou, instrumentos não necessariamente

conscientes, são o desenvolvimento de: * técnicas e recursos

de comportamento em comunicação; * habilidades de plane

jamento e auto-motivação; * percepção, sensibilidade e uma

sistema de crenças possibilitadoras; * multiprocessamento ce

rebral: a habilidade de coordenar mais de uma tarefa simulta

neamente; * fé, isto mesmo, fé: autoconfiança e identificação

de processos inconscientes como recursos e instrumentos na

turais e disponíveis para lidar com um mundo onde a quanti

dade de informações disponíveis excede assustadoramente o

sonho de se adquirir conhecimento pelas vias normais conhe

cidas.

Como apresentado neste texto, parte do programa é es

truturado através de analogias e linguagem metafórica. Outras

atividades, tais como vivências, exercícios e algumas apresen

tações didáticas complementam o sistema.

Como última consideração, fica a esperança de que as di

ficuldades encontradas pelo caminho e as aprendizagens obti

das no empreendimento de falar e se comunicar em línguas

estrangeiras possuam um significado maior para cada indiví

150

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duo. Isso, muitas vezes, permite que, intensificadas as buscas

por resultados melhores, os ganhos sejam bastante maiores e

melhores que os objetivos definidos conscientemente. Quan

tas e quantas vezes não optamos por caminhos cuja avaliação

consciente não nos comove, porém, algo nos diz que deve ser

esse o caminho a ser trilhado – confie no seu “coração” (in

consciente)! Como comentei anteriormente, acredito que as

perguntas sem respostas acabam por produzir muitas outras

respostas para outras perguntas que, muitas vezes, nem ti

nham sido formuladas ainda.

Conclusão

Embora incompleto, dado que é um esboço inicial, esse

artigo tem a finalidade de apresentar algumas incoerências no

sistema convencional de ensino de idiomas. As histórias aqui

contidas também servem para demonstrar que tais contradi

ções não são privilégios de métodos obsoletos, mas de toda a

educação e cultura que permeiam nossa civilização atual, mui

to mais interessada em problemas do que em soluções. Por

tanto, se sua curiosidade foi despertada pelo discurso contido

nesse artigo, você certamente aproveitará a leitura do livro

“Domesticando o Dragão – Aprendizagem Acelerada de Lín

guas Estrangeiras” também disponível nesse site para leitura.

151

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26.

26.

P

P

ERMISSÃO

ERMISSÃO

E

E

DISPONIBILIDADE

DISPONIBILIDADE

INTERIOR

INTERIOR

PARA

PARA

O

O

ESTUDO

ESTUDO

© Autores: Viviani Bovo e Walther Hermann Kerth

ma rápida reflexão sobre o desempenho escolar de

crianças que não apresentam resultados satisfatóri

os, apesar de todo o esforço aparente dos pais em

ajudá-la. Será o estudo o que mais importa a elas?

U

Contexto

Nosso modelo lógico, racional e mecanicista do compor

tamento humano nem sempre explica porque as pessoas, mes

mo diante das melhores circunstâncias não expressam as suas

melhores opções. De fato, a “lógica” dos seres humanos é mui

to mais complexa que a aritmética simples na qual um mais

um é igual a dois.

Ao tratar desse assunto, lembro-se sempre de um exem

plo aprendido ainda no ensino fundamental em minhas aulas

de Geografia… Era a descrição de uma situação vivida pela

colônia de agricultores do Vale do Paraíba que, na época, vivia

o problema das picadas de cobras em suas plantações. Eles

utilizaram a lógica causal simples: “Se os problemas são as pi

152

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cadas de cobras, eliminemos as cobras!”. Contrataram uma

empresa especializada para fazer o serviço… Após alguns me

ses aconteceu algo que não previam. Ao eliminarem as cobras,

a população de roedores cresceu assustadoramente que, por

sua vez, alimentava-se dos cereais que os agricultores produ

ziam, isto é, a produção começou a cair significativamente,

além da proliferação de algumas doenças transmitidas pelos

ratos!

Creio que a essa altura você já possa imaginar o que acon

teceu… Sim, tiveram que comprar e importar cobras de outros

países para repovoar a região. A solução de longo prazo foi a

compra de botas mais altas para proteger os agricultores.

Dessa forma, quando pensamos em soluções para

Artigo

Muitos conflitos entre pais e filhos sobre o desempenho

escolar não levam a resultado positivo algum. Muitas vezes

por falta de conhecimento dos pais do que está por trás do

“aprender”.

Iniciamos esse assunto no artigo com o título “Seu filho

vai bem na escola?”, onde mencionamos alguns dos pilares do

aprendizado: conteúdo, metodologia e estratégias. Porém al

guns alunos, mesmo tendo acesso e apoiando-se nesses pila

res não conseguem bom desempenho escolar. Assim, ainda

resta a pergunta: “O que falta?”.

153

http://www.idph.com.br

Em alguns casos de alunos com os quais trabalhamos e

estudamos, percebemos que falta uma disponibilidade interna

para o estudo e/ou uma disposição para tratar de assuntos es

colares. Isto é um assunto sério e profundo, pois muitas vezes

está ligado a traumas da própria criança ou do sistema famili

ar onde ela vive.

Externamente a criança parece levar uma vida normal, o

que faz com que seus pais acreditem que o baixo desempenho

escolar seja preguiça de estudar, falta de prestar atenção na

aula, desinteresse pela escola, essas coisas que costumeira

mente ouvimos. Porém quando paramos para olhar de perto

tal realidade, notamos que mais profundamente a criança pos

sui nenhuma das razões acima citadas.

Muitas vezes a criança está “congelada” em algum mo

mento traumático e não tem espaço ou disponibilidade para

mais nada, toda a atenção e energia da criança está focada

neste tema do trauma. Algumas vezes não é a criança direta

mente que vivencia o trauma e sim alguém de seu sistema, a

quem ela ama muito e por isso entra em ressonância com essa

pessoa, identificando-se com a situação traumática e empati

camente carregando esse destino ou esse trauma no lugar da

pessoa amada ou buscando desviar a sua atenção do mesmo.

Isso tudo acontece de forma inconsciente, por isso não é

tão facilmente identificado. Vou exemplificar para enriquecer

o entendimento!

154

http://www.idph.com.br

Se em uma família um pai ou uma mãe tem uma dor pro

funda, por exemplo, a dor da perda de um ente muito querido,

como um filho, um irmão, ou mesmo, perdeu seu próprio pai

ou mãe muito cedo, essa dor pode consumir toda a atenção in

consciente dessa pessoa, a ponto de secretamente ela as vezes

até pensar assim: “Seria melhor eu ter ido junto (morrido)

com você” ou “Seria melhor eu ter ido (morrido) em vez de

você”. Esse tipo de fala ou pensamento inconsciente secreto

mantém um sentimento de dor na “aura emocional” da famí

lia. Mesmo que ele nunca seja dito ou admitido para os outros

membros da família, é transmitido ou comunicado de alguma

forma… Todos sentem a atmosfera de melancolia ou tristeza.

Todos percebem aquela pessoa desatenta, com atenção vaga

como se ela vivesse meio ausente, mesmo que não tragam isso

claramente para consciência. Não sabem o que acontece, mas

sentem o peso dos sentimentos de sofrimento.

Em resumo, por amor, algum outro membro dessa famí

lia poderá tentar consolar esse sofrimento de uma forma soli

dária compartilhando-o; ou pela longa convivência com essa

atmosfera de dor, mesmo que inconsciente, um membro mais

jovem poderá decidir se apropriar de tal sentimento, pensan

do que lhe pertence (pois convive com ele desde a infância) e

vivendo, portanto, um destino semelhante.

Não é tão difícil reconhecer tais dinâmicas na prática. Se

alguém numa família mantém algum sentimento de tristeza,

dor, ressentimento, mágoa, raiva, depressão, angústia, etc.,

155

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inexplicáveis, essa pessoa pode, graças à memória das células

e ao processo de identificação explicável através da teoria dos

neurônios espelho, estar manifestando conteúdos emocionais

e sentimentos pertencentes a outras pessoas.

As crianças, que são as mais sensíveis do sistema, sentem

isso de uma forma ainda mais intensa. Como amam muito

seus pais, não podem e não querem deixar que os pais deci

dam “partir”, por isso colocam toda sua energia interna focada

neles, no pai ou mãe que tem esse sentimento, como que se

cuidassem deles vinte e quatro horas por dia, sem descanso,

porque, caso se distraiam, correm o risco de perdê-lo(a)!

Isso é comum observar em famílias nas quais as crianças

parecem “cuidar” dos pais ou controlá-los. Também acontece

quando as crianças dão muito trabalho, absorvendo toda a

atenção dos pais, assim eles não terão tempo para se dedica

rem a essa dor ou a essa decisão, permanecendo distraídos ao

acudir as demandas da criança. Algumas das formas de dar

muito trabalho aos pais são: ser hiperativo, apresentar muitos

problemas escolares, doenças, envolver-se com drogas, brigas

frequentes, etc.

Com essa energia toda focada nesse tema de forma in

consciente, para todos os envolvidos, como a criança poderia

ter disposição e disponibilidade para outras coisas? Para estu

dar, por exemplo? Não é possível, pois não sobra energia para

isso. Além disso, a escola não é tão importante quanto sua ne

156

http://www.idph.com.br

cessidade inconsciente de manter algum dos pais em vida ou

solidarizar-se com eles em seu sofrimento.

A criança e os pais então devem primeiro olhar para isso,

de forma que tal assunto possa ser resolvido, para que a crian

ça possa se sentir segura e ser liberada dessa “prisão” emocio

nal. Somente assim será possível criar um novo espaço para

ela poder focar-se e dedicar-se às coisas de sua própria vida,

como os estudos por exemplo.

Esse estado de confinamento pode ser comparado a uma

“bolha” onde a pessoa fica confinada com um único e podero

so foco de atenção: o tema ou o “trauma”, sejam eles do passa

do ou a perspectiva de futuro! Para ela sair dessa “bolha” exis

tem muitas técnicas terapêuticas que podem ajudar. Indepen

dente de qualquer que seja a escolhida, o objetivo básico é tra

zer movimento ao estado de confinamento (congelamento),

pois somente após conseguirmos esse movimento será possí

vel apresentar os novos caminhos disponíveis para ela.

Metaforicamente falando, imagine essa pessoa como al

guém que gostaria de chegar a algum lugar, mas tem em suas

mãos um aparelho GPS que a levou a uma rua sem saída e

neste momento ela se encontra de frente para um muro. To

das as outras pessoas a sua volta possuem outros aparelhos

GPS, que estão com uma versão mais atualizada daquele

mapa e que mostra várias saídas dessa rua. Essas pessoas en

tão ficam o tempo todo dizendo para ela: “Vai, anda, sai daí”,

“Será possível que você não é capaz de andar para frente”.

157

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Não! Ela não vê a saída no seu GPS, não percebe, pois seu

GPS usa uma versão “congelada” com um muro na sua frente.

A ajuda eficiente fará com que, primeiramente, o GPS

dela receba uma versão atualizada, assim ela poderá dar um

pequeno passo adiante, movimentando-se, sentindo-se livre.

O passo seguinte é mostrar os caminhos disponíveis para ela,

pois agora sim pode seguir adiante, escolhendo um deles!

Quando uma criança passa por esse processo de liberação

e “cura” ela fica disponível para ter sua vida de criança, para

brincar e estudar livremente. Com isso seus resultados serão

muito diferentes dos que aqueles até então obtidos.

Leia mais sobre esse assunto no site

Constelações

Humanas

Conclusão

Quando pensamos em soluções para problemas escolares,

nem sempre devemos aceitar as explicações mais simples e

aparentemente lógicas. Muitas vezes, as causas mais profun

das devem ser abordadas para encontrarmos soluções mais

duradouras e definitivas, as chamadas soluções sistêmicas.

Dessa forma, frequentemente as causas reais do baixo desem

penho escolar estão nos comportamentos e atitudes dos pais

em relações às suas questões existenciais, cujo reflexo nos fi

lhos os confundem ou enfraquecem sua disposição ou dispo

nibilidade para os estudos.

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27.

27.

S

S

EU

EU

FILHO

FILHO

VAI

VAI

BEM

BEM

NA

NA

ESCOLA

ESCOLA

?

?

© Autores: Viviani Bovo e Walther Hermann Kerth

ma rápida reflexão a respeito das possibilidades de

melhora de desempenho escolar para crianças e jo

vens que se dedicam mas não obtém resultados satis

fatórios.

U

Contexto

O mundo da educação se transformou bastante. Os méto

dos antigos de estudo já não são mais tão efetivos. De fato, o

estudo do cérebro e do sistema nervoso á ainda recente e

grande parte de suas descobertas ainda não foi suficientemen

te divulgado no setor educacional. Talvez o campo da educa

ção seja o mais atrasado de todos! Isso fica evidente cada vez

que comparamos o ambiente de sala de aula do ensino funda

mental, médio e superior com uma sala de treinamento de

adultos, locais em que os recursos tecnológicos que podem

proporcionar uma estimulação adequada alcançou a moderni

zação.

159

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Se além de compararmos o ambiente escolar com o ambi

ente corporativo de treinamento, ainda considerarmos as

abordagens e métodos educacionais de crianças com o de

adultos, chegaremos fatalmente à conclusão que a educação

formal está atrasada, talvez, mais de 500 anos! Considere que

ainda há salas de aula com quadros negros e giz, além de pro

fessores que não sabem nada além dos conteúdos desatualiza

dos das suas disciplinas.

Existem culpados? Não, todos somos responsáveis. Pois

não consideramos que a educação é um caminho de desenvol

vimento e libertação do ser humano, tratando o ensino princi

palmente como mais um dever cívico e não como o elemento

essencial para a construção de uma nação cujos cidadãos te

nham senso crítico, opinião e cultura suficientes para saberem

escolher melhor os seus governantes. Para isso, a riqueza da

nação seria melhor investida na preparação de nossos descen

dentes mais aptos a aprenderem e se renovarem.

Artigo

Esse é um assunto que tira o sono de muitos pais. Alguns

colocam os filhos nas melhores escolas, pagam caro, se esfor

çam para conseguir encaixar esse gasto no orçamento e no fi

nal nem sempre conseguem o resultado esperado.

Algumas crianças até se dedicam, estudam, sofrem com o

desespero dos pais, mas isso adianta pouco. Outras não têm

160

http://www.idph.com.br

foco nem para saber o que sentir, estão totalmente desconec

tadas e sem concentração para os estudo ou para a escola.

Você já parou para se perguntar o que acontece com essas

crianças? Por que algumas se saem tão bem nos estudos e ou

tras não?

Então vamos percorrer juntos alguns fatores do aprendi

zado para que você possa refletir e achar suas respostas para

essa questão!

Tradicional e culturalmente aprendemos que se tivermos

uma boa escola, com professores preparados para passar con

teúdos de qualidade e em grande quantidade isso será o fator

diferencial para sermos estudantes preparados e com bom de

sempenho! Certo? Não! Conteúdo e metodologia são apenas

alguns dos pilares do aprendizado. Se isso fosse tudo não ha

veria motivos para os alunos terem desempenhos diferentes.

Outro pilar importante no aprendizado é a estratégia!

Quais os caminhos que o aluno vai utilizar para chegar onde

deseja ou necessita?

Vamos olhar para isso através de uma metáfora. Se eu es

tou em Campinas e quero ir para São Paulo, eu posso apren

der sobre a distância entre essas cidades, a direção, o que cada

uma tem de diferente, mas terei que escolher um caminho

para chegar até lá e um que seja compatível com o meu jeito

de ser e de lidar com as coisas! Por exemplo: para alguns o

melhor jeito será tomar um ônibus na rodoviária, para outros

viajar de carro, para outros pegar uma carona na estrada ou ir

161

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de bicicleta, para alguns ainda pode ser caminhando, quem

sabe até mesmo de balão ou avião! Se o meio escolhido for o

terrestre ainda temos várias estradas para fazer esse percurso,

para alguns a Rodovia dos Bandeirantes, para outros a

Anhanguera, para outros a Castelo Branco ou a Fernão Dias

(embora seja necessário antes um plano e alguns caminhos

para ir até tais rodovias). Assim podemos continuar exploran

do as diferentes formas de atingir esse objetivo.

Assim também é nos estudos, algumas pessoas desenvol

vem suas estratégias de forma intuitiva, memorizam com faci

lidade, sintetizam as informações quando e como precisam,

fazem conexões de informações, sabem como aplicar o que

aprendem na vida prática, enfim sabem como gerenciar os

conteúdos e informações para deles obter resultados e tirar

proveito, dessa forma se dão bem nos estudos.

Já outros não conseguem acessar essas estratégias de for

ma intuitiva e ficam buscando no “escuro” a melhor forma de

estudar, de lidar com o conteúdo que recebem na escola.

Exemplificando é como se você tivesse muitas informações de

todos os tipos: textos, números, valores, cálculos, desenhos,

formas, sons, imagens e precisasse armazenar tudo isso em

seu computador, porém você não tem os programas para fazer

isso. Como seria possível lidar com esses conteúdos todos?

Imagine se você consegue apenas um programa, por exemplo,

o “Word” e coloca todos esses conteúdos lá. Será possível fazer

162

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cálculos? Será possível ouvir os sons? E lidar com as imagens

e formas?

Estudar conteúdos sem estratégia é semelhante! Você

tem acesso aos conteúdos, mas não sabe o que fazer com eles.

Você sabe onde fica São Paulo, mas não sabe como chegar lá,

porque não sabe quais os caminhos disponíveis e qual se en

quadra melhor para você naquele momento, para produzir o

resultado que precisa.

Existem muitas formas de aprendermos as estratégias,

porém isso ainda não faz parte da nossa cultura educacional.

São poucos os que sabem que isso existe e possibilita melho

rar em muito o desempenho escolar após aprender e adotar

estratégias novas e eficientes.

Aqui estão algumas delas, para você pesquisar e procurar

caso decida ajudar seu filho que estude muito e mesmo assim

esteja passando por alguma dificuldade escolar:

Mapa Mental

: é uma ferramenta poderosa de anotação

de informações de forma não linear, ou seja, elaborado em

forma de teia, onde a idéia principal é colocada no centro de

uma folha de papel branco (sem pautas), usada na horizontal

para proporcionar maior visibilidade, sendo que as idéias são

descritas apenas com palavras chaves e ilustradas com ima

gens, ícones e com muitas cores. Outra analogia muito inte

ressante para compreendermos o Mapa Mental é o crescimen

to estruturado de uma árvore e seus galhos, tal qual a estrutu

ração de nossa memória dos fatos e informações. Do centro

163

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saem troncos principais abrindo cada tópico do assunto prin

cipal e, de cada um deles, saem galhos menores com os deta

lhes explicativos.

Assim desenhado, um Mapa Mental está organizando e

hierarquizando os tópicos de um assunto, ao mesmo tempo

em que sintetiza, fornecendo a visão global, mostra os deta

lhes e as interligações do assunto. Por fim, com a utilização

das figuras e cores, promove a memorização das informações

ao estimular ambos hemisférios cerebrais. Sendo uma “ferra

menta” muito útil para várias aplicações, tais como: anotações

de aulas, resumo de livros, planejamento de estudos, elabora

ção de redações, entre outros.

PEI

: O PEI é um programa pedagógico de desenvolvi

mento da inteligência e da capacidade de aprender que pro

move experiências e vivências, através das quais busca-se al

cançar o seguinte objetivo: aumentar a capacidade do organis

mo humano para ser modificado através da exposição direta

aos estímulos e à experiência proporcionada pelos contatos

com a vida e com as exigências da aprendizagem formal.

Mais especificamente o PEI pretende atingir os seguintes

sub-objetivos:

corrigir funções cognitivas deficientes (deficiências

nas estratégias mentais);

ajudar na aquisição de conceitos básicos (absorção de

conteúdos);

164

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produzir motivação intrínseca (despertar o interesse e

a curiosidade naturais pelos conteúdos);

produzir processos de reflexão (desenvolver o senso

crítico);

produzir motivação pela tarefa (cultivar a satisfação

pela superação de desafios);

passar de uma atitude passiva-reprodutora de infor

mação a autogeradora (estimular a iniciativa e a próa

tividade.

O PEI em sua estrutura essencial ensina a pensar. Nesse

sentido, ele desenvolve significativamente a sensibilidade ma

temática, pois trata dos fundamentos de como pensamos, tal

qual a matemática que, raramente, é ensinada em sua essên

cia, deixada de lado em favor do aprendizado de regrinhas

abstratas e, para muitos, aparentemente sem sentido algum

relacionado com a realidade da vida.

Memorização

: técnicas e treinamento de estratégias

para registrar informações na memória e resgatá-las quando

necessário.

O mau desempenho da memória está normalmente asso

ciado a três fatores mais comuns: a falta de prática, a falta de

estratégia ou ao estresse acumulado. Em geral as crianças em

idade escolar estão na primeira e/ou na segunda categoria. A

terceira categoria inclui principalmente pessoas e profissio

nais muito estressados e/ou a beira de um burn-out.

165

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Leitura Dinâmica

: técnica para agilizar e aprimorar a

leitura e consiste em ensinar a reconhecer as palavras inteiras,

em vez de ler sílaba por sílaba, subvocalizando com a voz do

pensamento, como aprendemos desde a pré-escola. Com isso

adquirimos velocidade na leitura. Depois da velocidade de lei

tura estar consolidada, aprendemos como compreender e me

morizar um texto.

Fotoleitura

: através de técnicas

modeladas de bons lei

tores e fundamentadas no Brain Based Learning (Bases Neu

rológicas do Aprendizado), este método ensina um novo mo

delo de como lidarmos de maneira eficaz

e rápida com as in

formações escritas. Diferente da leitura dinâmica, no méto

do

da Fotoleitura o leitor não fica preocupado com a velocida

de de leitura, mas direciona toda a sua atenção na qualidade

desta, sempre se orientando por um objetivo, buscando com

preensão e aprendizado em bem menos tempo. Aprende a ter

flexibilidade, objetivo e a estimular melhor o cérebro, através

da leitura, melhorando e desenvolvendo o entendimento de

materiais escritos, em menos tempo, ampliando conhecimen

tos, organizando seus estudos, com melhor concentração,

compreensão e memória.

Desbloqueio de Comunicação e Concentração

:téc

nicas de hipnose aplicada para desenvolver o foco de atenção,

para o gerenciamento de distrações e para uma redução signi

ficativa do estresse negativo, proporcionando a possibilidade

de operar em funções cerebrais multitarefa.

166

http://www.idph.com.br

Tecnicamente falando, ativa novos circuitos nervosos e

estabelece novas conexões para aumentar a capacidade de

concentração consciente e inconsciente. Está baseado em al

gumas das mais recentes descobertas científicas sobre o cres

cimento de áreas do cérebro vinculado à estimulação que,

quando feita devidamente, promove o crescimento de deter

minadas áreas do cérebro, aumentando a quantidade de célu

las nervosas (neurônios). Dessa forma, melhora significativa

mente a concentração e desenvolve o “cérebro multitarefa”,

dinamiza as competências de comunicação, criatividade, mo

tivação, memória, percepção, organização e flexibilidade.

As crianças que têm acesso a bons conteúdos e têm estra

tégias têm excelente desempenho escolar e sem fazerem tanto

esforço, conseguem equilibrar a vida de forma saudável, estu

dando, praticando esportes, se divertindo e descansando!

Pense nisso!

Bem, mas ainda existe um número menor de crianças que

apesar de terem acesso a bons conteúdos e terem sido treina

das em estratégias, mesmo assim não conseguem ter foco e

concentração nos estudos. Aqui abrimos espaço para outro pi

lar do aprendizado: é a “Permissão e disponibilidade interna

para o estudo”.

Conclusão

Parte das dificuldades escolares são resultado do desco

nhecimento de uma estratégia adequada para gerenciar os

167

http://www.idph.com.br

conteúdos. Cada tipo de informação possui um “software

mental” adequado para processá-lo melhor. Os indivíduos

descobrem essas estratégias na tentativa e erro, exceto quan

do tem professores ou pais que lhes orientam sobre o “cami

nho das pedras” ou a “receita de bolo” do sucesso; isso justifi

ca a razão de muitos alunos serem bons em algumas matérias

e deficiências em outras.

O conhecimento está cada vez mais abundante, mais dis

ponível, mais barato e mais volátil (descartável). Neste con

texto, a educação do futuro parece apontar para um novo pa

pel do professor: não mais um especialista em conteúdos, mas

um verdadeiro educador que pode criar um contexto adequa

do para os estudantes aprenderem a aprender e a encontrar o

conhecimento.

168

http://www.idph.com.br

28.

28.

F

F

OCALIZANDO

OCALIZANDO

SUA

SUA

MENTE

MENTE

 – A

 – A

UTOCINÉTICA

UTOCINÉTICA

Por

Viviani Bovo

m texto breve que descreve uma das técnicas mais

modernas de meditação natural que foi desenvolvida

nos últimos anos, por um iminente cientista ameri

cano, pesquisador de práticas e culturas tradicionais de todo o

mundo. A simplicidade, a eficácia e a amplitude de situações nas

quais essa técnica pode ser utilizada faz com que, muito prova

velmente, torne-se uma valiosa ferramenta de auto-exploração e

auto-conhecimento das próximas gerações.

U

Contexto

É bastante comum ouvirmos conselhos de outras pessoas

ou dos nossos médicos que devemos diminuir a carga de es

tresse do dia-a-dia praticando relaxamentos, exercícios físi

cos, melhor alimentação, etc… No entanto, todas essas indica

ções exigiriam muito mais tempo de dedicação, como se o “re

médio” fosse feito da mesma substância dos problemas, isto é,

para nos vermos livres do estresse, deveríamos fazer ainda

algo mais.

169

http://www.idph.com.br

Esse tipo de apelo, certamente não convence aquelas pes

soas que se mantêm em atividade de doze a dezesseis horas

por dia! Isso faz com que, qualquer solução que seja apresen

tada nos dias atuais deva ser compatível com as necessidades

atuais, e não ser apenas a adaptação de técnicas úteis no pas

sado, em contextos de vida completamente diferentes.

Artigo

Você já deve ter ouvido, inúmeras vezes, as pessoas di

zendo: “Se você focar a sua mente, você conseguirá obter os

resultados que precisa”. Entretanto, para maioria das pessoas,

isso não passa de simples palavras, porque não fazem a menor

idéia de como poderiam conseguir isso. Outras pessoas conhe

cem exercícios e práticas que ajudam a focalizar a mente, só

que muitas não as utilizam porque são demoradas ou necessi

tam de isolamento quase absoluto para praticá-las.

Eu também não fazia idéia de como atingir um estado de

mente focalizada, a não ser quando isso acontecia por acaso, e

eu nunca soube provocar esse estado nos momentos que dese

java. Até que um dia, por acidente, acabei conhecendo, através

do livro “The Energy Break” de Bradford Keeney, a Autociné

tica. Meu objetivo ao ler o livro era apenas praticar minha lei

tura em inglês, nunca imaginei que estaria encontrando um

tesouro escondido ali, naquelas palavras.

A Autocinética foi identificada, estudada e descrita pelo

antropólogo, Bradford Keeney, PhD, discípulo de Gregory Ba

170

http://www.idph.com.br

teson (um dos maiores intelectuais do século XX) e de Carl

Whitaker (um dos maiores psiquiatras americanos), dentro

das tradições milenares dos índios e dos orientais. O mais cu

rioso para mim, era a descrição de uma técnica que servia

para diferentes propósitos, desde revitalizar o corpo ou com

bater o estresse, até expandir a criatividade e focalizar a men

te.

Ele descrevia também, em seu livro, as experiências de

seus pacientes e os resultados que eles obtinham, e isso me

motivou muito a experimentar, até que a leitura levou-me ao

trecho do livro onde ele descrevia passo-a-passo como prati

cá-la, não resisti e experimentei. O resultado foi muito bom,

senti-me muito bem fisicamente, completamente revigorada.

E como era algo muito prático, agradável e rápido, passei a fa

zer todos os dias ao acordar e ao me deitar, com propósitos

opostos: pela manhã utilizava a técnica para me energizar

para o dia de trabalho; e depois, à noite, para relaxar e dormir

bem.

Fui ficando tão adaptada a essa técnica que podia praticá-

la em qualquer lugar, com muita discrição e rapidez, o que me

permitia usar no trabalho. Isso começou a me trazer resulta

dos muito bons, como a redução do tempo para preparar rela

tórios ou executar minhas tarefas. Tive uma experiência bas

tante interessante, certa vez, quando o diretor, para o qual

cinco de meus colegas gerentes e eu nos reportávamos. Ele

chamou-nos para uma reunião de emergência, informando

171

http://www.idph.com.br

que viajaria naquela noite para o exterior, para participar de

uma reunião em nossa Matriz, na qual deveria apresentar um

relatório anual. Normalmente teríamos uma semana para pre

parar esse relatório, porém, dessa vez, ele nos deu o prazo má

ximo de apenas seis horas!

Quando ele terminou de falar, a cena chegava a ser cômi

ca, cada um de meus colegas foi para sua sala, eles sentaram-

se em frente ao computador, completamente estáticos e páli

dos, sem ter a menor idéia de onde começar. Então decidi fa

zer o mesmo que meus colegas, sentei à frente do computador

e pensei que precisava fazer o relatório muito rapidamente e

de forma bastante eficaz, pois não teria tempo para refazê-lo.

Com essa intenção em mente, pratiquei dez minutos de Auto

cinética.

Assim que terminei as idéias começaram a pipocar em

minha mente. Eu digitava rápido para não perdê-las… Vinte

minutos depois estava tudo pronto, nem eu mesma acredita

va. Li e reli, e confirmei que era aquilo mesmo que devia ser

feito. Então, cheia de coragem, fui até a sala do diretor e en

treguei o relatório. Ele ficou completamente admirado e bo

quiaberto, imaginando que eu estivesse brincando com ele,

mas quando começou a ler, constatou que era sério e acabou

elogiando o trabalho e que era exatamente aquilo que ele que

ria, porém não imaginava como eu havia conseguido aquilo

tão rápido.

172

http://www.idph.com.br

Bem, depois dessa experiência, não parei mais de usar a

Autocinética para mim e para as pessoas próximas, isto é, co

mecei a ensinar meus amigos e minha família, de forma que

cada um utilizasse para o que precisasse. Como relatavam óti

mos resultados, meu marido decidiu incluir o ensino da Auto

cinética em seus cursos presenciais, para que os alunos tives

sem uma técnica simples e rápida para focar a mente, assim

começamos a obter ainda mais relatos interessantes.

Um dos depoimentos mais marcantes foi de um jornalista

que participava de um de seus cursos abertos de fim de sema

na, onde apresentamos a técnica da Autocinética no sábado à

tarde. Ao chegar à sua casa, naquela noite, ele decidiu testar a

técnica para avaliar se funcionava mesmo. Ele tinha em mãos

o material do curso, que era um mapa mental da Autocinética,

e começou a seguir os procedimentos ali descritos. Estabele

ceu como objetivo focalizar a mente para ter idéias e elaborar

uma Newsletter que desejava escrever para seu site. Isso era

uma tarefa semanal que lhe tomava aproximadamente seis

horas de trabalho ao todo, na criação, redação, correção e en

vio pela Internet.

Quando ele retornou ao curso, no domingo pela manhã (o

segundo dia do curso), pediu licença para dar o seu depoi

mento, de que havia desafiado a Autocinética, com aquele

pensamento “quero ver se funciona mesmo”. Informou, então

que como resultado havia conseguido fazer toda sua tarefa da

Newsletter em apenas duas horas! Ele estava visivelmente es

173

http://www.idph.com.br

pantado e satisfeito com o que havia conseguido, pois, além de

tudo, havia chegado em casa muito cansado. Normalmente

gastava seis horas nessa tarefa quando estava descansado –

era algo que fazia logo pela amanhã, depois de uma noite de

sono.

Três meses depois desse episódio ele voltou para partici

par de um outro curso, e comentou que, depois daquela pri

meira vez, nunca mais gastou seis horas para preparar suas

Newsletters… No presente ele despende uma média de três

horas.

É bem provável que esses relatos tenham despertado sua

curiosidade, e se isso aconteceu vou convidá-lo(a) a experi

mentar a Autocinética e colher seus bons resultados. Essa téc

nica é muito fácil de ser praticada, é rápida e não exige nada

de especial, vou descrever a técnica passo-a-passo para facili

tar:

1.

Sente-se em uma cadeira, ou banco, com os dois pés no

chão, não se recoste na cadeira, fique com a coluna confor

tavelmente reta. Os seus braços podem ficar na posição que

considerar mais confortável, apenas não cruze-os, eles po

dem ficar soltos ao lado do corpo ou com as mãos apoiadas

na pernas.

2.

Tome uma respiração profunda.

3.

Feche os olhos.

4.

Comece a prestar a atenção em algum de seus ritmos

naturais, como a sua respiração ou o seu batimento cardía

174

http://www.idph.com.br

co, isso vai ajudá-lo(a) a acalmar a mente. Se você escolheu

a respiração, que para a maioria das pessoas é mais fácil,

então fique percebendo ou sentindo como o ar entra e sai,

acompanhe todo o percurso do ar com sua atenção.

5.

Permaneça com os olhos fechados, e para facilitar seu

corpo a identificar que você vai fazer um exercício diferente,

com as pontas de seus dedos médios pressione suavemente

o canto interno de seus olhos por um ou dois segundos.

6.

Permita que se inicie um movimento de embalo natural,

ou seja, quando se está sentado na posição indicada para o

exercício, de olhos fechados, sem apoiar a coluna e com a

atenção na respiração, é comum as pessoas sentirem um

leve balanço natural do corpo, como se fosse uma leve ton

tura, que dá a impressão de movimentar ou realmente mo

vimenta seu corpo de um lado para outro, ou para frente e

para trás, ou ainda em movimentos circulares, como se a

coluna estive “tonta”, cambaleando. Esse movimento é a

Autocinética, é uma movimentação natural do corpo. Ele

deve ser espontâneo, inconsciente, ou seja, você não deve fi

car dando comandos mentais conscientes para seu se movi

mentar “assim” ou “assado”.

7.

Pense no objetivo que você deseja para este momento,

se revitalizar, relaxar, focar sua mente, resolver um proble

ma, seja lá o que for, coloque esse objetivo em sua mente

por alguns segundos. Depois pode deixá-lo de lado ou es

175

http://www.idph.com.br

quecê-lo, não precisa manter o objetivo na mente durante

todo do exercício.

8.

Permita que os movimentos se intensifiquem ou se ex

pandam naturalmente, como se contaminassem as partes

do corpo vizinhas de forma natural, de modo que se expres

sem como se seu corpo tivesse uma inteligência e uma von

tade próprias, independente de suas ordens mentais. Não

há necessidade de ser apenas movimentos, podem ser sons

naturais, como cantarolar, como sons naturais que saem de

sua boca, pode ser uma dança, qualquer coisa que seja es

pontânea.

9.

Algumas pessoas têm dificuldades para sentir esse ba

lanço natural do corpo; se esse for o seu caso, então nas pri

meiras vezes que for experimentar a técnica pode se utilizar

de alguma ajuda que dê inicio a esse movimento, que depois

se tornará espontâneo. Essa ajuda poderá ser, por exemplo,

você se sentar ou se imaginar sentado em uma cadeira de

balanço, ou se utilizar de um pêndulo, mas para isso terá

que ficar com os olhos abertos e acompanhar seus movi

mentos. Você ainda pode imitar um pássaro em vôo, com os

braços abertos se movimentando. Ou um jogador que movi

mente o corpo, como no tênis ou no baseball, pode também

colocar um CD que tenha sons do vento e se imaginar sendo

uma árvore a mercê dele, balançando ou oscilando.

10.

Deixe os movimentos e/ou os sons naturais do seu corpo

tomarem conta, e se expandirem, como se você estivesse

176

http://www.idph.com.br

surfando ou apenas flutuando em uma onda, um campo

magnégico, em transe. Deixe-se levar por essa onda, até que

pare naturalmente.

11.

Quando parar, agradeça seu corpo e seu inconsciente

pela prática do exercício.

O processo todo não leva mais do que dez ou quinze mi

nutos. Se depois de praticar algumas vezes, você notar que sua

tendência natural é se movimentar bastante, quando precisar

usar a técnica no trabalho ou na escola, pode se recolher al

guns minutinhos no banheiro e praticar. Mas se os movimen

tos forem suaves e quase imperceptíveis para os outros, você

pode praticar em sua mesa de trabalho ou carteira.

O importante é você saber que não existe certo ou errado

na prática da Autocinética: a técnica não deve trazer mais pre

ocupações; apenas pratique, pratique, e pratique, pois assim

vai descobrir como seu corpo funciona, enquanto ele vai reve

lando sua inteligência própria, que pode proporcionar-lhe

muitos ganhos. Você pode praticar quantas vezes quiser, nor

malmente as pessoas praticam duas a três vezes ao dia. Já al

gumas pessoas que utilizam essa técnica para fins terapêuti

cos, exercitam-se mais vezes, como um paciente do Dr. Kee

ney, que vítima de pressão alta, após sofrer um infarto, prati

cava dez minutos de Autocinética a cada duas horas. Ele pas

sou a ter uma vida saudável e normal mesmo trabalhando sob

forte pressão em sua empresa.

177

http://www.idph.com.br

A Autocinética é uma técnica de energização, que vai co

nectar você com os ritmos naturais da vida, com o poder da

vida que pulsa dentro de si tal qual a sua respiração, conec

tando-o(a) com a força vital do universo, ela é o segredo para

renovar o entusiasmo e a harmonia. Para facilitar ainda mais,

abaixo incluímos um mapa mental com o resumo da Autoci

nética. Vamos lá, mãos à obra e bons resultados.

Conclusões

Dado que os nossos antepassados não viveram nas mes

mas circunstâncias que estamos vivendo atualmente, devemos

ter em mente que as soluções que necessitamos para viver me

lhor devem ser adaptadas às necessidades e disponibilidades

que temos. Assim, a finalidade desse artigo é difundir um co

nhecimento bastante atual e moderno, extremamente simples

e de utilidade inimaginável. Caso você realmente goste desse

método, compartilhe seus resultados conosco, pois desejamos

divulga-lo para uma quantidade cada vez maior de pessoas.

178

http://www.idph.com.br

Mapa Mental da Autocinética

179

http://www.idph.com.br

29.

29.

R

R

EFERÊNCIAS

EFERÊNCIAS

 A

 A

DICIONAIS

DICIONAIS

Lista Eletrônica EFR (English for Reading)

Para assinar a lista EFR (English for Reading) visite o site

Aprendendo Inglês

 e faça o seu cadastramento. Neste mesmo

endereço você encontrará também diversos artigos com dicas

para aprender inglês e centenas de textos, com vocabulário

comentado. Neste mesmo site você encontrará diversos tuto

ri

ais, entre eles

dicas para inglês para negócios

,

os falsos

cognatos

, que são as palavras que se parecem nos dois idio

mas, mas que possuem significados diferentes,

expressões

idiomáticas

,

verbos irregulares

 e muito mais.

Curso de Inglês Online

Este curso, desenvolvido em parceria com o Prof.

Walther Hermann, do Instituto de Desenvolvimento do Po

tencial Humano, reúne diversas abordagens para o aprendiza

do, sempre com o objetivo de torná-lo leve, fácil e divertido.

O curso tem duração de um ano, e as lições são enviadas

semanalmente, por email. O aluno determina os conteúdos e o

tempo de estudo em função de seus próprios objetivos. É um

método agradável, extremamente prático, efetivo em resulta

dos e construído para público adulto, de modo que o aprendi

zado seja rápido, divertido e interessante, sem a aridez do es

tudo de gramática.

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Lista Eletrônica EFRL

A lista eletrônica

 English for Reading and Liste

ning

 veicula diariamente um texto em inglês, contendo pe

quenas histórias, piadas e citações em língua inglesa com vo

cabulário comentado. Seu principal objetivo é oferecer aos

seus assinantes, em pequenas doses, textos que lhes permitam

aumentar seu conhecimento do vocabulário da língua inglesa,

dia a dia, sem muito esforço e de forma leve e divertida.

Além dos textos, os assinantes desta lista têm acesso a

um arquivo mp3 com a gravação das histórias, por um nativo

da língua inglesa. Desta forma, com o texto e o áudio, o assi

nante poderá desenvolver diariamente a sua fala, ritmo e ca

dência do idioma inglês.

http://efrl.idph.com.br/

181

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30.

30.

L

L

EITURA

EITURA

 R

 R

ECOMENDADA

ECOMENDADA

Mapas Mentais – Enriquecendo Inteligências

Mapas Mentais, mape

amento mental ou de infor

mações, entre outros, são

diferentes nomes para de

signar uma metodologia es

quemática de organização e

registro de informações. As

sim como guardar algo ou

um pertence pode preservar tal objeto, as técnicas de registro

de informações foram desenvolvidas empiricamente por indi

víduos que obtêm excepcional desempenho de memorização,

ordenação e resgate de conhecimentos, identificadas como

aquelas pessoas que aprendem muito, são excelentes alunos e,

no entanto, nem sempre se esforçam muito para isso!

Essas técnicas foram observadas e estudadas para que

pudessem ser ensinadas, principalmente àqueles que desejam

melhorar seu desempenho no aprendizado e otimizar seus es

forços de aprender, memorizar, sistematizar, organizar, classi

ficar, criar, recordar e gerenciar informações. Esse é o assunto

desse livro.

Mais informações:

http://www.idph.net/loja/mapasmentais.shtml

182

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As Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa

A língua inglesa pode ser

aprendida com diferentes propósi

tos e abordagens, entretanto pou

cos conhecem esse fato. O domínio

completo da língua inglesa, que re

quer o desenvolvimento das habili

dades de audição, fala, escrita e lei

tura, é um processo demorado, en

tre seis e oito anos de estudos e dedicação. Já a leitura, pode

mos dominar em um prazo consideravelmente mais curto, en

tre seis meses e um ano, dependendo de nosso interesse e mo

tivação. No Brasil, em nossas atividades diárias, raramente

necessitamos nos expressar fluentemente na língua inglesa. O

que precisamos, na maioria das vezes, é compreender textos

em inglês, seja para obter informações na Internet, compreen

der literatura técnica especializada ou desempenhar outras

funções rotineiras, tais como a leitura de correspondências.

Este livro preenche uma lacuna importante no ensino da

língua inglesa. Apresenta a lista das palavras mais usadas des

se idioma, com exemplos de utilização, permitindo conhecer o

vocabulário básico da língua inglesa em pouco tempo. Apre

senta também uma metodologia de aprendizagem para utili

zar esta ferramenta de acesso à informação de vital importân

cia, que é a língua inglesa.

Mais informações:

http://novateceditora.com.br/livros/linguainglesa2/

183

http://www.idph.com.br

Read in English

Este livro é uma coletânea

de textos, citações e histórias em

inglês, com o vocabulário co

mentado. Tem como objetivo fa

cilitar o desenvolvimento de seu

vocabulário da língua inglesa de

uma maneira divertida e agradá

vel. A seleção dos textos foi feita

considerando-se, antes de tudo, a capacidade que eles têm de

entreter e instruir simultaneamente.

Dedicando diariamente dez minutos à leitura deste livro,

você poderá comprovar um aumento significativo na sua ca

pacidade de ler e entender textos em inglês, ao mesmo tempo

em que se diverte. Com um vocabulário de aproximadamente

5.000 palavras, esta publicação é o complemento ideal ao li

vro “As Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa”, também

Palavra-chave Status CPC máx. Cliques Impr. CTR CPC médio Custo Pos. méd. Marcadores
Total – todos os grupos de anúncios   11 934 1,18% R$1,94 R$21,36 7,1
Total – todas, exceto as palavras-chave excluídas   11 934 1,18% R$1,94 R$21,36 7,1
Total – Pesquisa   11 934 1,18% R$1,94 R$21,36 7,1
Total – Rede de Display   0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0
Total – todos os grupos de anúncios   11 934 1,18% R$1,94 R$21,36 7,1

gerenciamento de projetos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$9,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

credito Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,85
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

escuelas de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingles intensivo Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,65
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aprender italiano Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$9,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

escuela de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,20
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de ingles en inglaterra Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

gestao Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

creditos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,95
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de ingles en canada Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aprender idiomas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de idiomas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,60
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aprende ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,10
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

traductor ingles espanol Raramente são exibidos devido ao baixo Índice de qualidade
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financiamento Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

eventos empresas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

credito hipotecario Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

eventos empresa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,50
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eventos de empresa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$6,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

consorcio imobiliario Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

credito imobiliario Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,15
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empresas de construcao civil Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,45
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financiamento caixa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

escritorios de arquitetura Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,50
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cursos intensivos de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

credito bancario Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

gramatica ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de idiomas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,70
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

estudiar ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,15
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ingles a distancia Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,40
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de frances Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de frances Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,75
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emprestimo Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

gestao empresarial Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

e commerce business Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos online Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

clases de inglés Qualificada
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso online Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ti Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

academia ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

academia de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

academias de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,35
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

carta de credito Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,50
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curso de inglês Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aprender Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

creditos bancarios Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,55
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empresas tecnología Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,10
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

email empresa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,25
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empresas de informatica Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,75
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curso intensivo de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de italiano Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$8,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de italiano Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$8,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

segurança de rede Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$15,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

segurança de redes Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$15,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos empresa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de redes Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$9,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

hablar ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

programas para aprender ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

quiero aprender ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financeira Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,20
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de ingles em londres Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empresas de consultoria Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de italiano online Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$9,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso redes Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de redes Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$6,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de consultor Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso consultor Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$6,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aprendiendo ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aprender espanhol Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$8,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso espanhol Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingles para ninos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

practicar ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,55
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empresas informatica Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso intensivo ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingles virtual Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

saber ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

clase de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,95
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso inglês Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos inglês Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,55
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos inglés gratis Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,85
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de ingles gratuitos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,30
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos gratuitos de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,85
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso inglés gratuito Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso inglés gratis Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,65
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

gestão de conteúdo Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$7,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

rede de computadores Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$9,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingle Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingles tecnico Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

pronunciacion en ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

rádio ao vivo Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de espanhol Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

clases ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos ingles internet Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empresa informatica Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

plano de negócios Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$8,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

plano negócios Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

tecnologia informação Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingles on line Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos ingles online Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,30
R$0,30 0 22 0,00% R$0,00 R$0,00 6,7 —

financiamento imobiliario Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financiamento de imoveis Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$8,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financiamento de carros Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financiamento de carro Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financiamento veiculos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financiamento de veiculos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

emprestimos pessoal Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,60
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

emprestimos pessoais Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financiamento imovel Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos empresas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso empresa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos para empresas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

vagas de empregos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de linguas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,15
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de linguas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

engenharia telecomunicações Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de idiomas online Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,55
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de idiomas globo Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

estudiar ingles en canada Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos en ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso ingles on line Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,55
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

verbos en ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,90
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos ingles por internet Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,45
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

profesores de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos gratis de ingles por internet Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,90
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

clases de ingles gratis Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,35
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de espanhol Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

gerenciamento de processos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$11,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingles curso Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

praia do rosa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos ingles extranjero Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,20
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

segurança do trabalho Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$8,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

sistemas de gestão Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aula inglês Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,65
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aulas particulares Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aula particular Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,90
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

comunicação empresarial Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

emprestimo dinheiro Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

aprender a hablar ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

redes de computador Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$7,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

inglês grátis Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,10
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

segurança no trabalho Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$7,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso grátis Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos grátis Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

escola de inglês Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,70
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

escolas de inglês Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,45
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

professor de inglês Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,35
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

indústria e comércio Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

consultoria de empresas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

consultores empresas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

consultor empresas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

consultor empresa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

consultoria empresas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

consultoria empresa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

consultoria ti Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

engenheiro computação Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

engenheiro segurança Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

gestão de projetos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$8,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

palestras Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

administração de projetos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$8,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

instituto de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,20
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos ingles on line Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,45
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos gratuitos ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,45
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

simulacao de financiamento Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

emprestimo de dinheiro Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingles rapido Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso ingles exterior Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,80
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

pequenos negócios Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empresas consultoria Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

gerenciamento projetos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$6,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

emprestimos e financiamentos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,20
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

emprestimo pessoal Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,05
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

credito pessoal Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,45
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

emprestimos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,85
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cartao de credito Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,40
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

bancos de dados Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$6,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos de ingles uba Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,10
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

practicas de ingles Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

gerenciamento de obras Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$8,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

emprego engenharia Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empregos belo horizonte Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empregos rio de janeiro Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$6,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empregos engenharia Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empregos em belo horizonte Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empregos para engenheiros Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,75
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

emprego engenheiro civil Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

evento empresarial Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso de espanol Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

gerenciamento de clientes Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$6,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

plano de negócio Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$10,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

plano negócio Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$5,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empresas de engenharia Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingles basico Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$1,70
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

empresa consultoria Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

ingles para portugues Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,25
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

curso empresas Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$2,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos para empresa Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$6,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

financeiras Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$0,65
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos gratuitos online Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$3,50
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos online gratuitos Abaixo do lance de primeira página
Estimativa do lance de primeira página:R$4,00
R$0,30 0 0 0,00% R$0,00 R$0,00 0,0 —

cursos eventos  

publicado pela Novatec Editora.

Mais informações:

http://novateceditora.com.br/livros/readinenglish

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http://www.idph.com.br


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